Trabalhadoras domésticas de Hong Kong exigem aumento de 21% no salário mínimo
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Trabalhadoras domésticas de Hong Kong exigem aumento de 21% no salário mínimo

As trabalhadoras domésticas de Hong Kong realizaram uma manifestação em frente ao Departamento do Trabalho, organizada pela Asian Migrants Coordinating Body (AMCB), para exigir um reajuste do salário mínimo. A reivindicação específica era elevar o valor de 5.100 para 6.172 dólares de Hong Kong (equivalente a 571 para 691 euros).

Sringatin, porta-voz da AMCB, declarou em um comunicado que o salário atual é extremamente baixo para um território que se considera orgulhosamente a 'Cidade Mundial da Ásia'. Dados oficiais indicam que o salário médio na região está atualmente em torno de 21.200 dólares de Hong Kong (2.374 euros).

O maior grupo de sindicatos e associações de trabalhadores migrantes da cidade, citado pelo portal Hong Kong Free Press, ressaltou que o aumento do salário mínimo foi modesto, atingindo apenas 39% desde o ano 2000. Sringatin enfatizou que o aumento salarial é crucial para que os trabalhadores domésticos possam enfrentar a inflação contínua em Hong Kong, garantindo uma vida digna.

Além do salário, a AMCB pleiteou um incremento no subsídio de alimentação mensal pago pelos empregadores, passando de 1.236 para 3.123 dólares de Hong Kong (de 138 para 350 euros).

Em contraste, em agosto, dois grupos representando famílias e agências de emprego apresentaram uma petição solicitando o congelamento dos salários das trabalhadoras domésticas, argumentando que qualquer elevação resultaria em demissões em massa. A AMCB rebateu essa visão, afirmando que os serviços prestados por essas empregadas são 'insubstituíveis' e que parte de seus ganhos é reinjetada na economia local.

A coligação destacou que as trabalhadoras domésticas fornecem 'assistência ininterrupta no lar e nos cuidados a crianças e idosos' há décadas, o que permite que as famílias de Hong Kong mantenham dois membros trabalhando em tempo integral.

Na vizinha região chinesa de Macau, o Governo implementou um aumento de 2,9% no salário mínimo em janeiro, elevando-o para 7.280 patacas (791 euros) mensais. No entanto, esta revisão manteve os empregados domésticos excluídos. Chan Un Tong, diretor dos Serviços para os Assuntos do Trabalho (DSAL), justificou essa exclusão citando a 'natureza única' do trabalho doméstico e a necessidade de o trabalhador se 'integrar' à vida familiar do empregador.

Para novos contratos de trabalhadoras domésticas assinados a partir de julho de 2024, a remuneração mínima estabelecida pela DSAL é de 3.200 patacas (348 euros), sendo que o salário médio para essas contratações gira em torno de 3.800 patacas (413 euros). Segundo dados oficiais da DSAL, no final de março, havia quase 28.800 empregados domésticos trabalhando em Macau, o número mais alto registrado desde fevereiro de 2021.

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