Casa da Costa: Residência familiar projetada pelo Stanley Office of Architecture
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Casa da Costa: Residência familiar projetada pelo Stanley Office of Architecture

A Casa da Costa é uma residência familiar localizada na margem do Lago Kootenay, situada em uma encosta arborizada e íngreme.

Galeria do Projeto

Para lidar com o terreno acidentado, o projeto incorpora fundações profundas e pisos em balanço, que se projetam sobre a paisagem circundante.

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No terreno, havia uma edificação pré-existente no nível térreo, que foi parcialmente reutilizada. Essa estrutura original era uma construção ferroviária datada da década de 1940. A ideia central do projeto era criar uma moradia ecologicamente sustentável, otimizando o aproveitamento da construção já existente e integrando métodos de construção a seco para agilizar os cronogramas da obra.

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O design da casa apresenta uma forma cúbica e linhas limpas, caracterizando uma estética modernista minimalista. As fachadas incorporam perfurações decorativas que geram um efeito dinâmico de iluminação e promovem a ventilação natural.

No pavimento superior, uma varanda proeminente se estende em direção ao horizonte, proporcionando aos ocupantes uma ampla vista das montanhas e dos campos. Embora as modificações no volume sejam discretas, elas são marcantes, como a entrada vertical recuada e o espaço avermelhado que acentua o ritmo da fachada.

A integração da casa com a vegetação existente é total; uma tília e diversos pinheiros estão próximos, contrastando com as flores silvestres coloridas que brotam na encosta e a alvenaria vermelha.

O interior da casa espelha o minimalismo de sua estrutura externa. O esqueleto cúbico, feito de concreto vermelho e tijolo, define um espaço interno sereno, onde a presença dos materiais naturais é percebida internamente. A entrada vertical destaca-se, levando a uma área aberta que funciona como sala de estar conectada à cozinha.

O mobiliário foi escolhido seguindo o espírito arquitetônico: ele é simples, prático e focado no conforto, apresentando superfícies de concreto polido e paredes de tijolo, sem adornos extras que possam competir com a beleza da natureza externa.

Este edifício exemplifica a arquitetura contemporânea ao mesclar a simplicidade geométrica com o emprego de materiais tradicionais, estabelecendo-se como um marco estético na paisagem rural.

A residência simboliza a fusão entre a memória e a arquitetura atual. A autenticidade é mantida pelo uso do tijolo vermelho, um material histórico ligado à terra e à cultura local, enquanto a forma cúbica e pura reflete uma perspectiva moderna. A localização na colina, com vistas desimpedidas para as montanhas, transcende o acaso, configurando-se como um local de contemplação e observação da natureza.

As árvores adjacentes e as flores que surgem naturalmente ao redor estabelecem um diálogo direto entre a edificação e a vida selvagem, fazendo com que a casa faça parte da paisagem, e não apenas uma imposição sobre ela. Este projeto vai além de ser um mero abrigo; ele é um manifesto de conexão emocional com o local, onde a arte de construir, a natureza e a memória se entrelaçam. A casa é descrita como um ponto de equilíbrio entre a tradição passada e a abertura para o futuro.

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