Jogadores do time Sharks lançam campanha contra a violência de gênero na África do Sul
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Jogadores do time Sharks lançam campanha contra a violência de gênero na África do Sul

Os jogadores do time Sharks, incluindo Makhazole Mapimpi e Vincent Koch, lançaram uma campanha emocional em quatro idiomas, pedindo aos homens sul-africanos que assumam a responsabilidade e acabem com a violência de gênero.

O time Sharks demonstrou uma posição firme contra o feminicídio e a violência de gênero, apresentando uma mensagem unificada à África do Sul através de seus quatro principais jogadores. Em um vídeo emocionante divulgado nas plataformas sociais do Sharks, os jogadores Vincent Koch, Makhazole Mapimpi, Fepsy Buthelezi e Nick Hutton pedem o fim do 'assassinato e violência sem sentido' contra as mulheres.

Os quatro atletas, vestidos de preto, proferiram suas mensagens em afrikaans, isiXhosa, isiZulu e inglês. A campanha começou com uma declaração de que a violência de gênero continua a destruir famílias e comunidades em toda a África do Sul, e eles se solidarizam com todas as mulheres e crianças afetadas, bem como com as famílias que sofrem a perda de entes queridos.

A mensagem termina com um apelo para criar um país onde todos possam viver em segurança, liberdade e sem medo, com a frase: 'Chega. Hoje. Sempre'.

Koch, falando em afrikaans, declarou que o assassinato sem sentido de mulheres e meninas no país deve cessar, e que toda mulher deve ter a oportunidade de viver, andar, trabalhar e amar sem receios. Mapimpi, dirigindo-se ao isiXhosa, colocou uma responsabilidade especial nos homens, enfatizando que eles são obrigados a falar sobre isso, apontar o problema e nunca ficar de fora.

Buthelezi, usando isiZulu, apelou às famílias que perderam entes queridos, expressando apoio às irmãs e mães. Ele declarou: 'Nós sempre os amaremos e os protegeremos.'

Nick Hutton concluiu a mensagem em inglês, observando que, como este é o seu país, eles têm uma responsabilidade mútua como cidadãos sul-africanos, e que 'Basta'.

A ação do Sharks ocorreu em meio a uma renovada preocupação pública com o problema da violência de gênero na África do Sul. Isso se seguiu à crítica do comentarista esportivo Cindy Paluty, que questionou o silêncio inicial de grandes organizações esportivas e homens proeminentes. Além disso, o capitão do time Springbok, Siya Kolisi, também fez um apelo emocional aos homens sul-africanos na sexta-feira para passarem das palavras para ações contra a violência contra as mulheres.

Para o clube Sharks, esta declaração faz parte de um compromisso mais longo com esta questão. Anteriormente, o clube realizou a campanha 'Combate à Violência de Gênero', vinculando doações financeiras ao número de tackles realizados pelo time e direcionando fundos para organizações que trabalham contra a VBG.

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