Jogador dos Springboks Zach Potten pronto para desafiar os Wallabies em Perth, vendo o jogo como chance para a Copa do Mundo de Rugby
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Jogador dos Springboks Zach Potten pronto para desafiar os Wallabies em Perth, vendo o jogo como chance para a Copa do Mundo de Rugby

Durante o jogo do Campeonato Nacional contra a Inglaterra em Ellis Park, o dinâmico jogador dos Springboks, tighthead Zach Potten, demonstrou poder ao superar a defesa inglesa.

Potten enfatizou que a equipe rotativa dos Springboks possui uma «sede por vitória maior do que parece», preparando-se para enfrentar os Wallabies no Optus Stadium em Perth no domingo. O técnico Rassie Erasmus fez 13 mudanças na escalação da equipe que jogou na final do «Maior Duelo de Rugby» contra os All Blacks em Baltimore, deixando muitos de seus jogadores chave no banco, que tiveram muito tempo na tensa série de quatro jogos.

Para um jogador como Potten, que estreia no time titular na posição de tighthead dos Boks neste fim de semana, este jogo também é uma oportunidade de impressionar Erasmus e sua comissão técnica antes da Copa do Mundo de Rugby na Austrália no próximo ano. A luta por uma vaga no Springboks, que possui uma profundidade impressionante, será muito intensa ao longo do próximo ano, portanto, como Potten observou, é preciso aproveitar qualquer oportunidade.

Na quarta-feira, Potten rejeitou preocupações sobre um declínio emocional após a série triunfante contra os All Blacks. Embora a equipe tenha descansado duas semanas após a vitória na série de 3-1 sobre a Nova Zelândia, Potten deixou claro que a apresentação nas cores «verde e dourado» fornece toda a motivação necessária para o jogo da série.

Antes do confronto em Perth, Potten declarou: «Este é um rugby de teste, e todos que entram em campo sabem o que isso significa para cada jogador e para o país. Esse pensamento por si só é suficiente para te elevar em qualquer jogo». Ele continuou: «Sim, tivemos duas semanas para nos acostumar com a Austrália, mas muitos caras aqui, especialmente considerando as muitas mudanças na equipe, estão mais famintos do que você pensa. Embora tenhamos tido tempo de descanso, os caras querem voltar ao campo e mostrar o que este uniforme significa para eles».

Os últimos doze meses foram um grande processo de aprendizado para o jovem ala sob a orientação do técnico principal Rassie Erasmus e do treinador de scrum Duane Schumann. Potten, de 22 anos, foi convocado para a seleção Boks durante a turnê pela Europa em novembro passado, depois estreou contra o Japão. Este ano ele também participou de quatro jogos como substituto contra a Inglaterra, Escócia, Argentina e All Blacks.

Embora este jovem atleta ainda tenha muito a aprender como tighthead, especialmente em relação às «artes obscuras» do scrum, ele é um portador de bola dinâmico que teve um impacto significativo na posse de bola.

Ele admitiu: «Foi um grande passo à frente. Para ser totalmente honesto, é difícil destacar uma única coisa que aprendi com eles». Potten acrescentou que, no último ano, passou por muitas coisas, adaptando-se a cada sessão de treinamento e a cada jogo. Ele concluiu: «Você entende depois de cada dia que cada desafio é diferente, e você aceita tudo o que eles dizem. Você simplesmente mergulha nisso de cabeça e tenta dar o seu melhor».

Graças à sua atletismo e mobilidade, ele se tornou uma perspectiva notável, e há conversas sobre uma possível mudança de posição para meia-abridor — uma mudança com a qual Potten está aberto, mesmo que não esteja planejada ainda. Ele declarou: «Eu nunca pensei seriamente em jogar como meia-abridor. Mas se os treinadores vierem até mim e disserem: 'Zach, precisamos que você faça isso...', eu levantarei a mão. Mas não vejo isso acontecendo agora».

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Rassi Erasmus declarou que a equipe Wallabies apresentará um desafio completamente diferente aos Springboks após uma série tensa de jogos contra a equipe da Nova Zelândia. Os Springboks realizaram seu primeiro treino na base em Terrigal, Nova Gales do Sul, na véspera do jogo contra os Wallabies em Perth no próximo domingo. Rassi Erasmus enfatizou a importância do confronto com a Austrália em casa, considerando que faltam apenas 13 meses para a Copa do Mundo.

Erasmus observou que, embora a equipe Springboks tenha chegado à Austrália de Baltimore após uma difícil série de quatro jogos contra a Nova Zelândia e tenha enfrentado a Argentina anteriormente, ele acredita que os Wallabies serão significativamente diferentes da equipe da Nova Zelândia, mas o próprio jogo em Perth tem grande importância.

Ele lembrou que as pessoas há muito tempo estavam interessadas na importância deste jogo. Erasmus destacou as ricas tradições do rúgbi australiano, mencionando que foram fortes quando jogaram grandes jogadores como George Gregan e Stephen Larkham, e também observou que a Austrália ganhou a Copa do Mundo duas vezes e esteve na final em 2003.

Um estímulo adicional para a Austrália será o status de país anfitrião da próxima Copa do Mundo, enquanto os Springboks retornarão a Perth durante o torneio para jogar contra a Romênia no terceiro jogo do grupo. Erasmus afirmou que é extremamente importante para eles ter a oportunidade de jogar contra o país anfitrião da Copa do Mundo em um grande teste, quando os adversários estiverem frescos, e eles chegarão após uma série muito difícil contra a Nova Zelândia.

Apesar disso, Erasmus não pretende ver o jogo como apenas um ensaio para a Copa do Mundo. Ele espera que a equipe Wallabies esteja motivada a impressionar seus torcedores. Ele acrescentou que tanto a Argentina quanto a Nova Zelândia testaram a equipe Springboks, e eles não duvidam de que enfrentarão uma equipe Wallabies altamente motivada, que não perdeu sob o comando do novo técnico Lew Kiss. Erasmus concluiu que este será um tipo de jogo completamente diferente em comparação com a série contra a Nova Zelândia, e eles precisarão de mais um jogo completo de 80 minutos para alcançar o resultado desejado.

O capitão Siya Kolisi disse que a equipe manterá seus princípios básicos, adaptando-se aos requisitos específicos que os Wallabies impõem. Kolisi enfatizou a importância do treinamento na Austrália, observando que a equipe passou por várias batalhas difíceis contra a Austrália, nas quais às vezes perderam. Ele também observou que os treinos correram bem e foi bom ver muitos sul-africanos vindo apoiá-los em Terrigal. Ao mesmo tempo, ele esclareceu que os valores principais da equipe permanecerão os mesmos, mas como a Austrália é fundamentalmente diferente da Nova Zelândia, eles terão que ajustar alguns aspectos.

Essa capacidade de adaptação será um dos principais testes para os Springboks ao iniciarem a próxima fase de preparação para a Copa do Mundo. Durante o treino de sexta-feira, surgiu um tópico mais leve quando Erasmus foi questionado sobre os cortes de cabelo incomuns dos membros da liderança dos Springboks. De acordo com as informações disponíveis, os penteados são resultado de uma aposta, mas Erasmus se recusou a comentar os detalhes, rindo.

A rivalidade entre Springboks e All Blacks permanece a maior do rugby graças ao respeito mútuo
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A rivalidade entre Springboks e All Blacks permanece a maior do rugby graças ao respeito mútuo

Apesar da rivalidade entre os Springboks e os All Blacks ser considerada a maior do mundo do rugby, o respeito entre os jogadores e as equipes é mantido mesmo após o término da partida.

Ao contrário de muitos outros confrontos esportivos, onde os jogadores podem evitar interagir após o jogo, no caso desta rivalidade ocorre o oposto. Embora durante os 80 minutos de jogo os jogadores lutem ferozmente e os treinadores às vezes troquem palavras duras em conferências de imprensa, após o fim da partida, a atmosfera se normaliza rapidamente, e ambas as equipes demonstram respeito mútuo.

Erasmus e ReNNy dividiram uma cerveja

Esta rivalidade entre a África do Sul e a Nova Zelândia ilustra a essência deste esporte. O técnico dos Springboks, Rassie Erasmus, e seu colega dos All Blacks, Dave Rennie, embora possam ter discordâncias em questões táticas, deixam essas diferenças de lado após o apito final e o término das atividades com a mídia.

Estes dois treinadores encontraram-se repetidamente para tomar uma cerveja antes e depois de vários jogos da série, servindo como um lembrete de que seu confronto é baseado em respeito, e não em ódio. Erasmus mencionou que eles beberam cerveja após o jogo e planejavam se encontrar em Cidade do Cabo.

Dave Rennie confirmou que eles compartilharam uma cerveja logo após o jogo, apesar das discussões verbais sobre a pontuação.

Este relacionamento amigável se estende aos jogadores. O capitão dos Springboks, Siya Kolisi, e o capitão dos All Blacks, Ardie Savea, desenvolveram uma profunda amizade que vai além do rugby. Eles frequentaram a igreja juntos, e os filhos de Savea demonstram especial afeição pelo capitão dos Springboks, chamando-o de 'Tio Siya'.

Kolisi enfatizou que quando joga contra um amigo, ele demonstra respeito, dando tudo o que pode em campo, o que, em sua opinião, é muito importante. Isso diz muito sobre o que se esconde por trás do que pode ser considerado a rivalidade mais intensa do rugby internacional.

Durante os 80 minutos, Kolisi e Savea lideram suas equipes na batalha, prontos para arriscar seus corpos pela vitória. Embora Kolisi tenha desferido um forte golpe em Savea em Cidade do Cabo, Savea admitiu tê-lo sentido, mas após a batalha, o respeito permanece.

Springboks e All Blacks dividem um voo

A rivalidade não precisa ser pessoal. Pelo contrário, o respeito mútuo entre os jogadores torna este espetáculo especial. Isso foi demonstrado de uma maneira incomum antes do quarto e último jogo em Baltimore, quando os Springboks e os All Blacks viajaram juntos em um voo fretado de Joanesburgo para Washington.

Grande parte da viagem passou em silêncio, relatou o jogador oito Jasper Wiese, mas o simples fato de uma longa viagem conjunta foi simbólico. O silêncio era compreensível, pois uma equipe havia vencido e a outra havia perdido. Apesar das palavras duras, dos golpes fortes, das batalhas táticas e da competição contínua, isso ainda é rugby, e é por isso que a rivalidade entre Springboks e All Blacks entrará na história como talvez o maior confronto do planeta fora da Copa do Mundo de Rugby. Porque os Boks e os All Blacks podem querer destruir um ao outro durante 80 minutos, correndo a bola oval pelo campo, mas quando isso terminar, eles ainda podem dividir uma cerveja, comer juntos, ir à igreja e chamar um ao outro de amigos.

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