Enquanto a vida da Geração Z é caracterizada por uma alta velocidade — tudo está disponível com um clique, a comida é entregue em minutos e as redes sociais estão constantemente repletas de novo conteúdo e notificações — parte desta geração se dedica a algo completamente oposto.
Alguns aprendem crochê (Crochet), praticam jardinagem (Gardening), passam horas assando (Baking), e outros retornam a antigos passatempos, como pintura (Painting), cerâmica (Pottery), tricô (Knitting) e bordado (Embroidery). Esta tendência agora está associada ao termo 'Nonna-maxxing', no qual a Geração Z integra atividades e hobbies antigos de avós e bisavós em seu estilo de vida moderno.
A razão para este fenômeno reside na sobrecarga diária da Geração Z com notificações, mensagens, vídeos (Reels), prazos e redes sociais, fazendo com que o cérebro raramente tenha a oportunidade de descansar completamente. Mesmo a tentativa de relaxar através do telefone muitas vezes se transforma em uma rolagem sem rumo de horas na feed. Nesses cenários, os hobbies lentos oferecem um tipo diferente de descanso.
O crochê, esperar que as plantas cresçam na jardinagem ou seguir todo o processo de cozimento exigem paciência, não pressa. Nessas atividades, não há um botão de pular, e talvez seja exatamente isso que constitui a principal fonte de conforto. A atração pelo Nonna-maxxing está ligada a essa vida lenta e consciente, onde o processo é valorizado acima do resultado instantâneo.
Esses hobbies implicam não apenas consumo, mas criação de algo. Seja uma flor feita de fio, um bolo feito de ingredientes ou uma planta que cresceu de uma pequena semente — o progresso aqui é evidente. Depois de longas horas rolando o mundo digital, muitas vezes se esquece o que viu, mas quando você cria algo, o resultado está diante de você, gerando o sentimento: 'Eu fiz isso'.
Portanto, não se pode considerar o Nonna-maxxing apenas um retorno aos hobbies antigos; é também um retorno à experiência que proporciona uma satisfação especial ao criar algo com as próprias mãos e observar o resultado.
Hobbies como crochê, tricô e bordado eram tradicionalmente considerados domínio da geração mais velha. No entanto, plataformas como Instagram, Pinterest e TikTok lhes deram uma nova aparência. Peças artesanais, flores de crochê, pães caseiros, artigos de cerâmica e plantas de interior tornaram-se parte da estética e do estilo de vida da Geração Z.
É aqui que reside o interesse do Nonna-maxxing. A Geração Z não adota esses hobbies antigos da mesma forma que as gerações anteriores. Eles os misturam com a estética moderna, tendências das redes sociais e autoexpressão. Mas não é apenas uma questão de estética; a tendência também inclui criar coisas por conta própria em vez de comprar e dedicar tempo a uma única atividade em vez de assistir continuamente a novo conteúdo.
Hoje, a produtividade em si se tornou uma pressão. Entre carreira, exercícios físicos, habilidades e trabalhos extras, o hobby às vezes se transforma em mais uma tarefa. No entanto, a beleza dos hobbies lentos é que eles não exigem um objetivo específico. Não é necessário abrir um negócio para fazer crochê, não é preciso preencher toda a casa com plantas para jardinagem, e não é preciso se tornar padeiro para assar.
Parte do Nonna-maxxing pode ser a aceitação dessas atividades antigas que originalmente não estavam ligadas à carreira, dinheiro ou produtividade. Às vezes, basta fazer alguma atividade porque ela traz prazer.
A inclinação da Geração Z por hobbies antigos pode não ser tanto um distanciamento da tecnologia, quanto uma busca por equilíbrio. Em um mundo onde tudo está se tornando mais rápido, mais fácil e mais instantâneo, se dedicar a algo lento torna-se em si mesmo uma pausa.
Talvez, através do Nonna-maxxing, a Geração Z não esteja retornando totalmente ao passado, mas apenas adaptando alguns de seus elementos à sua vida moderna. Crochê, jardinagem, culinária ou tricô deixaram de ser apenas hobbies antigos; eles estão se tornando uma maneira de recuperar a calma que foi perdida na corrida pela velocidade em tudo.

