Ao adquirir cogumelos em mercados, o fungo geralmente permanece vivo por um certo período. As células dos cogumelos, mesmo após serem colhidas e transportadas até o ponto de venda, mantêm suas funções metabólicas ativas, utilizando as reservas de energia que acumularam durante seu desenvolvimento.
Em certas circunstâncias, é possível colher um fungo e cultivá-lo em outro local. Se as condições e o substrato forem adequados, ele consegue absorver nutrientes e continuar crescendo normalmente. Nelson Menolli Jr., professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), fez uma analogia com o crescimento de plantas, explicando que o processo é semelhante ao de retirar um pedaço de uma planta para criar uma muda, visto que suas células permanecem viáveis e vivas.
Contudo, caso o fungo não seja cultivado, a atividade celular irá gradualmente diminuir, levando ao início do processo de deterioração do cogumelo. Um método imediato para cessar a atividade celular é cozinhar o cogumelo; o calor provoca danos às proteínas, membranas e outras estruturas. Mesmo após esse processo, o tecido permanece apto ao consumo.
É importante notar que o cogumelo em si representa apenas uma seção do fungo, e não constitui o organismo inteiro. Ele é uma estrutura gerada por certos fungos como parte de seu ciclo reprodutivo. A maior parte do corpo do fungo encontra-se sob o substrato onde ele se desenvolveu, seja em madeira ou no solo. Essa porção oculta que forma o corpo do fungo é composta por uma vasta rede de filamentos microscópicos denominada micélio.
Essa situação pode ser comparada a um membro amputado: mesmo que essa parte específica pereça, o restante do organismo continua vivo.
