15 mortes por raiva registradas na África do Sul antes do Dia Mundial contra a Raiva
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15 mortes por raiva registradas na África do Sul antes do Dia Mundial contra a Raiva

Na África do Sul, desde o início de 2026, foram registrados 15 casos de morte humana por raiva, o que reacendeu os apelos à vacinação, à posse responsável de animais de estimação e à ação imediata após uma possível infecção.

Esses dados foram apresentados pela publicação IOL, citando o Departamento de Agricultura, véspera do Dia Mundial contra a Raiva, celebrado em 28 de setembro. De acordo com as informações do departamento, até 26 de agosto, foram registrados sete casos confirmados e dois prováveis no Cabo Oriental, cinco casos confirmados em KwaZulu-Natal e um caso confirmado em Limpopo.

A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso e é quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas. No entanto, as vítimas humanas podem ser evitadas através da vacinação dos animais e da intervenção médica oportuna em pessoas expostas ao vírus.

Sobre o Dia Mundial contra a Raiva

Anualmente, em 28 de setembro, celebra-se o Dia Mundial contra a Raiva para aumentar a conscientização sobre a doença e seus métodos de prevenção tanto em humanos quanto em animais. O tema deste ano, 'Mais fortes juntos', enfatiza a colaboração entre comunidades, donos de animais de estimação, veterinários, profissionais de saúde, governo e organizações de proteção animal.

A raiva continua sendo um problema em todas as nove províncias da África do Sul, sendo Limpopo, KwaZulu-Natal e Cabo Oriental identificados como focos significativos da doença. Além disso, o Departamento de Agricultura relatou 115 casos de raiva confirmada em laboratório em animais no período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2026.

A maioria dos casos de infecção humana na África do Sul ocorre devido a cães domésticos, embora outros mamíferos, incluindo gatos, mangustos, chacais e alguns animais selvagens, possam transmitir o vírus.

Como prevenir a morte por raiva

Uma das formas mais eficazes de prevenir a mortalidade por raiva em humanos é garantir a vacinação de cães e gatos. O Departamento de Agricultura recomenda enfaticamente aos donos de animais de estimação que mantenham as vacinas atualizadas, relatem casos suspeitos e evitem mover animais não vacinados entre diferentes áreas.

Este aviso também se aplica a viajantes e a todos que passam tempo ao ar livre. Ao encontrar animais de estimação desconhecidos ou animais selvagens, deve-se ter cautela, especialmente se o animal parecer incomumente agressivo, desorientado ou de outra forma anormal.

A cidade do Cabo observa que a raiva pode ser transmitida pela saliva de um animal infectado através de mordidas, arranhões ou contato com pele danificada. Focas do Cabo também podem ser afetadas, o que sublinha a importância de manter uma distância segura de focas que exibem comportamento incomum ou agressivo.

Qualquer pessoa mordida ou arranhada por um animal suspeito de raiva deve agir imediatamente. A área afetada deve ser lavada cuidadosamente com sabão e água corrente por pelo menos 10 minutos e, em seguida, procurar atendimento médico o mais rápido possível. O tratamento pós-exposição pode prevenir o desenvolvimento da raiva se for administrado de forma rápida e correta.

Casos suspeitos de raiva devem ser relatados às autoridades veterinárias ou médicas competentes. O Departamento de Agricultura aconselha o público a procurar aconselhamento sobre prevenção e vacinação junto a um veterinário público ou privado, técnico de saúde animal ou organização de proteção animal.

O Dia Mundial contra a Raiva serve como um lembrete de que a prevenção da raiva começa muito antes do contato. Manter a vacinação dos animais de estimação, educar as crianças para evitar animais desconhecidos e saber o que fazer após uma mordida ou arranhão podem ajudar a reduzir o risco.

Como a África do Sul trabalha para alcançar o objetivo global de erradicar mortes humanas por raiva transmitida por cães até 2030, a mensagem por trás do tema deste ano é extremamente clara: a prevenção da doença depende da colaboração entre comunidades, especialistas em saúde animal e serviços médicos.

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