Desde que Galileu Galilei apontou seu telescópio para o céu, a astronomia passou por mudanças significativas, abrindo uma janela para o universo à humanidade. Desde então, os telescópios têm se tornado cada vez mais sofisticados e precisos, permitindo a descoberta de mundos cada vez mais distantes. Atualmente, a humanidade enfrenta o surgimento de uma nova geração de gigantes.
No âmbito do programa Olhar Espacial, transmitido na sexta-feira (dia 25), foi apresentado o Telescópio Gigante de Magalhães (GMT), que está em construção no deserto do Atacama, no Chile. Este telescópio será composto por sete espelhos primários de 8,4 metros cada, proporcionando uma área de coleta equivalente a um único espelho de 25,4 metros de diâmetro.
Graças a esses grandes tamanhos, o GMT expandirá significativamente as capacidades de observação do cosmos e permitirá investigar questões fundamentais da astronomia. Espera-se que ele seja 200 vezes mais poderoso que os melhores telescópios existentes, fornecendo um nível de detalhe sem precedentes no estudo do universo.
O consórcio internacional do projeto inclui participação brasileira, liderada pelo Fundo de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Por meio da iniciativa GMT Brasil, pesquisadores e instituições brasileiras trabalham no desenvolvimento de sistemas e instrumentos para o telescópio, abrangendo áreas como engenharia, óptica, mecânica, eletrônica e software, além de abrir oportunidades para a indústria nacional em projetos de alta complexidade.
Para discutir o GMT, seus objetivos, os desafios da construção de um telescópio tão massivo e sua importância para a ciência, o programa recebeu Eduardo Cipriano, coordenador de divulgação científica do GMT Brasil.
Eduardo Cipriano é pesquisador e professor do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Ele obteve bacharelado em física no Instituto de Física da USP (IF-USP), bem como mestrado e doutorado em astronomia no IAG-USP. Ele realizou um estágio de pós-doutorado no University College London (UCL) e trabalhou como astrônomo residente no telescópio Southern Astrophysical Research (SOAR). Sua vasta experiência em astrofísica galáctica concentra-se em aglomerados de galáxias, lentes gravitacionais e cosmologia observacional.
O programa, apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação de Astronomia Paraibana – APA, membro da SAB – Sociedade Brasileira de Astronomia, diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, é transmitido ao vivo toda sexta-feira às 21h (horário de Brasília) nos canais oficiais da publicação no YouTube, Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), LinkedIn e TikTok.

