Presidente Chapo participará do fórum de petróleo no Brasil e da Assembleia Geral da ONU nos EUA
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Presidente Chapo participará do fórum de petróleo no Brasil e da Assembleia Geral da ONU nos EUA

Em um comunicado, o presidente de Moçambique informou que Daniel Chapo será palestrante principal no Fórum de Petróleo e Gás 2026 no Rio de Janeiro na segunda-feira. O evento ocorre sob o lema «Evolução Energética para o Futuro».

O embaixador de Moçambique no Brasil, Alexandre Manjate, observou que Chapo pretende aprofundar a cooperação com o país sul-americano na exploração de petróleo e gás em águas profundas. Isso será alcançado através da troca de conhecimentos e da criação de parcerias de investimento.

Ele enfatizou que a participação de Moçambique no Fórum oferece a oportunidade de demonstrar o potencial nacional e estudar a experiência de outros países na extração de hidrocarbonetos, especialmente aqueles exemplos que podem contribuir para o desenvolvimento do setor em Moçambique.

Manjate comentou sobre o Brasil, afirmando: «A experiência do Brasil é interessante. Temos semelhanças linguísticas, culturais e humanas, e a Petrobras [empresa brasileira de petróleo e gás] realiza exploração de petróleo e gás em grandes profundidades. Ela tem uma especialização única, e Moçambique tem similaridade em relação à localização dos nossos recursos no mar aberto. O Brasil faz isso há muito tempo, possui uma das melhores tecnologias para isso».

O Brasil busca novas estruturas de cooperação neste setor de hidrocarbonetos e para identificar novas oportunidades de investimento.

O evento é organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocomponentes (IBP) e reúne diversos participantes da indústria energética mundial, incluindo empresas como TotalEnergies, Shell e Petrobras, de acordo com o comunicado da Presidência.

O mesmo comunicado presidencial indica que o presidente de Moçambique fará uma viagem de trabalho de três dias a Nova York na segunda-feira para participar da 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. A sessão é dedicada ao tema «Restaurando a Confiança, Gerenciando a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Beneficia a Todos».

Durante a viagem de trabalho, Daniel Chapo participará dos Debates Gerais da 81ª Sessão da Assembleia Geral, bem como de outros eventos de alto nível. A Presidência ressalta que este encontro anual reúne líderes mundiais e representa uma chance de reafirmar o compromisso com o multilateralismo e renovar os compromissos globais para resolver os problemas mundiais contemporâneos.

O comunicado da Presidência afirma: «A participação do Presidente da República nestes encontros está alinhada aos esforços de Moçambique para fortalecer a cooperação internacional e participar de discussões sobre questões energéticas, desenvolvimento sustentável e os principais desafios da agenda global, sempre considerando os interesses de Moçambique como denominador comum».

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A reunião das maiores economias mundiais começou na segunda-feira em Houston, Texas, e se estenderá até quarta-feira. O Secretário de Assuntos Internos, Doug Burgum, declarou que o encontro é particularmente promissor, pois além dos convidados de honra, Venezuela e Polônia estão presentes.

Ele acrescentou que nos próximos dias os participantes ouvirão discursos de ministros da Venezuela, que falarão sobre um dos principais objetivos do presidente dos EUA, Donald Trump: tornar a América um centro de energia acessível, confiável e segura. Jared Agen, conselheiro da Casa Branca para questões de energia, também estava presente ao seu lado.

Foi especialmente notada a presença do ministro venezuelano responsável pelo setor de mineração, Héctor Silva. Desde a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças armadas da América do Norte em janeiro, Donald Trump tem buscado reativar a produção das reservas de petróleo da Venezuela, que são as maiores do mundo.

O republicano anunciou em 28 de agosto um acordo que ele chamou de histórico com Caracas, permitindo que Washington assumisse o controle de 17 campos de petróleo venezuelanos. O potencial de produção é avaliado em 65 bilhões de barris. Doug Burgum declarou na segunda-feira que este acordo 'trará enormes benefícios de longo prazo aos Estados Unidos'.

Muitas refinarias americanas foram projetadas para processar petróleo bruto venezuelano, mas nos últimos anos ficaram sem ele devido a sanções e problemas de fornecimento. Os fluxos foram restaurados em 2026, atingindo níveis não vistos em oito anos, mas permanecem modestos em comparação com o pico do final dos anos 90.

Donald Trump espera que o novo fluxo de hidrocarbonetos compense as interrupções na cadeia causadas pela guerra contra o Irã, que levou ao aumento dos preços. O governo dos EUA também enfatizou na segunda-feira a importância dos depósitos de carvão da Venezuela — uma fonte de energia altamente poluente que a administração busca retomar, cancelando algumas medidas de emissões em usinas elétricas no mesmo dia.

De acordo com o escritório de Doug Burgum, responsável pela gestão e exploração de terras federais, Washington e Caracas 'buscam fechar novos acordos de energia', destacando a participação de empresas americanas no G20 de Energia que 'produziram carvão venezuelano em massa por 25 anos'. Burgum acrescentou que, à medida que a rede elétrica da Venezuela for restaurada, será necessária mais eletricidade para consumo local, que pode ser fornecida pelo carvão.

A guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irã limitou a exportação de hidrocarbonetos no Oriente Médio e causou um aumento nos preços dos combustíveis. De acordo com a Associação Automobilística Americana, o preço médio do galão (3,78 litros) de diesel nos EUA ultrapassou US$ 6,23, um recorde máximo. Enquanto isso, a gasolina está 44% mais cara do que antes do conflito.

A inflação faz com que os republicanos temam uma derrota pesada nas eleições intermediárias de novembro, enquanto Donald Trump indicou na quarta-feira que a guerra com o Irã 'terminará imediatamente' após a votação.

No entanto, na segunda-feira, o chefe de Estado garantiu que Kiev e Moscou concordaram em não atacar mais infraestrutura energética inimiga, um dia após criticar a Ucrânia por ataques a refinarias de petróleo russas, que ele acusou de serem a causa da 'escassez de diesel'. A Rússia, sendo membro do G20, confirmou sua presença em Houston esta semana após anos de ausência devido à guerra na Ucrânia.

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