A fábrica Nani’s Roti em Tongaat foi alvo da atenção do Órgão de Legislação Trabalhista (LLE) devido a práticas trabalhistas questionáveis e exploração de pessoal.
O LLE acusou que os funcionários da fábrica recebiam salários insuficientes e que a própria fábrica não cumpria as normas sanitárias vigentes. A inspeção ocorreu na segunda-feira após o recebimento de denúncias de trabalhadores, alguns dos quais são cidadãos estrangeiros sem documentação.
De acordo com um comunicado do LLE nas redes sociais, a fábrica, que supostamente fornece roti para grandes supermercados, foi inspecionada por representantes do órgão.
Mtobisi Singa, representante do LLE, informou que eles visitaram Tongaat na segunda-feira antes de uma manifestação agendada para aquela área na quinta-feira. Ele declarou: «Recebemos denúncias de trabalhadores da fábrica Nani’s Roti. Durante a inspeção, descobrimos que eles não cumprem as condições básicas da Lei de Emprego. Além disso, verificamos que o proprietário contratou estrangeiros e a fábrica não está em conformidade com as normas de saúde e segurança».
Singa acrescentou que os trabalhadores, incluindo estrangeiros sem documentos, recebem apenas 3000 rand por mês, enquanto a lei estabelece um salário mínimo de não menos de 5200 rand. Também foi constatado que os funcionários não recebiam contratos de trabalho e não contribuíam para o Fundo de Seguro-Desemprego (UIF).
Singa observou que, quando a liderança do LLE contatou a polícia solicitando uma investigação sobre o assunto, foi informado sobre a falta de veículo para ir ao local do incidente. Ele enfatizou que isso levanta sérias questões sobre os recursos e a eficácia da aplicação da lei ao lidar com tais denúncias.
O LLE declarou sua intenção de continuar garantindo o cumprimento da legislação trabalhista, protegendo os direitos dos trabalhadores e exigindo que os empregadores cumpram as leis sul-africanas. Outro encontro na fábrica está planejado para terça-feira para discutir mais a fundo as formas de resolução dos problemas.
Singa também informou que na quinta-feira, o LLE espera a participação de cerca de 3000 pessoas em manifestações na zona industrial de Tongaat, onde o cumprimento da legislação trabalhista pelas empresas será verificado.
