A Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), emitiu um alerta sobre o perigo de novos deslocamentos se não houver uma mobilização rápida de ajuda adequada.
Em um comunicado, a agência da ONU solicitou que governos, doadores, organizações humanitárias e de desenvolvimento, bem como instituições financeiras internacionais, aumentem seu suporte sem demora.
Amy Pope, diretora-geral da OIM, mencionou que o retorno ao lar é apenas o começo, pois muitas famílias encontram moradias danificadas, escolas fechadas e clínicas operando de forma precária, além da escassez de meios de subsistência.
Ela enfatizou que, se não forem auxiliados, muitos serão forçados a sair novamente, defendendo que é crucial investir nessas comunidades agora para permitir que as pessoas reconstruam suas vidas e permaneçam.
A maior parte das pessoas que voltaram às suas regiões de origem (82%) havia sido deslocada internamente dentro do Sudão. Os 18% restantes, totalizando cerca de 930 mil indivíduos, retornaram do exterior, sendo os principais locais de origem o Egito (50%), Sudão do Sul (25%), Líbia (10%) e os Estados do Golfo (8%).
A OIM ressalta que atingir a marca de cinco milhões de retornos representa um sinal positivo, embora raro, em uma crise humanitária prolongada, mas esse avanço permanece frágil.
Os dados da OIM indicam que há aproximadamente 8,6 milhões de pessoas ainda deslocadas no Sudão, o que configura uma leve redução de 1% no último mês. Apesar disso, o Sudão mantém-se entre os países com o maior número de deslocados internos globalmente.
Segundo trabalhadores humanitários, a guerra no Sudão, iniciada em 2023, resultou em mais de 200 mil mortes, sendo classificada pela ONU como a pior crise humanitária do mundo. A ONU também reporta que, no pico do conflito, mais de 12 milhões de pessoas foram deslocadas internamente no Sudão, e quase cinco milhões foram forçadas a deixar o país.
