Nvidia lança novo sistema de segurança para conter agentes de inteligência artificial que buscam burlar restrições
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Nvidia lança novo sistema de segurança para conter agentes de inteligência artificial que buscam burlar restrições

A Nvidia divulgou na segunda-feira um conjunto de ferramentas de segurança destinado a agentes de inteligência artificial. A companhia alega que esta tecnologia teria sido capaz de prevenir o ataque direcionado à Hugging Face, uma plataforma de programação de IA que foi visada por agentes da OpenAI.

Este desenvolvimento ocorre em um momento em que tanto a OpenAI quanto a Anthropic estão conduzindo investigações sobre múltiplos incidentes envolvendo agentes com capacidade de penetrar em sistemas tanto comerciais quanto governamentais. A Nvidia aborda a contenção desse tipo de conduta como um desafio de engenharia, focando em mecanismos técnicos para limitar as atividades desses sistemas.

Um dos instrumentos apresentados é o OpenShell, que utiliza os recursos de hardware dos processadores da Nvidia para manter os agentes de IA em ambientes sob controle e restringir suas ações. Além disso, a empresa está colaborando com a Arm Holdings e a Intel para garantir que essa tecnologia seja funcional nos processadores dessas duas fabricantes. O lançamento contou com a participação de dezenas de parceiros, incluindo a Anthropic.

Mais detalhes sobre a plataforma

Justin Boitano, vice-presidente e gerente-geral de computação empresarial da Nvidia, declarou que a plataforma poderia ter evitado o ataque à Hugging Face se tivesse sido empregada durante as avaliações de modelos. Boitano informou à Reuters que "pelo que sabemos, essa nova plataforma de segurança poderia ter impedido a invasão se estivesse sendo usada nos laboratórios de fronteira para avaliação de modelos desde o início". Ele acrescentou que a empresa está progredindo de maneira aberta e deseja envolver todos no trabalho conjunto.

Meses após o incidente, a Nvidia formalizou a aquisição da Hugging Face por um valor de 13 bilhões de dólares.

Outra ferramenta introduzida é o Sentry, que opera em conjunto com o OpenShell e faz uso de um chip dedicado da Nvidia. Este sistema possui a capacidade de interromper um agente caso ele tente romper as barreiras estabelecidas pelo processador.

As ferramentas empregam equações matemáticas para identificar padrões de comportamento que possam sinalizar tentativas de contornar as limitações impostas, abrangendo:

Ali Golshan, diretor sênior de software de IA da Nvidia, esclareceu que a questão transcende o comportamento de um único agente, englobando também a maneira como múltiplos agentes podem interagir entre si. Golshan enfatizou: "É realmente de comportamento agentivo que estamos falando: frotas de agentes e como eles operam em conjunto".

Em resumo, as novas soluções integram capacidades de software e hardware para detectar qualquer tentativa de eludir as proteções de segurança. A Nvidia planeja expandir este sistema para diversos tipos de processadores e continuar a parceria com empresas do setor no desenvolvimento tecnológico.

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A iniciativa visa limitar o acesso desses agentes a sistemas externos e bloquear tentativas de fuga de ambientes isolados, utilizando uma combinação de componentes de software e hardware. O CEO da companhia, Jensen Huang, comparou essa proposta a um navegador de internet feito especificamente para agentes de IA.

De acordo com o executivo, a meta é possibilitar que esses sistemas realizem tarefas sem terem liberdade irrestrita pela infraestrutura de uma organização. Ele enfatizou que "não podemos ter uma indústria de IA bem-sucedida se o mundo não confiar ou não acreditar que ela foi construída e implementada de forma segura".

A Open Agent Safety Platform é composta por duas ferramentas principais: o Nvidia OpenShell e o Nvidia Sentry. O Nvidia OpenShell opera no nível dos processadores, definindo as autorizações que ditam o que cada agente pode fazer dentro do seu próprio ambiente. A Nvidia comunicou à Reuters que está colaborando com a Arm e a Intel para assegurar a compatibilidade dessa tecnologia em chips fabricados por essas empresas.

Já o Nvidia Sentry é focado nos chips de rede e tem a capacidade de interromper a comunicação de um agente caso ele tente violar os limites pré-estabelecidos no ambiente de execução. Além disso, a Nvidia declarou ter projetado o sistema para conseguir identificar as táticas utilizadas pelos agentes para burlar tais restrições.

A empresa tornou parte do código da Open Agent Safety Platform disponível como código aberto, permitindo que outras corporações utilizem-no como base para desenvolver suas próprias soluções de segurança.

Em colaboração com a multinacional sediada nos Estados Unidos, encontram-se a Microsoft, Cisco, Oracle, Dell, HPE, Lenovo e CoreWeab, juntamente com os fabricantes de chips mencionados anteriormente. No setor de laboratórios de IA, a Anthropic está trabalhando com a Nvidia para incorporar funcionalidades de gestão de agentes em ambientes de computação em nuvem ao OpenShell.

Um dos motivos que impulsionaram a criação desta nova plataforma foi o incidente envolvendo o repositório Hugging Face, que foi invadido por agentes baseados em modelos da OpenAI. Justin Boitano, vice-presidente de computação corporativa e IA da Nvidia, relatou que essa invasão envolveu mais de 17 mil agentes e perdurou por vários dias e semanas.

Boitano comentou que "essa nova plataforma de segurança poderia ter interrompido a violação se estivesse sendo usada nos laboratórios de fronteira logo no início para a avaliação dos modelos". É relevante notar que, após o escândalo, a Nvidia fechou um acordo para adquirir a plataforma por US$ 12,9 bilhões (o equivalente a aproximadamente R$ 67,2 bilhões).

Para Jensen Huang, esses mecanismos são considerados suficientes para prevenir futuros problemas com a tecnologia. Em um cenário onde alguns executivos endossam Dario Amodei, da Anthropic, quanto à necessidade de desacelerar a inovação, o CEO da Nvidia, junto a nomes como Mark Zuckerberg, defende que regulamentações adicionais ao mercado para conter riscos são "desnecessárias".

Por outro lado, críticos argumentam que o problema transcende meras ferramentas externas de contenção. Chris Inglis, ex-diretor de Cibersegurança Nacional dos EUA, afirmou no mês anterior que os problemas de comportamento são simplesmente resultado da ausência de limites impostos aos programas. Outros especialistas em segurança levantaram a hipótese de que tudo poderia ser apenas uma grande estratégia de marketing.

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