Wang fez declarações durante uma conversa telefônica realizada na segunda-feira com Wadephul, na qual foram discutidos os laços bilaterais, o cenário internacional e as tensões comerciais existentes entre a China e a União Europeia.
Segundo o comunicado chinês, Wang enfatizou que a China e a Alemanha, sendo ambas potências econômicas e parceiras estratégicas amplas, precisam fortalecer a comunicação estratégica, aumentar a confiança mútua e intensificar a colaboração prática diante dos efeitos do unilateralismo e da desglobalização.
O líder da diplomacia chinesa defendeu que ambos os países devem emitir um sinal positivo em apoio conjunto ao multilateralismo e ao livre comércio, além de contribuir para solidificar a credibilidade da comunidade internacional nas relações entre Pequim e Bruxelas.
Wang expressou o desejo de que a Alemanha adote uma postura racional e pragmática, assumindo um papel construtivo dentro da UE e incentivando o bloco a defender o comércio livre.
O ministro também ressaltou que a China e a UE são consideradas "parceiros estratégicos abrangentes" e alertou que as duas partes não devem iniciar uma guerra comercial, especialmente considerando o aumento da rigidez europeia em relação ao déficit comercial, ao excedente de capacidade industrial chinesa e ao acesso das empresas europeias ao mercado chinês.
Por sua vez, a versão chinesa indica que Wadephul declarou que a Alemanha preserva a intenção de aprimorar os encontros de alto nível com a China, aprofundar a parceria em comércio e investimento, e elevar o patamar dos laços bilaterais.
