Casa Cella: Residência de veraneio em El Pinar construída com arquitetura modular da iHouse
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Casa Cella: Residência de veraneio em El Pinar construída com arquitetura modular da iHouse

A Casa Cella, uma residência de veraneio situada em El Pinar, Canelones, está localizada muito próxima à praia. Ela foi concebida para famílias que apreciam receber convidados e estender o cotidiano para o ambiente externo, apresentando-se como uma área aberta que se conecta ao jardim, à churrasqueira e à piscina, estabelecendo uma ligação fluida entre os espaços internos e a paisagem circundante.

O projeto da casa é estruturado em três módulos interligados, os quais organizam o programa arquitetônico e criam diversas possibilidades de privacidade, encontro e expansão. Esta configuração permite que a edificação se ajuste com exatidão às características do terreno, ao mesmo tempo em que maximiza o espaço externo, tornando-o o elemento central da proposta.

A construção da casa foi realizada utilizando o sistema de arquitetura modular industrializada da iHouse, integrando projeto e execução em um único fluxo. Diferente de métodos construtivos tradicionais, toda a residência é materializada dentro de uma fábrica, sob condições rigorosamente controladas e com um planejamento detalhado de cada fase. Este modelo possibilita um alto grau de controle sobre os materiais, os acabamentos e a própria execução, permitindo que várias tarefas progridam de forma coordenada e simultânea.

Após ser finalizada na fábrica, a residência embarca para seu local de destino. Os módulos são transportados até o terreno designado, onde passam por uma operação de montagem e transporte altamente precisa. As peças produzidas industrialmente são então posicionadas e unidas para formar a residência como uma unidade arquitetônica coesa. Assim, grande parte do processo construtivo ocorre fora do canteiro de obras, o que diminui a necessidade de intervenção e o tempo gasto no local.

Na Casa Cella, a natureza industrial da arquitetura não implica um afastamento do local, mas sim serve como uma ferramenta para criar uma relação mais precisa com ele. A casa chega ao cenário quase completa, o que minimiza o impacto e o tempo de construção, direcionando a intervenção no terreno para aquilo que define a experiência do morador: a implantação, as expansões e o laço com o jardim.

O resultado final é uma moradia que harmoniza dois aspectos aparentemente contraditórios: a exatidão inerente a um objeto fabricado industrialmente e a dimensão sensível, aberta e informal de uma casa de veraneio. Trata-se de uma arquitetura que é manufaturada em outro lugar, mas que só adquire sua identidade plena ao ser instalada na paisagem, cercada por árvores, jardim, piscina e perto do mar.

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O projeto arquitetônico se estrutura como um bloco de perímetro quadrado que integra um pátio interno. Este design mescla referências da arquitetura moderna e tradicional, apresentando-as em uma linguagem contemporânea. A influência moderna é notável no rigor compositivo, na forte horizontalidade, na ausência de adornos aplicados e na clara organização dos componentes arquitetônicos.

As referências tradicionais, embora sutis, incluem o pátio interno, que evoca a domus romana e funciona como um átrio de boas-vindas, adjacente a um vestíbulo externo que guia o acesso e precede as áreas sociais. Além disso, o nível subterrâneo, cujas paredes são revestidas com pedra rústica, faz alusão aos porões das antigas moradias dos imigrantes italianos, honrando a origem familiar dos proprietários ligada à história da cidade.

A organização dos espaços segue a mesma intenção de clareza compositiva: as áreas sociais estão localizadas na parte central da casa, conectando o átrio de chegada à espaçosa varanda traseira, voltada para a mata. A ala privada, composta pelos dormitórios, está posicionada a leste, enquanto a área de serviço, a oeste, inclui a cozinha, que se relaciona com as salas através de um núcleo que define, mas não isola, esse espaço.

Essa distribuição garante uma separação nítida entre os diferentes setores da casa, sem prejudicar a fluidez dos espaços de convívio ou a interação entre o interior e o exterior. O processo de chegada evita a exposição imediata da porta, conduzindo o visitante por uma sucessão de ambientes até o átrio e as zonas sociais. Da varanda posterior, há uma transição para o jardim e a mata, enquanto o setor íntimo mantém uma posição mais reservada.

A orientação das aberturas primárias para o interior do lote assegura a privacidade dos residentes sem limitar a amplitude da conexão visual com o cenário circundante. Essa característica é particularmente relevante nos espaços sociais, onde uma grande abertura zenital permite que a vegetação seja vista além dos limites horizontais.

Do ponto de vista construtivo, foram priorizados materiais em seu estado natural, destacando-se o concreto aparente nas lajes e o aço corten nas fachadas frontal e posterior. Devido às baixas temperaturas locais, houve atenção especial ao conforto térmico, implementando paredes duplas, caixilhos com vidros isolantes e isolamento térmico nas lajes.

Na Casa Sassi, a interação com a paisagem é definida menos pela transparência total e mais pela maneira como as aberturas, os caminhos e os enquadramentos visuais são organizados. A mata é um elemento constante nos principais espaços sociais, e a disposição dos cômodos e os variados níveis de abertura conseguem preservar tanto a privacidade quanto o bem-estar dos moradores. Assim, a ampla conexão com o exterior não anula os limites inerentes à habitação, mas sim contribui para estabelecer seu caráter doméstico.

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