Um colete bordado tradicional de Abarkuh, província de Yazd, foi exibido na quarta feira da exposição internacional Soka no México. No evento, a peça recebeu reconhecimento de especialistas e jurados.
Este colete de feltro é considerado um valioso exemplo das tradições locais de vestuário e bordado de Abarkuh. Sua apresentação em nível internacional foi possível graças aos esforços de Hamed Akrami, pesquisador e ativista em patrimônio cultural e artes tradicionais. O Município de Abarkuh e o Departamento de Patrimônio Cultural, Turismo e Artesanato do distrito ofereceram apoio, conforme relatado pela agência de notícias Miras Aria na segunda-feira.
Durante o processo de avaliação na exposição, o colete foi aceito e elogiado, o que proporcionou a oportunidade de apresentar um dos aspectos menos conhecidos do patrimônio tradicional de Abarkuh na área de vestuário e artesanato no cenário internacional.
Os coletes, caracterizados por traços locais distintos e técnicas de bordado tradicionais, têm potencial para serem exibidos em exposições especializadas, bem como para o renascimento e reprodução deste artesanato. De acordo com o relatório, isso também pode contribuir para a criação de novas oportunidades de emprego e empreendedorismo.
Atualmente, a pesquisa e documentação deste artesanato tradicional estão sendo concluídas. Após a finalização da documentação, um pacote de documentos será submetido ao Departamento de Patrimônio Cultural, Turismo e Artesanato de Abarkuh para passar pelos procedimentos legais necessários.
A participação do colete de Abarkuh em um evento internacional é vista como parte dos esforços contínuos para estudar, reviver e promover o vestuário tradicional do distrito, bem como para apresentar suas artes tradicionais ao público tanto no Irã quanto no exterior, conforme indicado pela agência de notícias.
Abarkuh, também conhecido como Abarku, é famoso por sua antiga arquitetura de terra e patrimônio cultural. Um dos pontos turísticos mais famosos é o Sarv-e Abarkuh, um antigo cipreste que se tornou um símbolo da cidade. Especialistas avaliaram a idade da árvore de diferentes maneiras: alguns sugerem que tem entre 4000 e 5000 anos, enquanto outras estimativas chegam a 8000 anos.
