Projeto Anir Guest House por Tamara Wibowo Architects em Semarang foca em eficiência espacial e ventilação natural
Leia mais
ArchDaily Brasil
archdaily.com.br

Projeto Anir Guest House por Tamara Wibowo Architects em Semarang foca em eficiência espacial e ventilação natural

A Anir Guesthouse, desenvolvida pela Tamara Wibowo Architects, foi concebida para reimaginar o modelo de pensão estudantil feminina. O projeto está situado em uma área residencial densa no bairro de Tembalang, em Semarang, e responde de maneira precisa às limitações impostas pelo terreno, à otimização do espaço e à criação de uma atmosfera específica.

Construída em um lote de formato trapezoidal, medindo cerca de 11 por 25 metros, a proposta conseguiu transformar essa implantação irregular em uma linguagem arquitetônica bem calculada. Essa linguagem é caracterizada por volumes com bordas serrilhadas, superfícies permeáveis e áreas comuns que se sobrepõem.

Um aspecto central do design é a integração de sistemas naturais no dia a dia dos usuários, sendo a ventilação natural o elemento primordial. Blocos de concreto perfurados em ambos os lados garantem um fluxo de ar transversal constante, diminuindo a necessidade de depender de sistemas de refrigeração mecânica.

Além disso, claraboias posicionadas sobre o corredor fornecem luz natural difusa para o interior do edifício, estabelecendo a iluminação como um fator organizador do ambiente. O tratamento de ar, luz e calor é feito através de vazios na cobertura e pátios internos, que ajudam na exaustão térmica e na manutenção do microclima adequado.

A estratégia de construção foi guiada pelo declive do terreno, que desce em direção aos fundos e conecta duas vias paralelas. Em vez de tentar nivelar toda a topografia, optou-se por manter uma diferença de nível de um metro da parte frontal até os fundos, integrando assim a estrutura ao seu entorno. Isso possibilitou que o piso térreo abrigasse o estacionamento e as áreas de serviço dentro de uma modulação estrutural de três metros.

Inspirado pela demanda de criar um local de hospedagem funcional e distinto em um cenário urbano competitivo e denso, o projeto introduziu uma irregularidade planejada. Os quartos foram dispostos em ângulos específicos para formar uma fachada serrilhada e um corredor mais dinâmico, o que contribui para aumentar a privacidade e gerar pequenos espaços para encontros informais.

Os espaços destinados à convivência, que incluem áreas de estar semiabertas e pequenas varandas, promovem tanto a interação social quanto momentos de introspecção. O maior desafio enfrentado foi conciliar o trabalho dentro de uma área de projeção e um orçamento restrito, sem jamais comprometer o desempenho ambiental do empreendimento.

A experiência adquirida com este projeto comprova que o design biofílico pode ser alcançado por meio de abordagens passivas — como o controle do fluxo de ar, a utilização da luz natural e o ritmo espacial —, permitindo que a arquitetura reconecte os moradores aos processos naturais, mesmo em ambientes urbanos altamente compactos.

Histórias semelhantes

Projeto Casa Atelier Brasília da NAHE ARCHITECTS foca na integração entre arquitetura, clima e vida doméstica
Leia mais
archdaily.com.br

Projeto Casa Atelier Brasília da NAHE ARCHITECTS foca na integração entre arquitetura, clima e vida doméstica

A Casa Atelier Brasília, desenvolvida pela NAHE ARCHITECTS, investiga a interação entre arquitetura, condições climáticas e a vida cotidiana através de uma readequação minuciosa de uma residência já existente. O projeto nasceu de uma meta simples: converter um apartamento comum em uma sucessão de ambientes tranquilos e interligados, onde a luz, os materiais e as proporções definem a experiência diária.

Em vez de aumentar a complexidade, a intervenção se concentrou em eliminar o supérfluo. O núcleo da casa transforma-se em uma paisagem fluida de convívio, unificando sala de estar, sala de jantar, cozinha e terraço em um único espaço conceitual. Amplas aberturas conectam o interior ao exterior, fazendo com que o terraço funcione como um cômodo acessível ao céu, e não apenas como um anexo.

O layout foi organizado mediante uma progressão moderada entre as áreas sociais e as privadas. A zona social é caracterizada por ser aberta, flexível e espaçosa, servindo como local para reuniões, trabalho e atividades compartilhadas. Em contraste, os dormitórios proporcionam um ambiente mais protegido, projetados para serem locais de repouso, foco e introspecção.

A escolha dos materiais reflete o mesmo princípio de moderação. A madeira de nogueira confere calor e continuidade visual, enquanto a estrutura de concreto original é preservada e exposta, conferindo uma presença física autêntica. Superfícies neutras atuam como um pano de fundo calmo para a luz natural, permitindo que suas variações ao longo das horas se integrem à própria arquitetura. Cada elemento material foi mantido próximo ao seu estado natural, aceitando o desgaste e a passagem do tempo como parte inerente ao seu caráter.

A Casa Brasília não deve ser vista meramente como uma reforma tradicional, mas sim como uma nova maneira de habitar. É um lar cuja identidade reside na clareza, e não no excesso; um espaço atemporal, maleável e sensível aos hábitos da vida diária.

Projeto do Edifício de Uso Misto Bangbae Geunsaeng por aoa architects
Leia mais
archdaily.com.br

Projeto do Edifício de Uso Misto Bangbae Geunsaeng por aoa architects

A equipe de projeto detalhou as especificações para o Edifício de Uso Misto Bangbae Geunsaeng, desenvolvido pela aoa architects. Para empreendimentos comerciais destinados à locação, foi considerado fundamental criar um layout compacto, utilizando unidades retangulares simples e centralizando o núcleo que abriga escadas, elevadores e sanitários.

O posicionamento do elevador e dos demais elementos de circulação vertical foi escolhido para a face sul do edifício, pois esta área não possui recuos obrigatórios que restringiriam a incidência de luz solar. Os espaços destinados à locação foram dispostos no lado norte, separados do núcleo por uma espessa parede estrutural.

Essa separação assegura que as unidades comerciais mantenham um volume retangular nítido, tanto em sua planta baixa quanto em seu corte transversal, evitando a presença de vigas visíveis que possam interromper os ambientes. Em contrapartida, os componentes do núcleo foram realocados para o sul com o objetivo de otimizar a área disponível para locação.

Essa mudança resultou no alinhamento do núcleo ao limite oblíquo do terreno, o que, por sua vez, gerou um hall de elevador com formato irregular. Este arranjo estabelece um forte contraste com a simplicidade retangular das unidades comerciais, conferindo às áreas comuns um caráter dinâmico e visualmente atraente.

O poço do elevador, a caixa de escada e os sanitários, estando alinhados em eixos distintos, criam aberturas geométricas. Essas frestas são responsáveis por permitir a entrada de luz natural tanto no piso térreo quanto no subsolo parcialmente aberto, projetando sombras que mudam constantemente com o movimento do sol.

A parede divisória entre as unidades comerciais e o núcleo em todos os andares apresenta um acabamento metálico, o que contrasta nitidamente com a textura rugosa do concreto aparente bujardado da parede do núcleo sem isolamento. Esta parede metálica funciona como um plano de fundo para os volumes verticais da circulação e define a identidade visual do edifício Bangbae voltada para a rua.

Para amenizar o impacto visual que uma estrutura majoritariamente composta por metal e concreto poderia causar, as esquadrias e os corrimãos foram pintados na cor verde, proporcionando ao edifício uma identidade gráfica e leve. A tubulação de exaustão proeminente na fachada frontal, juntamente com a parede lateral da cobertura do elevador e a tipologia da planta, dialogam intencionalmente com as obras de James Stirling, Louis Kahn e John Hejduk, ao mesmo tempo em que desafiam o viés minimalista e as tendências dominantes na arquitetura contemporânea coreana.

Projeto de 37 apartamentos em L'Hospitalet de Llobregat por Fermín Vázquez Arquitectos
Leia mais
archdaily.com.br

Projeto de 37 apartamentos em L'Hospitalet de Llobregat por Fermín Vázquez Arquitectos

A equipe de projeto apresentou a descrição de um edifício destinado à locação, composto por 37 apartamentos, localizado na cidade de L'Hospitalet de Llobregat. Este empreendimento situa-se em uma área periférica, inserida em um contexto urbano que está passando por uma mudança contínua, migrando de uma zona industrial para uma área residencial com recursos econômicos restritos.

O conceito arquitetônico desenvolvido visa oferecer uma solução que consiga otimizar as características do local, aproveitando adequadamente a incidência de luz solar e garantindo o bem-estar dos moradores. Além disso, o projeto foi concebido para ser eficiente em termos de custos, racional, de simples manutenção e flexível para acomodar eventuais modificações futuras.

Galeria do Projeto

As informações sobre o projeto foram citadas como: «37 apartamentos no L’Hospitalet de Llobregat / b720 Fermín Vázquez Arquitectos» ou «37 viviendas en L’Hospitalet de Llobregat / b720 Fermín Vázquez Arquitectos».

Popular