O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, iniciaram um novo ciclo de negociações em Nova York (EUA) no domingo (dia 20). Entre os temas centrais discutidos estão inteligência artificial (IA), elementos de terras raras, comércio e tarifas, o que antecede o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.
O diálogo está ocorrendo na sede do JPMorgan Chase, e o representante comercial dos EUA, Jameson Green, também participa. A reunião começou por volta das 11h30 (horário brasileiro) e deve se estender por todo o dia.
Espera-se que estas negociações sirvam de preparação para a cúpula entre Trump e Xi, agendada para 24 de setembro. Outro aspecto importante da discussão são os minerais críticos e os elementos de terras raras, essenciais para diversas cadeias tecnológicas e industriais.
Os órgãos governamentais dos EUA afirmam que o fornecimento desses materiais da China permanece abaixo do nível esperado. Pequim havia prometido anteriormente restaurar o fluxo de minerais críticos para os EUA e outros mercados. Este tema é particularmente relevante, pois os elementos de terras raras estão entre os pontos mais tensos nas relações comerciais entre Washington e Pequim.
As negociações também abordam o atual cessar-fogo comercial entre os dois países, que expira em 10 de novembro. Washington e Pequim estão considerando a redução de tarifas sobre bens não considerados estratégicos, bem como outras obrigações comerciais.
Entre os acordos discutidos desde maio, constam compromissos chineses relacionados à compra adicional de produtos agrícolas dos EUA no valor de US$ 17 bilhões (cerca de 87,4 bilhões de reais) anualmente, bem como a aquisição de mais de 200 aviões Boeing. No entanto, os detalhes desses negócios ainda não foram divulgados.
Segundo analistas entrevistados pela Reuters, grandes acordos são improváveis, mas pequenos avanços podem indicar que os governos de ambos os países continuam trabalhando para evitar uma nova escalada nas relações comerciais. Estas negociações ocorrem apenas alguns dias antes da visita de Xi Jinping a Washington para se encontrar com Trump, o que coloca novamente no centro do debate as conexões econômicas e tecnológicas entre as duas maiores potências mundiais.

