O Banheiro Público iLOOminate, localizado na Aldeia de Zhongxin, foi concebido como uma instalação de suporte essencial para o Programa de Arte Arquitetônica de South Kunlun–Luofu Mountain. O projeto consiste na renovação e modernização do banheiro público original da aldeia, mantendo, contudo, o contexto espacial característico do local.
Pesquisas iniciais indicaram que, apesar de muitos residentes possuírem instalações sanitárias privadas em suas residências, eles ainda demonstram preferência pelo uso do único banheiro público da comunidade.
Ao preservar o arranjo e a estrutura primária do banheiro existente, o projeto substituiu o complexo telhado tradicional de estilo antigo por uma cobertura moderna, elegante e de água. Esta nova estrutura se abre para a paisagem montanhosa vibrante ao norte, permitindo a entrada de luz natural suave e aproveitando as brisas predominantes da região.
Na porção sul do edifício, foram incorporadas uma galeria e uma área de lavatório. Este espaço semicerrado atua como uma zona de transição fluida entre a praça pública da aldeia e os ambientes privados dos sanitários. Voltado para a praça e para a notável árvore banyan centenária, ele aumenta a acessibilidade e o caráter público do prédio, ao mesmo tempo que protege a privacidade das cabines.
A fachada sul, onde se encontra a área de lavatório/galeria, utiliza uma parede cobogó feita com tijolos vazados de origem local. A interação visual entre os tijolos sólidos e as aberturas vazadas garante a privacidade deste setor, ao mesmo tempo que direciona a luz solar e promove a ventilação cruzada para o interior.
Com suas raízes na Aldeia de Zhongxin, a «Vila Literária da Antiga Banyan» carrega um rico patrimônio histórico indígena e apresenta características literárias contemporâneas proeminentes. Diante deste cenário cultural singular, o projeto adotou o conceito central de «Cavidades de Penetração de Luz». Isso foi implementado através da estratégia de «capturar a luz por meio de aberturas esculpidas», uma referência a uma antiga narrativa chinesa sobre a leitura sob a luz que atravessava uma parede trabalhada, aplicada em quatro dimensões espaciais: paredes laterais, teto e fachadas.
Uma série de pequenos claraboias quadradas na cobertura ilumina a seção da galeria/lavatório, enquanto *sheds* tubulares e angulados nas fachadas leste e oeste conduzem a luz natural para dentro das cabines individuais. Este sistema de iluminação multifacetado otimiza significativamente tanto a iluminação natural quanto a circulação de ar interno, gerando efeitos dinâmicos e variados de luz e sombra no ambiente.
A proposta dialoga com a tradição multicultural de leitura em espaços reservados e silenciosos, como os sanitários, conferindo a esta instalação cívica rural fundamental um profundo temperamento cultural. Assim, um sanitário funcional comum é transformado em um espaço público cultural sutil, permeado de luz e conectado à literatura e à natureza locais. Após sua finalização, este local de luz compartilhada continua a suprir as necessidades cotidianas dos moradores e serve como um refúgio tranquilo para o fluxo crescente de visitantes da vila literária.

