EUA, Dinamarca e Gronelândia debatem aumento de capacidades de segurança no Ártico
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EUA, Dinamarca e Gronelândia debatem aumento de capacidades de segurança no Ártico

Após o anúncio de um pacto de segurança envolvendo a Gronelândia, região autônoma da Dinamarca, os líderes diplomáticos dos Estados Unidos, Dinamarca e Gronelândia se reuniram durante uma sessão do Conselho do Ártico. Este conselho inclui Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Rússia e Suécia, e o encontro ocorreu em Nova Iorque, paralelamente à Assembleia Geral da ONU.

Em comunicado, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, declarou que os aliados concordaram que a segurança na região do Ártico requer um investimento constante para proteger este território crucial e desestimular competidores estratégicos.

As discussões entre Rubio, seus pares dinamarqueses, Lars Løkke Rasmussen, e o representante gronlandês, Múte Egede, focaram em assumir maior responsabilidade pela segurança do Ártico por meio do desenvolvimento de capacidades militares e econômicas soberanas.

Este foi o primeiro encontro público entre representantes das três partes desde que o Presidente Donald Trump anunciou, na sexta-feira, um acordo de segurança considerado «histórico» sobre a ilha ártica, cuja invasão militar havia sido ameaçada no início do ano.

Embora o conteúdo completo do acordo não tenha sido divulgado, ele proporcionaria aos Estados Unidos uma presença militar permanente na ilha e impediria o acesso da Rússia e da China, ao mesmo tempo em que respeitaria a soberania da Dinamarca sobre o território autônomo e o direito de autodeterminação da Gronelândia.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro gronlandês, Jens-Frederik Nielsen, viajaram para Nova Iorque no domingo, local onde a assinatura do acordo estava prevista para terça-feira.

Donald Trump gerou uma crise com aliados europeus neste ano ao ameaçar anexar o território autônomo dinamarquês, visto que sua localização estratégica no Ártico e seus recursos naturais são almejados por Washington.

Apesar da falta de divulgação dos pormenores, o governo dinamarquês enfatizou que o acordo sobre a Gronelândia honra as «linhas vermelhas» de Copenhague, assegurando a soberania do país, mesmo que Washington mantenha o «controle permanente» sobre a segurança da área.

Mette Frederiksen ressaltou que o pacto «reconhece a soberania e a integridade territorial do Reino e o direito do povo gronlandês à autodeterminação».

Lars Lokke Rasmussen, Ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, manifestou nas redes sociais satisfação pelo término de «um longo período de incerteza», esperando que isso seja seguido por «um acordo vinculativo que fortalecerá a segurança no Ártico e no Atlântico Norte», bem como na Dinamarca dentro da OTAN e da Europa.

De acordo com a administração de Donald Trump, o entendimento proíbe a China e a Rússia de estabelecerem bases na Gronelândia ou realizarem investimentos sensíveis sem permissão, abrindo também espaço para o fortalecimento da presença militar americana.

Um acordo de defesa de 1951, atualizado em 2004, já dava às forças armadas americanas quase carta branca para instalar estruturas na Gronelândia, bastando notificar as autoridades.

O vice-presidente americano, JD Vance, visitou a Gronelândia em março de 2025, uma visita recebida pelas autoridades de Nuuk e Copenhague como uma provocação.

Donald Trump chegou a admitir a possibilidade de «usar a força» para tomar o território de 57 mil habitantes, causando grande apreensão na União Europeia e nos aliados da OTAN.

Atualmente, os Estados Unidos mantêm apenas a base da Força Espacial de Pituffik (antiga base de Thule) na ilha, após décadas de redução de sua presença, embora as autoridades dinamarquesas tenham apontado que essa política foi uma decisão de Washington.

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