Uma empresa de pesquisa em segurança relatou na sexta-feira que conseguiu acessar os sistemas internos da OpenAI usando o software mais recente da Anthropic. Este incidente demonstrou quão rapidamente as tecnologias podem realizar ataques cibernéticos complexos.
Pesquisadores da firma de segurança Hacktron descobriram uma vulnerabilidade no fórum de ajuda público da OpenAI, que opera na plataforma Discourse. Essa vulnerabilidade lhes permitiu assumir o controle do site.
Em seu blog, a Hacktron declarou: «Notificamos imediatamente a vulnerabilidade inicial na OpenAI e no Discourse e trabalhamos com eles para coordenar a correção». O mesmo post acrescentou: «Agradecemos sua atenção aos detalhes e a rápida resolução deste problema».
A OpenAI confirmou que a vulnerabilidade foi corrigida cerca de 14 horas após o recebimento da notificação e pagou aos pesquisadores uma recompensa de US$ 6.500. Um representante da OpenAI, Drew Pusateri, declarou: «Agradecemos aos pesquisadores por nos contatar e fornecerem suas descobertas. Reduzimos as permissões para tokens de acesso à comunidade e revogamos os tokens e sessões afetados».
Os pesquisadores da Hacktron relataram que inicialmente usaram o Claude Opus 4.8 da Anthropic para detectar e explorar a vulnerabilidade de software, mas encontraram dificuldades para garantir um funcionamento estável. Após o lançamento do modelo Claude Opus 5 pela Anthropic, os pesquisadores observaram que a versão mais nova permitiu a invasão em cerca de três horas.
Nesse ínterim, os hackers não utilizaram o Claude Mythos — um modelo mais poderoso da Anthropic, cujo acesso é restrito a um pequeno grupo de organizações verificadas de cibersegurança. A Anthropic descreve o Mythos como o modelo com as capacidades mais fortes em cibersegurança entre todos os criados por ela.
A Hacktron enfatizou que a vulnerabilidade de software subjacente não é exclusiva da OpenAI e é usada em muitos produtos de várias empresas, incluindo produtos Slack e Meta. A empresa continua realizando testes semelhantes em outras empresas.
Este caso reforça a crescente preocupação entre especialistas em segurança de que as ferramentas de inteligência artificial estão tornando a realização de ataques cibernéticos complexos mais rápida e barata do que antes, quando exigiam equipes especializadas e meses de trabalho.
