Financiamento para combate ao Ebola atinge quase 3 bilhões de dólares após reunião do G20+
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Financiamento para combate ao Ebola atinge quase 3 bilhões de dólares após reunião do G20+

O Africa CDC elogiou a mobilização histórica alcançada durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G20+, destacando o potencial de união entre líderes políticos, países afetados e parceiros internacionais para erradicar o Ebola. Este reconhecimento foi feito em um comunicado da instituição da União Africana, referente ao encontro realizado na semana anterior, paralelamente à Assembleia Geral da ONU.

Os compromissos financeiros estabelecidos desde o início da epidemia na República Democrática do Congo (RDCongo) somam agora quase 2,9 bilhões de dólares, equivalentes a aproximadamente 2,5 bilhões de euros. Deste total, cerca de 700 milhões de dólares (615 milhões de euros) foram anunciados especificamente na reunião ocorrida em Nova Iorque na semana passada.

O Africa CDC enfatizou que essa mobilização inédita de recursos e ajuda material precisa ser rapidamente convertida em desembolsos, implementação efetiva e resultados visíveis nas comunidades atingidas. A organização também fez um apelo enfático pela transparência no uso desses fundos.

Jean Kaseya, diretor-geral do Africa CDC, afirmou no comunicado que é crucial conseguir monitorar cada dólar, desde o momento do compromisso até o desembolso, passando pelos parceiros de implementação, os gastos e, finalmente, os serviços prestados às populações afetadas.

De acordo com a tabela anexa ao comunicado, os Estados Unidos lideram o aporte financeiro para o combate ao Ebola, com 887 milhões de dólares (780 milhões de euros). Em seguida, vêm a União Europeia, com 568 milhões de dólares (499 milhões de euros), e o Banco Mundial, que comprometeu 433 milhões de dólares, o que corresponde a cerca de 380 milhões de euros.

Este anúncio dos valores comprometidos coincide com o aumento alarmante de casos confirmados do vírus Ebola na RDCongo, que ultrapassou a marca de 8.000, e o número de óbitos que se aproxima de 4.000, agravado pela escassez de profissionais de saúde no país para controlar a epidemia.

A RDCongo reportou um novo surto de Ebola em 15 de maio, causado pelo vírus raro Bundibugyo, que atualmente não possui tratamento nem vacina conhecida. O país, vizinho de Angola, enfrenta grandes dificuldades no controle dessa situação.

Dados mais recentes do Ministério da Saúde da RDCongo, divulgados no domingo, indicam que foram registrados 8.067 casos confirmados e 3.901 mortes até 26 de setembro, distribuídos em 63 postos de saúde em sete das 26 províncias nacionais, resultando em uma taxa de mortalidade de 48,4%. Adicionalmente, a mesma fonte informou que pelo menos 2.070 indivíduos conseguiram se recuperar da doença.

O vírus Ebola é transmitido através do contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca uma grave febre hemorrágica, acompanhada de vômitos, diarreia e sangramentos internos.

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