Microsoft gradualmente descontinua o uso da marca Copilot+ PC, mantendo os requisitos técnicos
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Microsoft gradualmente descontinua o uso da marca Copilot+ PC, mantendo os requisitos técnicos

A Microsoft está encerrando discretamente o uso do selo Copilot+ PC. Embora os computadores que se encaixam nesta classificação continuem sendo fabricados, o nome, que sinaliza que o produto possui capacidades para executar tarefas de inteligência artificial localmente, está sendo progressivamente abandonado.

A categoria Copilot+ PC foi introduzida em maio de 2024, inicialmente focada apenas em dispositivos equipados com chips da linha Snapdragon X da Qualcomm. Posteriormente, quase um ano depois, a Microsoft ampliou essa proposta para incluir opções com processadores Intel e AMD.

Para pertencer a esta categoria, os notebooks devem cumprir certos critérios técnicos, exigindo, em especial, um processador acompanhado por uma Unidade de Processamento Neural (NPU) com capacidade de 40 TOPS ou superior, visto que o propósito central é suportar operações de IA no próprio dispositivo.

Em 2026, alguns notebooks que antes eram classificados como Copilot+ PC começaram a ser lançados sem essa nomenclatura. Os exemplos mais notáveis são os Surface PCs, fabricados pela própria Microsoft, lançados neste ano, que não ostentam o selo, diferentemente dos modelos apresentados em 2025.

O motivo exato permanece incerto, já que, oficialmente, a categoria Copilot+ PC ainda existe. Contudo, Zac Bowden, colaborador do Windows Central e executivo da Microsoft, confirmou que a designação está sendo retirada da linha Surface. Ele afirmou: «Eles não são mais chamados de PCs Copilot+. Eles atendem a todos os requisitos da nossa definição anterior para equipamentos Copilot+. Ainda apostamos na narrativa em torno da IA na borda e na possibilidade de ter uma solução híbrida disponível.»

O descontinuamento do nome deve se estender a outras marcas, conforme sugerido por um executivo da Qualcomm durante uma conversa com Bowden. Este executivo comentou: «A ideia era definir uma categoria específica de dispositivos com certo padrão e métrica, como, por exemplo, uma NPU de 45 TOPS… Então, nessa perspectiva, trata-se de oferecer as mesmas experiências, provavelmente sem usar a terminologia [Copilot+ PC] agora.»

Apesar da falta de uma explicação oficial para este abandono silencioso, presume-se que a razão deste movimento seja o desempenho comercial insatisfatório do projeto. Os Copilot+ PCs não têm sido um sucesso de vendas, primeiramente porque o interesse em IA em computadores pessoais nunca foi muito forte. Além disso, esses equipamentos costumam apresentar preços elevados; no Brasil, por exemplo, modelos Copilot+ de fabricantes como Dell e Asus só atingem valores inferiores a R$ 7.000 em promoções, enquanto outros ultrapassam R$ 20.000.

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No âmbito do evento «ICT WEEK Uzbekistan 2026», realizado no Departamento de Desenvolvimento Digital da administração da capital, ocorreu uma reunião. A reunião contou com a delegação de representantes da Corporação de Parques Científicos e Tecnológicos de Hong Kong (HKSTP) e empresas residentes desta corporação, incluindo «Showmac», «eSIX» e «Cogniser».

O objetivo principal das negociações foi estudar a experiência mundial na implementação de tecnologias digitais e soluções baseadas em inteligência artificial. Também foi discutida a possibilidade de adaptar conceitos modernos de «cidade inteligente» (Smart City) às condições específicas da região e a busca por caminhos para a condução conjunta de projetos.

Durante a reunião, a empresa «eSIX» demonstrou suas tecnologias que garantem comunicação contínua e segura. Esses sistemas unem vários canais de comunicação — 4G/5G, fibra óptica e conexões via satélite — e são destinados ao uso em transporte, sistemas de vigilância por vídeo e infraestrutura municipal.

Além disso, a empresa «Cogniser» apresentou soluções que utilizam inteligência artificial. Esses desenvolvimentos são voltados para a gestão urbana, aumento do nível de segurança, setor educacional e monitoramento industrial. A empresa «Showmac» exibiu seus dispositivos inteligentes e produtos educacionais.

Os participantes discutiram as etapas concretas de integração dessas soluções propostas na infraestrutura existente de Tashkent. Planeja-se que as novas e promissoras tecnologias passem primeiro por testes em formato piloto antes de serem implementadas em maior escala.

Análise dos 9 melhores notebooks gamers disponíveis para jogos em 2026
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Análise dos 9 melhores notebooks gamers disponíveis para jogos em 2026

A escolha do notebook gamer ideal depende diretamente das exigências de desempenho impostas pelos jogos preferidos pelo usuário. Enquanto modelos de nível de entrada e intermediário são adequados para títulos populares como League of Legends e Valorant, jogos mais pesados que utilizam Ray Tracing demandam especificações técnicas mais avançadas.

Para auxiliar nessa decisão, o Tecnoblog compilou uma seleção dos melhores notebooks gamers do mercado, abrangendo marcas renomadas como Asus, Lenovo, Dell e Acer, apresentando os pontos fortes e fracos de cada um.

Acer Predator Helios Neo 16

Este modelo se sobressai no guia por oferecer uma combinação potente entre alta performance e fluidez visual. Ele é equipado com o processador Intel Core Ultra 9 275HX, que possui 24 núcleos e 24 threads, juntamente com 32 GB de RAM e um SSD de 1 TB, permitindo rodar tarefas complexas e jogos exigentes sem dificuldades.

O processamento gráfico é realizado pela placa de vídeo RTX 5070, que dispõe de 8 GB de VRAM, assegurando o suporte necessário para jogos contemporâneos. Essa capacidade gráfica é maximizada em uma tela LED IPS de 16 polegadas, com resolução de 2560 x 1600 pixels e uma taxa de atualização de 240 Hz, proporcionando movimentos extremamente suaves e imagens detalhadas.

Para manter a estabilidade térmica sob uso intenso, o notebook incorpora uma ventoinha 3D de 89 lâminas, otimizando a circulação de ar e refrigerando os componentes cruciais. Apesar de pesar 2,7 kg, sua estrutura inclui uma bateria de 5.850 mAh, suporte a Wi-Fi 6E e a tecnologia Purified Voice 2.0, que minimiza ruídos de fundo no microfone para chamadas mais nítidas.

Lenovo Legion 5i

O Lenovo Legion 5i é sugerido para usuários que buscam um notebook portátil capaz de entregar alto desempenho tanto em jogos quanto em tarefas demandantes. Ele combina o processador Intel Core Ultra 7 255HX, com 20 núcleos, e a placa gráfica RTX 5070 de 8 GB, garantindo um poder gráfico de primeira linha.

Seu sistema conta com 32 GB de RAM e um SSD M.2 de 1 TB, oferecendo alta velocidade e espaço adequado conforme listado no Guia. Um grande atrativo deste modelo é a tela OLED de 15,1 polegadas WQXGA com taxa de atualização de 165 Hz, que proporciona fidelidade de cores e um contraste significativamente superior aos painéis LCD tradicionais.

Para manter o funcionamento estável sem gerar ruídos incômodos, o aparelho utiliza o sistema de resfriamento Legion Coldfront: Hyper, que emprega tubos de calor 3D em cobre de maneira silenciosa. A conectividade também é um ponto forte, suportando Wi-Fi 7, o que garante conexões online com latência muito baixa. Mesmo sendo robusto, o peso do modelo é de apenas 1,9 kg, e ele possui uma bateria de 80 Wh, tornando-o ideal para quem necessita conciliar alta capacidade de processamento com mobilidade diária.

Asus ROG Strix G16

O Asus ROG Strix G16 é recomendado para quem procura um desempenho avançado em jogos que requerem alta fluidez e rápida resposta visual. Este equipamento vem equipado com o processador Intel Core Ultra 9 275HX, 16 GB de RAM e a placa de vídeo RTX 5060 de 8 GB, entregando um alto poder de processamento.

Seu maior destaque é a tela LCD de 16 polegadas, que apresenta resolução 2.5K e taxa de atualização de 240 Hz, assegurando imagens extremamente fluidas. Para manter o sistema estável durante o uso prolongado, o notebook possui aberturas projetadas estrategicamente para o fluxo de ar e uma câmara de vapor dedicada ao resfriamento eficiente.

O conjunto inclui conectividade Wi-Fi 6E e uma webcam integrada com capacidade de gravação em Full HD. Contudo, deve-se notar que ele sai de fábrica com um SSD de 512 GB, o que pode ser insuficiente para instalar diversos jogos atuais, exigindo um possível upgrade. Adicionalmente, é um produto mais pesado, atingindo 2,6 kg.

Dell Alienware 16 Aurora

O Dell Alienware 16 Aurora é indicado para quem deseja um desempenho equilibrado em jogos que não são excessivamente exigentes. Ele é fornecido com o processador Intel Core 7 240H, que conta com 10 núcleos e 16 threads, 16 GB de RAM, um SSD de 1 TB e a placa de vídeo RTX 4050 de 6 GB.

A tela LCD de 16 polegadas oferece resolução WQXGA e uma taxa de atualização de 120 Hz, proporcionando uma boa experiência visual em jogos. É importante observar que o display possui um brilho máximo de 300 nits, o que pode reduzir a visibilidade em ambientes externos sob luz solar direta.

Para assegurar estabilidade contínua durante o uso, a Dell implementou uma câmara criogênica focada no resfriamento do sistema sem prejudicar o rendimento do hardware. O modelo também adota o padrão Wi-Fi 7, destacando-se por oferecer conexões de rede mais estáveis e com menor latência. Com um peso de 2,57 kg e uma bateria de 60 Wh, o Alienware 16 Aurora consegue balancear uma construção sólida com um conjunto técnico eficiente para sua categoria.

Asus TUF Gaming F16

O Asus TUF Gaming F16 é recomendado para quem busca um notebook gamer com bom equilíbrio de desempenho e prioriza alta durabilidade para o uso cotidiano. Ele vem equipado com o processador Intel Core 5 210H, que possui 8 núcleos e 12 threads, 16 GB de RAM e a placa de vídeo RTX 4050 de 6 GB.

Sua tela LCD de 16 polegadas apresenta resolução Full HD+ e taxa de atualização de 144 Hz, garantindo sessões de jogo mais fluidas. Para controlar o superaquecimento durante as partidas, a estrutura conta com quatro saídas de ar e duas ventoinhas Arc Flow de 84 pás para refrigeração constante. O conjunto inclui conectividade Wi-Fi 6, bateria de 56 Wh e um SSD de 512 GB, sendo um ponto de atenção devido à possibilidade de preenchimento rápido com jogos pesados. O modelo pesa 2,20 kg e se diferencia pela certificação de resistência militar MIL-STD-810H contra variações de temperatura, vibrações e impactos.

Acer Nitro V15

O Acer Nitro V15 (modelo ANV15-52-778T) é um notebook gamer direcionado a jogadores iniciantes ou casuais. Ele é dotado do processador i7-13620H (com 10 núcleos e 16 threads), 8 GB de RAM e um SSD de 512 GB, enquanto a placa de vídeo dedicada é a RTX 4050 com 6 GB de VRAM.

A tela LCD de 15,6 polegadas tem resolução Full HD (1920 x 1080 pixels), mas oferece boa fluidez graças à taxa de atualização de 165 Hz. Internamente, o sistema de ventoinhas duplas puxa ar frio pela área do teclado e expele o ar quente pelas aberturas laterais e traseiras. Outras especificações incluem Wi-Fi 6, bateria de 3.574 mAh e sistema operacional Linux instalado de fábrica. O peso total é de 2,1 kg.

Asus TUF Gaming A16

O Asus TUF Gaming A16 é recomendado como uma opção de entrada, sendo ideal para rodar jogos de intensidade leve a moderada. Ele é equipado com o processador AMD Ryzen 7 170, que possui 8 núcleos e 16 threads, 8 GB de RAM, um SSD de 512 GB e a placa de vídeo RTX 4050 de 6 GB.

Sua tela de 16 polegadas apresenta resolução WUXGA e taxa de atualização de 144 Hz, garantindo imagens fluidas. Apesar dessa boa frequência de quadros, o display possui uma cobertura de cores mais restrita (45% NTSC), o que é um detalhe a ser considerado ao visualizar mídias. Para suportar o desempenho sem superaquecer, a Asus integrou duas ventoinhas Arc Flow, otimizando o fluxo de ar em uso contínuo. O laptop pesa 2,2 kg, possui padrão Wi-Fi 6 e é alimentado por uma bateria de 56 Wh.

Estúdio Árvore desenvolve jogo de realidade virtual onde cada partida é única graças à IA generativa
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Estúdio Árvore desenvolve jogo de realidade virtual onde cada partida é única graças à IA generativa

A experiência narrativa em realidade virtual chamada Fábula Rasa, criada pelo estúdio brasileiro Árvore, propõe aos jogadores convencer os moradores de uma vila de que eles não merecem morrer. Este título foi reconhecido com o prêmio de melhor XR no SXSW 2026.

A premissa do jogo insere o jogador em uma cela, acusado de um delito e aguardando seu veredito. Durante cerca de trinta minutos, o objetivo é dialogar com os habitantes e persuadi-los a poupar a vida do protagonista antes da decisão do rei.

O diferencial reside nas interações. Ao invés de seguir roteiros de diálogo pré-escritos, os personagens são gerenciados com o auxílio de inteligência artificial generativa, respondendo ao jogador com base no que ocorreu durante aquela sessão. Consequentemente, duas jogadas não precisam seguir exatamente o mesmo percurso.

Ricardo Justus, cofundador da Árvore, enfatiza que a tecnologia serve como uma ferramenta para expandir as capacidades dos desenvolvedores, e não para substituí-los. Segundo ele, a IA potencializa os criadores, permitindo que aqueles com criatividade realizem feitos ainda mais notáveis.

Por trás dos diálogos, há uma arquitetura que une a Unity a modelos de linguagem. A engine é responsável por administrar o estado do ambiente, enquanto as informações da partida são convertidas em texto e enviadas ao modelo. Isso engloba o que o jogador proferiu, os itens que ele possui e todo o histórico de interações.

Dessa forma, os personagens conseguem levar em conta eventos passados ao determinar como reagir ou agir. Há também uma IA diretora atuando nos bastidores para monitorar o arco narrativo. Um exemplo disso é quando uma personagem cria uma poção; se esta produzir um efeito específico, essa informação entra no contexto fornecido ao modelo e pode influenciar as interações subsequentes.

Apesar do uso de IA generativa nos diálogos, a Árvore manteve todo o processo artístico sob controle humano. A adoção da tecnologia não visou apenas reduzir custos, visto que cada sessão consome tokens para processar as interações, o que gera um desafio distinto para o modelo de negócios.

Um ponto crucial no desenvolvimento surgiu após grande parte da tecnologia estar operacional. O desafio era que a experiência ainda não funcionava como um jogo. A solução veio de fora das ferramentas de desenvolvimento convencionais: a equipe participou de um workshop de teatro de improviso e começou a aplicar conceitos como o «yes, and», que consiste em aceitar a situação apresentada e adicionar algo a ela.

A experiência também incorporou intencionalmente um tom cômico. Essa escolha não só estimula o jogador a explorar possibilidades e brincar com os diálogos, mas também ajuda a integrar quaisquer comportamentos inesperados da própria IA à proposta do jogo. O resultado final é uma estrutura onde conversar transcende a mera seleção de respostas, tornando-se um componente essencial da jogabilidade.

Fundada em 2017 por Ricardo Justus e outros dois sócios, a Árvore iniciou sua jornada focada primariamente em experiências de realidade virtual, mas expandiu suas atividades para diversas formas de jogos e narração imersiva. Nesse período, o estúdio brasileiro ganhou reconhecimento internacional; a Linha recebeu um Primetime Emmy em 2020, e outros projetos foram premiados em festivais globais. Em 2026, além do destaque de Fábula Rasa no SXSW, o estúdio lançou uma experiência em RV baseada em The Boys.

Atualmente, a IA abre uma nova área de experimentação. Justus ressalta particularmente o impacto da tecnologia na prototipagem, pois processos que antes levavam semanas podem ser testados em poucas horas, facilitando a experimentação de ideias e o descarte rápido das ineficazes.

Para empresas interessadas nesse potencial, o executivo advoga por uma metodologia mais voltada à experimentação do que à burocracia, resumindo: «Eu não sei fazer é só a primeira linha do prompt». Na perspectiva de Justus, dar acesso às ferramentas às equipes permite descobrir aplicações que dificilmente surgiriam apenas por decisões de comitês.

Este acesso também pode impactar o mercado brasileiro de games. Justus vê uma oportunidade para a América Latina diante de mercados mais saturados no chamado Norte Global. Contudo, o Brasil ainda enfrenta dificuldades como carência de capital, acesso restrito a certos dispositivos e jogos que nem sempre são adaptados ou precificados para a realidade do consumidor nacional.

Embora o Marco Legal dos Games tenha sido aprovado recentemente, o executivo avalia que ainda há espaço para aumentar tanto o apoio público quanto a participação do capital privado. A IA pode contribuir para essa equação ao mitigar certas barreiras técnicas e agilizar o desenvolvimento de protótipos. Isso não anula a necessidade de profissionais, investimento ou conhecimento, mas possibilita que equipes menores testem conceitos que antes demandariam mais tempo e recursos.

Para Justus, o talento brasileiro já existe; o desafio reside em converter esse potencial em produtos adequados ao mercado interno e aptos a competir mundialmente. Após sua apresentação em festivais, a Árvore planeja disponibilizar Fábula Rasa ao público, com uma versão para Meta Quest prevista para 2026, sem data de lançamento definida. O estúdio também investiga versões que não dependam de realidade virtual, pois o cerne de Fábula Rasa não está no headset, mas sim na conversa. A tecnologia permite que os personagens se lembrem, reajam e improvisem diante das escolhas do jogador, construindo assim um jogo onde nem mesmo seus criadores podem prever exatamente o que o personagem dirá a seguir.

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