O Mamelodi Sundowns mantém firmemente seu status de líderes incontestáveis no futebol sul-africano e é atualmente o melhor time no continente africano. Enquanto outros times ainda se adaptam às suas ligas ou tentam consolidar suas posições no futebol continental, o Sundowns já se destacou entre os concorrentes.
No próximo sábado, o time apresentará o continente como campeão em atividade no cenário mundial, participando da final da Taça África-Ásia-Pacífico contra seus adversários asiáticos, Al Ahli. A partida será realizada no estádio Loftus Versfeld, em Pretoria.
Este sucesso não é acidental; é resultado de uma década de trabalho árduo e determinação após conquistar seu último título continental — a aguardada Liga dos Campeões da CAF em 2016. O time também conseguiu ignorar críticas externas, apesar de ser frequentemente ridicularizado como um 'pequeno clube' devido à menor base de fãs em comparação com os tradicionais rivais locais Kaizer Chiefs e Orlando Pirates. Essa crítica serviu como motivação, e não como obstáculo.
O desejo do clube de participar de todos os torneios, incluindo a Supercopa da CAF mais tarde este ano, permanece uma vantagem significativa. O elenco do time não se destaca apenas por seus profundos recursos financeiros, mas também pela alta qualidade dos jogadores. O técnico da seleção Bafana Bafana, Pitso Mosimane, incluiu 13 jogadores do Sundowns em seu grupo de 30 para dois jogos de qualificação da Taça Africana de Nações (CHAN) contra Gâmbia no estádio Orlando Amstel Arena no próximo sábado e contra Eritreia no Cairo em 30 de setembro, além de um amistoso contra o Egito no Cairo em 4 de outubro.
Isso era esperado, pois o Sundowns sabe o que é necessário para competir em níveis continentais e internacionais, tendo a maior representação (10 jogadores) na recente Copa do Mundo, onde a Bafana alcançou uma histórica classificação para os playoffs. Graças às significativas reservas financeiras, o clube não hesita em gastar grandes somas para atrair os melhores talentos de todo o continente e do exterior. Atualmente, eles contam com os cinco melhores zagueiros laterais do país, tendo contratado Tabannga Matuludi e Deano van Reuen, para um elenco que já inclui Khuliso Mudau, Tapelo Moreno e Zuko Mdunyelvu.
Além disso, o retorno de Ricardo Gossa em empréstimo do Siwelele garante mais um goleiro para a seleção Bafana, juntamente com o goleiro titular nacional e do clube, Ronwen Williams. Essa clareza de objetivos distingue o Sundowns dos demais: eles entendem claramente o que querem alcançar em cada competição — vencer. Por isso, não hesitam no mercado de transferências, priorizando a qualidade sobre a quantidade, ao contrário de seus concorrentes mais próximos.
Embora críticos possam argumentar que acumular os melhores talentos do país é pura ganância e desperdício de potencial dos jogadores, em uma perspectiva mais ampla, isso cria um dos ambientes mais saudáveis para profundidade de elenco e competição tanto no nível local quanto no continental. Mosimane não está preocupado com a concentração de talentos no Sundowns. Ele entende que deve escolher jogadores com base na forma física e tempo de jogo regular, e usa a tática da paciência para ver como a competição pelas posições de partida se desenvolverá.
Também ajuda o fato de que o técnico do Sundowns, Miguel Cardoso, não aceita meias-medidas. O técnico português expressa abertamente sua opinião, exigindo que seu time e jogadores recebam o reconhecimento merecido em sua terra natal, ao mesmo tempo em que levanta a bandeira no continente. Embora sua defesa do time às vezes beire o arrogante, os jogadores e a equipe de Cardoso provavelmente o veem como um líder feroz, determinado ao sucesso em todas as frentes. É por isso que eles irão à capital do país para fazer o que fazem de melhor: lutar por qualquer troféu disponível. Para muitos, isso serve de exemplo. É por isso que eles merecem pleno reconhecimento como padrões domésticos e time líder no continente neste momento.
