Clientes do Nubank enfrentaram uma mudança que impactará seus custos, pois a instituição passou a cobrar pelo seguro que anteriormente era oferecido gratuitamente como parte dos benefícios do cartão de alta renda Ultravioleta. Este serviço, denominado Ultravioleta Protegido, terá um custo mensal de R$ 19,99, totalizando um acréscimo anual de R$ 239,88. A expectativa era que todos os clientes pudessem aderir a este novo serviço até o dia seguinte, 24/09.
Essa modificação gerou diversas reclamações na internet. Os usuários argumentam que a proteção contra fraudes e transações realizadas sob coação já estava inclusa no pacote Ultravioleta, sem custos adicionais, sob o nome de Proteção de Transações Digitais, e isso constava nos termos e condições do cartão.
Até o momento da redação, não foi esclarecida a razão dessa alteração, e o contato feito com o Nubank não obteve retorno. No entanto, o comunicado enviado por e-mail detalha que o Ultravioleta Protegido oferece duas coberturas distintas. A contratação pode ser realizada diretamente pelo aplicativo do Nubank, enquanto o acionamento da cobertura do seguro deve ser feito através do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), também acessível pelo app 24 horas por dia. O banco assegura que 98% dos reembolsos são processados em até cinco dias úteis.
Como incentivo inicial, há uma oferta por tempo limitado: quem contratar o seguro receberá 50% do valor de volta em *cashback* durante os três primeiros meses.
Renê Fraga, cliente, expressou sua opinião na NuCommunity, reconhecendo as novas proteções, como a cobertura para bolsas, mas criticando o modelo, ao afirmar que «algo que era uma vantagem do Ultravioleta agora tem preço separado». Segundo ele, o banco está reduzindo benefícios e transformando serviços gratuitos em produtos pagos, elevando o custo de manutenção do cartão.
Esta não é a primeira vez que ocorrem mudanças semelhantes. A assinatura gratuita do Rappi Pro foi descontinuada em 31 de dezembro de 2024. Além disso, em setembro de 2025, o Nubank encerrou o rendimento de 200% do CDI sobre o *cashback*, o que provocou muitas críticas. Nessa mesma reestruturação, a mensalidade do Ultravioleta aumentou de R$ 49 para R$ 89, e o gasto mínimo para isenção subiu de R$ 5 mil para R$ 8 mil mensais no crédito, embora clientes com R$ 50 mil guardados ou investidos no banco permaneçam isentos.
Houve também alterações relacionadas à HBO Max. Em abril, o Nubank comunicou o fim do acesso gratuito ao serviço de *streaming*, mas em julho revisou essa decisão: clientes atuais do Ultravioleta têm direito a 12 meses do plano Básico com Anúncios sem custo, após o qual deverão pagar R$ 4,90 mensais, um valor considerado baixo no mercado.
Na época da mudança da HBO Max, o banco justificou que as alterações nos benefícios estão alinhadas às condições de mercado e ao nível de adesão dos clientes.

