Na última segunda-feira, dia 21 de setembro, a AMD ingressou no grupo exclusivo de corporações que excederam o patamar de US$ 1 trilhão em capitalização de mercado na bolsa Nasdaq. Este marco, inédito na trajetória da empresa, foi alcançado após o preço de suas ações ultrapassar US$ 613 por unidade.
Este desempenho sugere um período favorável para a AMD, visto que o valor foi atingido após a companhia registrar um aumento de quase 25% no custo de suas ações nos últimos cinco dias úteis.
O dia marcou um ponto de virada em relação à Intel, sua concorrente, que nunca havia alcançado um valor de mercado igual ou superior a US$ 1 trilhão. Anteriormente à AMD, entre as empresas americanas do setor de semicondutores, apenas Nvidia, Broadcom e Micron haviam atingido tal dimensão.
A força motriz por trás desse crescimento é a crescente demanda por aplicações de inteligência artificial, que prossegue em ritmo acelerado. Embora a AMD ainda não esteja no nível tecnológico de IA oferecido pela Nvidia, ela tem demonstrado uma forte participação neste segmento.
Neste contexto, Lisa Su, CEO da AMD, informou durante a teleconferência de resultados financeiros do mês anterior que a empresa projeta dobrar suas vendas de soluções para data centers até o ano de 2027.
É importante notar que o status de US$ 1 trilhão foi breve, pois, subsequentemente, o preço da ação da AMD caiu para a faixa de US$ 610, após ter registrado um pico de US$ 615,99 mais cedo. Apesar disso, o feito do dia foi tão significativo que foi celebrado por Saša Marinković, diretor sênior de marketing da AMD, através da plataforma X.
No momento em que esta notícia foi divulgada, a AMD possuía um valor de mercado de US$ 994,7 bilhões. Para fins de comparação, a Intel também apresentou uma valorização recente, mas estava avaliada em US$ 640,8 bilhões na mesma medição.
