Estúdio Ninja Theory, desenvolvedor de Hellblade, pode ser fechado pela Microsoft após falhas nas negociações de venda
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Estúdio Ninja Theory, desenvolvedor de Hellblade, pode ser fechado pela Microsoft após falhas nas negociações de venda

A Ninja Theory, responsável pelo desenvolvimento da franquia Hellblade, corre o risco de ser encerrada pela Microsoft, visto que duas tentativas de negociar a venda do estúdio não obtiveram sucesso. Essa informação foi confirmada por Matt Booty, diretor de conteúdo da Microsoft, em um comunicado divulgado na segunda-feira, dia 22.

Conforme relatado pelo executivo, a empresa iniciará um processo de consulta junto aos seus colaboradores sobre um possível fechamento, enquanto simultaneamente avalia outras opções. Isso indica que o encerramento ainda não está confirmado, mas passou a ser uma possibilidade oficial.

A situação ganhou destaque pois, há apenas três meses, a Microsoft exibiu Senua, o mais recente título da franquia Hellblade, durante seu grande evento de demonstração da Xbox realizado no decorrer do ano.

A Microsoft vinha buscando um comprador para a desenvolvedora. Segundo Booty, dois acordos distintos envolvendo a Ninja Theory não progrediram, forçando a empresa a iniciar o procedimento que pode culminar no fechamento do estúdio.

Reestruturação da Divisão de Jogos

A Ninja Theory integra um grupo de estúdios menores que a Microsoft optou por desvincular da estrutura da Xbox durante uma ampla reorganização de sua divisão de jogos. Outros três estúdios tiveram desfechos diferentes: Double Fine, Compulsion Games e Undead Labs foram reintegrados às suas respectivas administrações. No entanto, o futuro da Ninja Theory permanece incerto.

Além disso, a Arkane também enfrenta a possibilidade de fechamento, e as consultas relativas a este estúdio devem prosseguir até o final do ano.

O anúncio de Senua gerou questionamentos justamente por ter ocorrido enquanto a Microsoft já procurava um destino para a Ninja Theory.

Uma fonte interna da Microsoft, citada anteriormente pelo Game File, sugeriu que a apresentação do novo jogo teria servido também para aumentar o valor da marca antes de uma eventual venda do estúdio.

Atualmente, não há detalhes disponíveis sobre o que acontecerá com Senua caso a Ninja Theory seja efetivamente fechada.

Fundada em 2000, a Ninja Theory trabalhou em títulos como Heavenly Sword, Enslaved: Odyssey to the West e DmC: Devil May Cry. Em 2017, ela lançou o primeiro Hellblade, que mesclou mitologia nórdica, cultura celta e elementos de terror psicológico.

Após 26 anos de operação, o futuro do estúdio dependerá das alternativas que a Microsoft conseguir identificar durante o período de consulta.

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A Microsoft comunicou a demissão de 268 colaboradores do Xbox na terça-feira, dia 22 de setembro. Estes funcionários pertenciam ao Halo Studios. Essa alteração faz parte do que foi descrito como a «reestruturação mais significativa da história do Xbox», conforme informado em um comunicado assinado pelo executivo Matt Booty.

Segundo Matt Booty, dois acordos distintos para a aquisição do estúdio Ninja Theory, responsável pelo título Hellblade: Senua’s Sacrifice, não foram concluídos. Consequentemente, a Microsoft encontra-se em um período de consulta sobre o possível encerramento do estúdio, caso não encontre um novo comprador, como aponta o The Verge.

Estes desligamentos estão inseridos em um plano maior que visa eliminar um total de 3.200 posições associadas ao Xbox até o final de junho de 2027. Dois meses antes, a Microsoft já havia realizado cortes em aproximadamente 1.600 empregos e renunciado ao controle de quatro estúdios, afetando equipes de diversas produtoras vinculadas à companhia, incluindo Bethesda, ZeniMax Online e id Software.

A nova CEO do Xbox, Asha Sharma, tem como objetivo elevar as margens de lucro da divisão e direcionar os investimentos para as franquias mais importantes da Microsoft, como The Elder Scrolls e Fallout. Mesmo assim, os cortes anteriores também atingiram equipes ligadas diretamente a essas duas séries, além da id Software, conhecida pelos jogos Doom e Quake.

Esses recentes ajustes seguem uma reformulação que teve início há vários meses. Em junho, o Tecnoblog havia antecipado que a Microsoft estava preparando demissões em larga escala e modificações no modelo de negócios do Xbox, abrangendo a diminuição de despesas e a revisão de aportes em distintas áreas.

Naquele momento, a divisão estava sob pressão para controlar os custos após anos dedicados a investimentos em infraestrutura, conteúdo e hardware. A estratégia delineada sob a liderança de Sharma também previa uma reavaliação do desenvolvimento de jogos e um foco intensificado nas franquias consideradas cruciais para o Xbox.

A reorganização tornou-se mais visível em julho. Além dos desligamentos, a Microsoft começou a desfazer algumas aquisições feitas durante a administração anterior, liderada por Phil Spencer, que havia aumentado o número de estúdios internos para fortalecer o catálogo do Xbox Game Pass.

Em um comunicado emitido durante a primeira fase de cortes, Sharma declarou que as mudanças visavam conferir à divisão «mais foco, mais disciplina e mais clareza». A executiva também assegurou que a Microsoft manteria o patamar de investimentos no Xbox, mesmo diante da redução do quadro funcional e da saída de certos estúdios.

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