Peptídeos são sequências de aminoácidos geradas pelo corpo humano e possuem múltiplas funcionalidades. Já os peptídeos sintéticos, que buscam replicar essas estruturas, ainda são objeto de pouca investigação. Não obstante, a FDA, equivalente à Anvisa dos Estados Unidos, concedeu autorização para a fabricação e comercialização de seis desses compostos, uma decisão que divergiu da opinião técnica interna da própria agência. Estes mesmos seis peptídeos haviam sido vetados em 2023.
Ampolas contêm produto de mais ou de menos
Geralmente, os peptídeos sintéticos são produzidos por farmácias e pequenas empresas, as quais nem sempre aderem às boas práticas industriais. Uma investigação conduzida na Austrália revelou que os produtos analisados apresentavam concentrações variando de 51% a 190% da dose indicada no rótulo. Este cenário tem gerado grande apreensão no país, visto que os peptídeos podem estar ligados a sete ocorrências de intoxicação hepática aguda.
Melanotan II pode ter relação com câncer
O peptídeo sintético Melanotan II funciona mimetizando a ação do hormônio alfa-MSH, o qual estimula a produção de melanina no organismo. Devido a essa característica, ele é promovido como um método para bronzeamento da pele sem necessidade de exposição solar, bastando uma única aplicação injetável. Contudo, dois estudos indicaram uma possível correlação entre o consumo de Melanotan e o desenvolvimento de melanoma, classificado como o tipo mais agressivo de câncer de pele.
