NASA identifica nova cratera na Lua, formada por asteroide raro, batizada de McGetchin
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NASA identifica nova cratera na Lua, formada por asteroide raro, batizada de McGetchin

Entre abril e maio de 2024, um fragmento de asteroide ou cometa, com dimensões equivalentes a um prédio de três a seis andares, colidiu com a Lua. Este evento resultou na abertura de uma cratera com um diâmetro de 222 metros na superfície do satélite.

Esta nova formação, denominada McGetchin, é três vezes maior que a cratera recordista anterior e foi detectada pela Nasa. É classificada como um acontecimento que ocorre, em média, uma vez a cada século.

Embora impactos sejam eventos constantes na história lunar, causados pela colisão de pequenos corpos do Sistema Solar — como asteroides, meteoroides ou cometas — a maioria das crateras existentes é significativamente menor que a McGetchin. Com cerca de 222 metros de largura, seu diâmetro ultrapassa o comprimento de dois campos de futebol, atingindo aproximadamente 43 metros de profundidade.

Este feito representa a maior cratera recém-formada registrada no Sistema Solar desde que os seres humanos passaram a monitorar tais estruturas. O impacto gerou modificações na superfície em um raio superior a 120 quilômetros, embora a maioria dessas alterações tenha deixado marcas muito pequenas para serem visíveis nas imagens orbitais.

As menores crateras que as sondas conseguem registrar possuem, no mínimo, nove metros de largura e são formadas por rochas com pouco mais de um metro de altura. O tamanho final da cratera depende diretamente da energia do objeto impactante, que é determinada por sua velocidade, densidade e porte, além do ângulo e do tipo de superfície lunar.

Essas crateras permanecem bem conservadas devido à ausência de atmosfera, o que impede a ocorrência de erosão causada por chuva ou vento. A sonda LRO, lançada pela agência espacial americana Nasa em 2009, tem coletado dados sobre a topografia, temperatura, composição superficial e ambiente de radiação da Lua há quase duas décadas, sendo projetada justamente para tais detecções.

Contudo, a descoberta da McGetchin ocorreu por acaso durante uma checagem de rotina dos dados da sonda LRO. Um dos cientistas da Nasa, Robert Wagner, ao analisar um mapa lunar em seu computador, observou um ponto excepcionalmente grande e brilhante, circundado por um halo escuro. Essa anomalia foi confirmada após a comparação de imagens da região antes e depois do evento, indicando que a cratera surgiu na borda leste da Lua entre 11 de abril e 22 de maio de 2024.

O nome McGetchin é uma homenagem a Tom McGetchin, pioneiro da ciência lunar, que faleceu em 1979. Os detalhes completos desta descoberta foram publicados na revista Science Advances na última quarta-feira (dia 16).

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A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), pertencente à NASA, detectou uma cratera recentemente formada na Lua. Este impacto, causado por um asteroide ou cometa entre abril e maio de 2024, resultou na criação da maior cratera de impacto conhecida em tempos recentes, com 222 metros de diâmetro.

A identificação foi realizada após o cientista Robert Wagner realizar uma comparação detalhada de imagens da superfície lunar. O evento de colisão dispersou material a uma distância superior a 100 quilômetros e evidenciou modificações no solo, informações que podem ser úteis para o planejamento de futuras construções lunares.

Características da nova formação

Esta estrutura, nomeada McGetchin, possui 222 metros de largura e atinge uma profundidade de 43 metros. Suas dimensões são comparáveis ao Coliseu, e sua profundidade seria suficiente para abrigar três ônibus escolares empilhados.

Estima-se que o corpo celeste responsável pela colisão tivesse um tamanho equivalente a um edifício de três a seis andares. Os pesquisadores apontam que um impacto desta magnitude ocorre na Lua em intervalos de aproximadamente um século ou períodos ainda mais longos.

A colisão espalhou poeira e rochas por mais de 100 quilômetros. Adicionalmente, outro estudo observou uma área de cerca de 7 quilômetros ao redor da cratera que apresenta uma temperatura noturna cerca de 9 °C mais baixa.

Este fenômeno está associado ao regolito, a camada superficial composta por poeira e fragmentos na Lua. O impacto tornou este material mais solto e menos denso, diminuindo sua capacidade de reter calor.

Implicações científicas e descobertas adicionais

David Paige, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, fez uma analogia entre o processo e o cultivo de solo. Ele explicou que agora estão analisando os impactos como uma maneira de 'cultivar' o regolito, ao revolver os sedimentos e expor à superfície materiais que normalmente se encontram abaixo dela.

A descoberta ocorreu durante uma verificação de rotina, quando Wagner estava comparando mapas gerados por imagens de anos distintos e notou uma área clara circundada por uma região escura. Ele relatou ter parado imediatamente seu trabalho para investigar o ponto em questão.

Embora um software computacional sinalizasse diferenças nas imagens, ele gerava muitos falsos alertas devido a variações de sombra e iluminação. As imagens subsequentes capturadas pela câmera de alta resolução foram cruciais para confirmar a cratera, mensurar suas dimensões e analisar os efeitos do impacto.

Desde 2009, o LRO já catalogou pelo menos mil crateras novas e aproximadamente cem mil outras alterações na superfície lunar, causadas tanto por impactos quanto pelos detritos liberados por eles.

Os dados coletados também sugerem que os dois centímetros superiores do solo lunar são agitados a cada 80 mil anos, um ritmo mais acelerado do que o previamente estimado. Este movimento implica que as marcas deixadas pelos astronautas das missões Apollo não deverão permanecer intactas por esse intervalo de tempo.

Atualmente, os cientistas buscam calcular o risco de materiais lançados por futuros impactos atingirem uma futura base lunar. Este cálculo auxiliará os engenheiros no projeto de estruturas mais resistentes aos efeitos destas colisões.

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