O novo embaixador da Índia no Irã visitou a Câmara de Comércio de Teerã (TCCIMA) no início de sua missão e se reuniu com seu presidente. Durante este encontro, ao discutir o potencial econômico e o histórico de cooperação entre Irã e Índia, ambas as partes enfatizaram a necessidade de retomar e desenvolver as relações comerciais, bem como aproveitar as oportunidades do BRICS.
Na pauta de ambos os lados estava a elaboração de um cronograma para negociações do setor privado, a realização de cursos especializados, a troca de delegações comerciais e a criação de um canal direto de comunicação para monitorar e implementar os acordos alcançados.
Vishvesh Negi, o novo embaixador da Índia no Irã, na reunião com Mohammad Najafi-Arab, presidente da Câmara de Comércio, na presença de Fereydoun Vardinajad, secretário-geral, e Hossemeddin Khaladj, vice-presidente de assuntos internacionais e desenvolvimento comercial da Câmara de Comércio, Zeinab Davoudi, especialista indiana do Ministério das Relações Exteriores, bem como representantes do departamento comercial da Embaixada Indiana no Irã, analisou mecanismos para fortalecer a interação econômica entre os dois países. Ele apontou que o aumento da conscientização e da sinergia entre os participantes do setor privado é um caminho para o desenvolvimento das trocas entre Irã e Índia.
Mohammad Najafi-Arab, presidente da Câmara de Comércio, no início da reunião, referindo-se à experiência histórica de contatos culturais e econômicos, bem como à adesão do Irã e da Índia ao BRICS, falou sobre a importância de aprofundar a interação entre os países. Ele acrescentou que a Câmara de Comércio aderiu recentemente ao Conselho de Comércio do BRICS, e representantes da câmara participaram recentemente de uma reunião do Conselho de Comércio do BRICS na Índia, onde apresentaram suas perspectivas sobre várias questões comerciais.
O presidente da Câmara de Comércio declarou a disposição da câmara em aumentar a cooperação com o setor privado indiano. Ele observou que Irã e Índia possuem um potencial significativo para desenvolver laços econômicos em áreas como matérias-primas farmacêuticas e medicina, alimentos e agricultura, componentes e matérias-primas industriais. No entanto, o volume comercial atual entre os países, que é de cerca de US$ 1,5 bilhão, está significativamente abaixo das possibilidades existentes. Apesar disso, os setores privados de ambos os países podem contribuir para o aprofundamento das relações econômicas e o aumento sustentável do comércio bilateral por meio do fortalecimento do comércio, investimentos conjuntos e cooperação industrial.
Ele também chamou a atenção para as dificuldades e desafios do comércio com a Índia nas condições atuais, enfatizando a necessidade de desenvolver e utilizar corredores de transporte alternativos e novas rotas logísticas para acelerar e facilitar as operações comerciais.
Vishvesh Negi, embaixador da Índia no Irã, em seus comentários, descreveu também uma das tarefas de sua missão como o desenvolvimento das relações comerciais e econômicas entre os dois países. Ele explicou que anteriormente o volume comercial entre Irã e Índia atingia cerca de US$ 20 bilhões, mas esse número diminuiu significativamente, estando longe das possibilidades e perspectivas existentes em ambos os países. Ele também apontou alguns obstáculos ao comércio e enfatizou a necessidade de encontrar soluções práticas para promover as relações econômicas e aproveitar o potencial da cooperação bilateral e multilateral.
O embaixador indiano no Irã propôs uma série de medidas, como a realização de encontros comerciais B2B e a criação de oportunidades para colaboração conjunta entre empresas do setor privado do Irã e da Índia, afirmando que «o desenvolvimento das trocas econômicas entre os dois países é possível através da realização de encontros comerciais B2B e da criação de oportunidades para colaboração conjunta entre empresas do setor privado do Irã e da Índia». Entre as medidas propostas estavam a conexão direta entre a embaixada e as câmaras de comércio, a possibilidade de delegações comerciais visitarem feiras, a realização de webinars para entender as necessidades do mercado e programas de treinamento de curto prazo.
Vishvesh Negi considerou o desenvolvimento do comércio com o Irã uma vantagem estratégica para ambos os países. Em outra parte de suas falas, ele mencionou as oportunidades decorrentes da cooperação multilateral e informou que em breve haverá um encontro da Embaixada Indiana em Teerã para apresentar os avanços e programas do BRICS para 2026, o que servirá de base para a sinergia e o estabelecimento de laços entre empresas indianas e entidades econômicas iranianas interessadas em cooperação. Ele observou que a realização de mais de 420 encontros de especialistas no âmbito do BRICS e a declaração final da cúpula demonstram a diversidade e o alto potencial da cooperação comercial, e espera que os países membros expandam seus horizontes comerciais utilizando esse potencial.
O embaixador indiano convidou oficialmente os membros da Câmara de Comércio de Teerã a participar deste evento, ressaltando que a presença de agentes econômicos do setor privado neste encontro pode ser um prelúdio para a definição de projetos conjuntos e o aproveitamento das vantagens econômicas dos países membros do BRICS.
Em outra parte da reunião, Fereydoun Vardinajad, secretário-geral da Câmara de Comércio, apelou pelo fortalecimento do vínculo entre a embaixada e a Câmara de Comércio como parlamento do setor privado e convidou o embaixador indiano a visitar a Iran Expo 1405 para fortalecer a parceria comercial e econômica. Vardinajad também convidou Vishvesh Negi a visitar a abertura da exposição Iran Pharma como um dos maiores eventos no setor farmacêutico, observando que empresas farmacêuticas indianas também estarão presentes nesta feira.
Ao final da reunião, ambas as partes concordaram com a necessidade de elaborar um cronograma de negociações comerciais entre os setores privados de Irã e Índia, realizar cursos especializados, trocar delegações comerciais e criar um canal direto de comunicação para posterior acompanhamento dos acordos, expressando esperança no desenvolvimento futuro da cooperação econômica.



