Projeto PH Olaguer / CDC ARQ foca na concentração de funções para otimizar o espaço habitacional
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Projeto PH Olaguer / CDC ARQ foca na concentração de funções para otimizar o espaço habitacional

A equipe de projeto responsável pelo PH Olaguer / CDC ARQ desenvolveu uma proposta que vai além da simples adição de elementos, focando na concentração de funções com o objetivo de liberar áreas no ambiente construído.

Através da manutenção da continuidade espacial, da conexão com o pátio e da utilização de um mobiliário singular que acompanha todo o trajeto, o projeto consegue criar uma moradia que, apesar de ser compacta, apresenta grande amplitude espacial. Nesse contexto, a arquitetura é empregada como um instrumento fundamental para a organização do espaço.

Galeria do Projeto

O projeto foi citado em ArchDaily em Português, com registro datado de 25 de setembro de 2026, e acessado em 26 de setembro de 2026.

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A Residência Estudantil Lourmel, desenvolvida pelo escritório MARS Architectes, foi construída sobre uma antiga rampa de estacionamento. O projeto foi concebido para funcionar como um elemento intermediário entre os edifícios já existentes e o jardim central.

Em vez de apresentar um bloco único e contínuo, o design se desdobra em quatro módulos levemente desalinhados. Esses deslocamentos e rotações foram planejados para atender a requisitos de distância, visibilidade e privacidade, ao mesmo tempo em que criam perspectivas diagonais, otimizam a entrada de luz natural e reforçam a ligação com a paisagem circundante. Os volumes se retraem progressivamente em direção ao centro do lote, estabelecendo uma relação mais aberta com a via pública. Além disso, o pátio original foi completamente revitalizado e paisagístico.

Os dormitórios estão posicionados acima de uma base comum que abriga diversas funcionalidades, como o hall de entrada, bicicletário, lavanderia, academia, área de coworking e cafeteria. Estes espaços são organizados seguindo um fluxo ininterrupto que acompanha as diferentes elevações do terreno, mantendo todos os programas visualmente interligados. Essa base transcende sua função meramente operacional; ela funciona como uma paisagem interna coletiva, mediando a passagem entre a rua, o jardim e os quartos. A sobreposição de circulações, vistas e atividades compartilhadas fomenta momentos de encontro e a apropriação diária do espaço.

No que tange ao quarto estudantil, Lourmel desafia o conceito tradicional de cela compacta e repetitiva comum na moradia universitária. Cada metro quadrado foi meticulosamente planejado para garantir iluminação, clareza e conforto, configurando um espaço de vida completo. As instalações hidráulicas são agrupadas em uma seção reduzida, separando vaso sanitário e chuveiro. O chuveiro recebe luz e ventilação naturais, e uma divisória móvel permite que ele sirva tanto como área privada quanto como extensão visual do quarto, resultando em um ambiente amplo e contínuo centrado na luz.

Esta dedicação ao quarto individual impacta diretamente a escala geral do edifício. A divisão em múltiplos blocos assegura que cada unidade habitacional desfrute de vistas mais desobstruídas, mesmo em um ambiente de alta densidade. Portanto, a fragmentação não é apenas um recurso estético, mas sim uma estratégia tipológica que proporciona maior afastamento, perspectiva e contato com o exterior a cada quarto.

A fachada foi concebida não como um simples invólucro, mas sim como um campo dinâmico de profundidade, ritmo e sombra. Uma grade rigorosa, que evoca um padrão quadriculado arquitetônico, gera múltiplas camadas, relevo e variações sutis de luminosidade. A repetição ali empregada gera riqueza em vez de monotonia: a sombra assume caráter material e os recuos funcionam como ornamento. Esta fachada articulada releitura o legado dos grandes conjuntos habitacionais, trocando a repetição uniforme por uma variação controlada. Sua profundidade espelha a qualidade do interior, onde luz, privacidade e vistas são cruciais para a experiência de morar.

As áreas de circulação, incluindo entradas, patamares e escadas, são projetadas como transições amplas, inundadas por luz natural. Em vez de serem meros corredores residuais, elas se transformam em pontos de pausa, encontro e pertencimento, constituindo a estrutura social da residência.

No nível superior, o edifício se desmembra em terraços ajardinados, patamares e plataformas de observação. Estes não são apenas telhados verdes, mas sim espaços externos comuns verdadeiros, oferecendo jardins suspensos e visões oblíquas do perfil urbano de Paris. Desta forma, o paisagismo permeia todo o projeto, desde o pátio redesenhado e permeável no térreo até as áreas verdes suspensas. Ele se estabelece como uma sucessão de espaços intermediários entre os quartos, as áreas coletivas e o céu, conferindo à residência um caráter mais aberto, íntimo e comunitário. Em suma, a Residência Estudantil Lourmel consegue transformar as limitações de um contexto urbano denso em uma arquitetura marcada pela porosidade, vida compartilhada e escala humana.

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Em vez de aumentar a complexidade, a intervenção se concentrou em eliminar o supérfluo. O núcleo da casa transforma-se em uma paisagem fluida de convívio, unificando sala de estar, sala de jantar, cozinha e terraço em um único espaço conceitual. Amplas aberturas conectam o interior ao exterior, fazendo com que o terraço funcione como um cômodo acessível ao céu, e não apenas como um anexo.

O layout foi organizado mediante uma progressão moderada entre as áreas sociais e as privadas. A zona social é caracterizada por ser aberta, flexível e espaçosa, servindo como local para reuniões, trabalho e atividades compartilhadas. Em contraste, os dormitórios proporcionam um ambiente mais protegido, projetados para serem locais de repouso, foco e introspecção.

A escolha dos materiais reflete o mesmo princípio de moderação. A madeira de nogueira confere calor e continuidade visual, enquanto a estrutura de concreto original é preservada e exposta, conferindo uma presença física autêntica. Superfícies neutras atuam como um pano de fundo calmo para a luz natural, permitindo que suas variações ao longo das horas se integrem à própria arquitetura. Cada elemento material foi mantido próximo ao seu estado natural, aceitando o desgaste e a passagem do tempo como parte inerente ao seu caráter.

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