O presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev, declarou que o Karakalpakstan pretende introduzir um mecanismo de créditos de carbono no próximo mês. Este mecanismo tem potencial para gerar uma receita anual para a região de US$ 50 a US$ 100 milhões.
Durante uma reunião sobre o desenvolvimento socioeconômico da república em Nukus, Mirziyoyev enfatizou que a redução das emissões de gases de efeito estufa é uma tarefa urgente diante das mudanças climáticas. Ele descreveu a conversão de energia verde produzida na região em créditos de carbono como uma nova fonte de receita adicional para o Karakalpakstan.
O presidente ordenou que os funcionários responsáveis lançassem este mecanismo a nível local em um mês e iniciassem negociações com grandes países importadores de créditos de carbono. Entre esses países estão Japão, Coreia, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália.
Mirziyoyev esclareceu que os fundos obtidos com a exportação de créditos de carbono complementarão os fundos já alocados para o desenvolvimento da infraestrutura regional e permanecerão totalmente sob a gestão do Karakalpakstan.
Desenvolvimento de créditos de carbono florestais
Além disso, o presidente destacou o desenvolvimento de créditos de carbono florestais. Segundo ele, grandes empresas estrangeiras ofereceram financiar o plantio de árvores em regiões que enfrentam sérios problemas ambientais por meio deste sistema de crédito.
Nesse sentido, foi determinado aos funcionários lançar um programa de créditos de carbono florestais na área do Mar de Aral até o final deste ano, cobrindo uma área de 50.000 hectares.
Mirziyoyev observou que estas iniciativas estão alinhadas com planos mais amplos para o desenvolvimento de energias renováveis no Karakalpakstan. Nos últimos anos, novos objetos de energia foram colocados em operação na região com uma capacidade total de 860 megawatts, e a participação de energia verde já atingiu 23% após a construção de parques eólicos nas áreas de Beruni e Karauzyak. O objetivo é aumentar essa participação para 76% até 2030.
