Piloto herói do Milagre de Hudson, Chesley Sullenberger, é diagnosticado com Alzheimer
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Piloto herói do Milagre de Hudson, Chesley Sullenberger, é diagnosticado com Alzheimer

Chesley "Sully" Sullenberger, reconhecido como o herói do "Milagre de Hudson" por conseguir pousar no rio Hudson em Nova Iorque, nos Estados Unidos, recebeu um diagnóstico de Alzheimer neste verão. Apesar disso, ele demonstra resiliência, afirmando que já superou desafios mais severos.

Em julho, o piloto compartilhou em seu site que havia descoberto o diagnóstico de Alzheimer, estando em uma fase inicial. Ele explicou que, por enquanto, isso pode resultar em dificuldades para recordar nomes, esquecer conversas recentes ou ter problemas de sono, mas considera que está apenas começando essa jornada longa.

Mais recentemente, em uma entrevista concedida ao programa "Good Morning America", Sully, que tem 75 anos, abordou publicamente a doença pela primeira vez. Ele se tornou mundialmente famoso em 2009 após o evento conhecido como "Milagre de Hudson".

No dia 15 de janeiro de 2009, um avião da US Airways, que partiu de LaGuardia com destino a Charlotte, colidiu com um grupo de pássaros logo após a decolagem. A solução encontrada foi realizar um pouso sem motor no rio Hudson, o que permitiu salvar todos os 155 ocupantes a bordo.

Ao ser questionado sobre se esse episódio lhe dava força para enfrentar o Alzheimer, Sully enfatizou que já vivenciou situações mais complicadas. Ele detalhou que era necessário criar e executar um plano perfeitamente, sem experiência prévia, para salvar todas as vidas em apenas 208 segundos. Ele acrescentou que teria considerado um fracasso trágico se alguém não tivesse sobrevivido, sentindo isso profundamente por toda a vida.

Dessa forma, ele comparou a situação atual com o voo, dizendo que ambos exigem foco no que é prioritário e ignorar distrações irrelevantes. Sullenberger está recebendo tratamentos mensais para retardar a progressão da doença e inicialmente desejava manter o diagnóstico em sigilo, mas optou por falar abertamente para auxiliar outras pessoas.

Sua esposa, Lorrie Sullenberger, comentou na entrevista que "isto é uma doença, não uma falha de caráter", e expressou a crença de que é necessário discutir o tema com mais transparência, incentivando outros a fazerem o mesmo. O próprio piloto relatou que os primeiros sinais da condição foram o esquecimento de detalhes que normalmente não esqueceria, como nomes de pessoas e eventos. Ele fez um apelo para que, havendo dúvidas, as pessoas realizem testes precocemente, pois quanto mais cedo agirem, melhores serão as opções e o resultado.

Após o incidente, Sully foi homenageado pelo então prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, e pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Ele também foi convidado para a cerimônia de posse de Barack Obama, que assumiu a Casa Branca pouco tempo depois do pouso forçado. Em 2009, ele foi classificado pela revista Time como a segunda pessoa mais influente, atrás apenas da então primeira-dama, Michelle Obama.

A história serviu de inspiração para o filme "Sully, o Herói do Rio Hudson", dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Tom Hanks. Apesar do desfecho positivo, o piloto foi alvo de investigação pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), que levantou a possibilidade de haver tempo suficiente para chegar a um aeroporto e que Sully poderia ter colocado em risco a vida dos 155 passageiros sem necessidade. Posteriormente, o relatório da investigação confirmou que a aeronave colidiu com um bando de pássaros e que o pouso, embora arriscado, salvou todos os tripulantes e passageiros.

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