Argentina critica apoio britânico a empresas petrolíferas nas Ilhas Malvinas
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Argentina critica apoio britânico a empresas petrolíferas nas Ilhas Malvinas

O governo de Milei anunciou no início de setembro novas sanções direcionadas a companhias envolvidas na prospecção e exploração de recursos naturais nas ilhas, além de apresentar recentemente um projeto de lei focado na Defesa da Soberania Nacional.

Em entrevista concedida à emissora A24, Quirno enfatizou que a reivindicação feita pelo governo de Javier Milei sobre as ilhas em disputa possui caráter estritamente diplomático e não carrega nenhuma 'intenção belicista'.

Ao ser questionado sobre a postura adotada pelo governo britânico após as medidas anunciadas pela Argentina, Quirno declarou que o suporte vindo de Londres sinaliza a recusa do Reino Unido em participar das negociações, conforme estipulado pelas diretrizes das Nações Unidas.

O chefe da diplomacia argentina relembrou uma resolução das Nações Unidas que, segundo ele, determina que 'enquanto perdurar este diferendo e não for solucionado, ambas as nações não devem tomar providências unilaterais', criticando especificamente a exploração de hidrocarbonetos que ocorre atualmente nas ilhas sob administração britânica.

O governante reforçou que a Argentina não possui intenções bélicas e sempre buscou resolver a questão da soberania das Malvinas, ocupadas pelo Reino Unido desde 1833, por meios pacíficos e democráticos.

Sobre as companhias petrolíferas, Quirno defendeu a estratégia do executivo, afirmando que o governo 'valorizou os seus ativos estratégicos, permitindo que fossem utilizados neste conflito'.

Em relação aos Estados Unidos, o ministro argentino informou que Washington optou por uma posição de neutralidade no diferendo, mas considerou positiva a recente menção feita pelo Presidente Donald Trump às Malvinas, pois isso aumenta a visibilidade da causa argentina.

Donald Trump havia declarado em 31 de agosto que havia a possibilidade de os Estados Unidos reavaliarem sua posição referente à soberania das ilhas Malvinas.

Milei mudou sua postura, passando de admirador da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, logo após assumir a presidência da Argentina em dezembro de 2023, para desenvolver um forte sentimento nacionalista e se tornar um grande defensor da soberania do país, através de ações legislativas e judiciais.

Em 1982, o Reino Unido, sob a gestão de Thatcher, e a Argentina estiveram envolvidos em um conflito armado de 74 dias. Este confronto foi iniciado em 2 de abril pela ditadura militar argentina, liderada por Leopoldo Galtieri, com o objetivo de retomar o território das Malvinas (chamadas Falklands pelos britânicos) e desviar a atenção da crise econômica interna.

Thatcher mobilizou um grande contingente aéreo e naval para manter o arquipélago, o que foi bem-sucedido em 14 de junho, com a rendição das tropas argentinas. O custo humano incluiu 649 soldados argentinos mortos, 255 soldados britânicos e três civis locais.

A derrota resultou na queda da junta militar na Argentina e contribuiu para a restauração da democracia, ao mesmo tempo em que fortaleceu o governo de Margaret Thatcher no Reino Unido.

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