Projeto Casa Amona do COLAR Colectivo de Arquitetura em San Cristóbal de las Casas
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Projeto Casa Amona do COLAR Colectivo de Arquitetura em San Cristóbal de las Casas

A equipe de projeto descreveu a Casa Amona, um projeto situado em um lote urbano localizado em San Cristóbal de las Casas, próximo a uma das principais áreas verdes da cidade. A residência foi concebida para manter uma conexão reservada com a rua, direcionando sua dinâmica interna para o interior do terreno. Diferentes aberturas e pátios foram utilizados para criar ligações visuais tanto com a paisagem ao redor quanto com os próprios ambientes da habitação.

Com uma área construída total de 155 m², o programa arquitetônico está distribuído em dois pavimentos, funcionando como um conjunto de unidades funcionalmente distintas. No piso térreo, encontram-se a sala de estar, a sala de jantar e a cozinha, formando um espaço contínuo que inclui um banheiro completo. A disposição deste nível permite que a sala de estar seja adaptada para funcionar como quarto principal sem grandes alterações estruturais, prevendo diversas formas de uso ao longo do tempo.

O andar superior abriga os espaços mais íntimos — quarto, estúdio e terraço —, os quais possuem ligação direta com as vistas oferecidas pelo morro. Adicionalmente, há um ateliê independente de 45 m², projetado para acomodar atividades artísticas e momentos de convívio familiar, contando ainda com seu próprio quarto e banheiro autônomo.

Este ateliê se abre para um pátio que foi organizado em torno de um freixo já existente. Neste pátio, a vegetação nativa e um pequeno lago formam um micro-habitat urbano que está integrado ao complexo residencial.

Em termos de materiais, o projeto utiliza alvenaria, tijolo aparente, adobe não estrutural e madeira de cipreste, sendo esta última fundamental em elementos como coberturas, caixilhos e móveis planejados. O acabamento com reboco caiado, combinado com a madeira e os pisos de lajota de barro, estende-se entre os espaços internos e externos, resultando em uma arquitetura pensada para envelhecer com dignidade.

O nome Amona, que possui o significado de avó na língua basca, reflete uma necessidade vital específica e batiza uma casa destinada a harmonizar a vida doméstica, o trabalho criativo e os encontros familiares.

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Em vez de aumentar a complexidade, a intervenção se concentrou em eliminar o supérfluo. O núcleo da casa transforma-se em uma paisagem fluida de convívio, unificando sala de estar, sala de jantar, cozinha e terraço em um único espaço conceitual. Amplas aberturas conectam o interior ao exterior, fazendo com que o terraço funcione como um cômodo acessível ao céu, e não apenas como um anexo.

O layout foi organizado mediante uma progressão moderada entre as áreas sociais e as privadas. A zona social é caracterizada por ser aberta, flexível e espaçosa, servindo como local para reuniões, trabalho e atividades compartilhadas. Em contraste, os dormitórios proporcionam um ambiente mais protegido, projetados para serem locais de repouso, foco e introspecção.

A escolha dos materiais reflete o mesmo princípio de moderação. A madeira de nogueira confere calor e continuidade visual, enquanto a estrutura de concreto original é preservada e exposta, conferindo uma presença física autêntica. Superfícies neutras atuam como um pano de fundo calmo para a luz natural, permitindo que suas variações ao longo das horas se integrem à própria arquitetura. Cada elemento material foi mantido próximo ao seu estado natural, aceitando o desgaste e a passagem do tempo como parte inerente ao seu caráter.

A Casa Brasília não deve ser vista meramente como uma reforma tradicional, mas sim como uma nova maneira de habitar. É um lar cuja identidade reside na clareza, e não no excesso; um espaço atemporal, maleável e sensível aos hábitos da vida diária.

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No terreno, havia uma edificação pré-existente no nível térreo, que foi parcialmente reutilizada. Essa estrutura original era uma construção ferroviária datada da década de 1940. A ideia central do projeto era criar uma moradia ecologicamente sustentável, otimizando o aproveitamento da construção já existente e integrando métodos de construção a seco para agilizar os cronogramas da obra.

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O design da casa apresenta uma forma cúbica e linhas limpas, caracterizando uma estética modernista minimalista. As fachadas incorporam perfurações decorativas que geram um efeito dinâmico de iluminação e promovem a ventilação natural.

No pavimento superior, uma varanda proeminente se estende em direção ao horizonte, proporcionando aos ocupantes uma ampla vista das montanhas e dos campos. Embora as modificações no volume sejam discretas, elas são marcantes, como a entrada vertical recuada e o espaço avermelhado que acentua o ritmo da fachada.

A integração da casa com a vegetação existente é total; uma tília e diversos pinheiros estão próximos, contrastando com as flores silvestres coloridas que brotam na encosta e a alvenaria vermelha.

O interior da casa espelha o minimalismo de sua estrutura externa. O esqueleto cúbico, feito de concreto vermelho e tijolo, define um espaço interno sereno, onde a presença dos materiais naturais é percebida internamente. A entrada vertical destaca-se, levando a uma área aberta que funciona como sala de estar conectada à cozinha.

O mobiliário foi escolhido seguindo o espírito arquitetônico: ele é simples, prático e focado no conforto, apresentando superfícies de concreto polido e paredes de tijolo, sem adornos extras que possam competir com a beleza da natureza externa.

Este edifício exemplifica a arquitetura contemporânea ao mesclar a simplicidade geométrica com o emprego de materiais tradicionais, estabelecendo-se como um marco estético na paisagem rural.

A residência simboliza a fusão entre a memória e a arquitetura atual. A autenticidade é mantida pelo uso do tijolo vermelho, um material histórico ligado à terra e à cultura local, enquanto a forma cúbica e pura reflete uma perspectiva moderna. A localização na colina, com vistas desimpedidas para as montanhas, transcende o acaso, configurando-se como um local de contemplação e observação da natureza.

As árvores adjacentes e as flores que surgem naturalmente ao redor estabelecem um diálogo direto entre a edificação e a vida selvagem, fazendo com que a casa faça parte da paisagem, e não apenas uma imposição sobre ela. Este projeto vai além de ser um mero abrigo; ele é um manifesto de conexão emocional com o local, onde a arte de construir, a natureza e a memória se entrelaçam. A casa é descrita como um ponto de equilíbrio entre a tradição passada e a abertura para o futuro.

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