Para quem está começando a acompanhar o CELOL Série A através do Olhar Digital, é possível que já conheça algumas das equipes participantes, como LOS Academy, emBRAZA! Esports e Marere E-Sports. No entanto, é fundamental começar a identificar os jogadores que atuam por trás dessas organizações.
O League of Legends é um esporte disputado por duas equipes de cinco jogadores, e embora a vitória seja um esforço coletivo, cada membro possui uma função distinta durante a partida. Ao acompanhar campeonatos, torna-se possível reconhecer aqueles atletas capazes de gerar vantagens, definir confrontos ou alterar drasticamente o andamento do jogo.
Pensando nisso, foram selecionados cinco nomes para que os espectadores prestem atenção nas próximas etapas do CELOL Série A. Uma dica adicional é que memorizar esses nomes pode ser útil futuramente.
Iniciando pela função de selva, o jungler circula pelas áreas situadas entre as três rotas principais do mapa. Esta posição pode parecer complexa para quem assiste ao League of Legends pela primeira vez, mas deve ser vista como o responsável por interligar diferentes setores do mapa.
O jungler tem a capacidade de aparecer em uma rota para auxiliar um colega, armar uma emboscada contra um oponente ou disputar objetivos cruciais para toda a equipe, como Dragões e Barão Nashor. Nesse papel atua Guga Fighter, representando a Marere E-Sports.
Ao assistir aos próximos jogos da Marere E-Sports, recomenda-se não focar apenas nos momentos de eliminação. É importante observar a localização do jungler no mapa antes que essas jogadas ocorram, pois o impacto de um jungler frequentemente começa na movimentação que precede a ação.
O segundo nome destacado também vem da selva: Genos, da emBRAZA! Esports. Isso ilustra outra característica notável do League of Legends: dois jogadores podem exercer a mesma função sem necessariamente executá-la da mesma maneira.
A seleção de campeões, o modo de circulação pelo mapa, o momento de dar suporte a cada rota e as decisões relativas aos objetivos podem variar significativamente entre um jungler e outro. Portanto, acompanhar Genos nas próximas rodadas pode servir como uma lição para iniciantes no cenário competitivo. Em vez de apenas contabilizar suas eliminações, deve-se tentar perceber onde ele se encontra quando uma jogada se inicia e quais benefícios sua mobilidade proporciona à emBRAZA! É aconselhável comparar as decisões de Genos com as de Guga Fighter à medida que o campeonato avança, o que oferece uma forma simples de notar como dois jogadores na mesma posição podem influenciar suas respectivas equipes de maneiras distintas.
Retornando à Marere E-Sports, o foco passa para uma função totalmente diferente: Rosayuzzy, que é o ADC da equipe. O ADC ocupa a rota inferior ao lado do suporte, e este termo também é conhecido como bot laner durante as transmissões de League of Legends.
Uma das características primordiais desta função é a habilidade de infligir grandes volumes de dano, especialmente após o jogador conseguir adquirir seus itens, à medida que a partida progride. Contudo, há um ponto crucial: para causar dano, é necessário permanecer vivo.
Por essa razão, um aspecto fascinante a ser observado em um ADC é seu posicionamento durante os combates. Estar muito próximo dos adversários pode resultar em uma eliminação rápida, enquanto estar excessivamente distante pode impedir que ele contribua quando a equipe mais necessita. Assim, quando a Marere entrar no servidor, o espectador deve procurar Rosayuzzy durante as lutas e observar como ele consegue espaço para atacar enquanto os oponentes tentam alcançá-lo.
Outro elemento relevante a ser observado é a interação entre Guga Fighter e Rosayuzzy. São papéis muito distintos dentro da mesma equipe, e acompanhar ambos ajuda a compreender como as ações de um jogador podem abrir oportunidades para o outro.
Em seguida, o foco se move para o centro do mapa. Dark Harvest, da LOS Academy, atua como mid laner, sendo o jogador principal da rota central. Devido à sua posição central, esta função permite um acesso relativamente rápido a diversas regiões do mapa. Dependendo do campeão escolhido e da estratégia da equipe, o mid laner pode permanecer na rota buscando recursos ou se deslocar para auxiliar colegas e criar vantagens em outras áreas.
Esta posição é historicamente ligada a alguns dos jogadores mais renomados do League of Legends competitivo, como Faker, Kami, Takeshi, Caps e Chovy.
Para quem está iniciando o acompanhamento de Dark Harvest, é valioso observar tanto sua disputa direta na rota quanto o que ocorre quando ele sai do meio para participar de uma jogada em outra região. Isso reforça um ponto que se percebe ao assistir ao CELOL: nem sempre o jogador que obtém uma eliminação foi quem criou a oportunidade para que ela acontecesse.
Finalizando a lista, temos mais um ADC: Sant. Assim como visto com Rosayuzzy, o ADC geralmente é uma das maiores fontes de dano de uma equipe à medida que o jogo avança, tornando cada decisão de posicionamento durante um confronto decisiva.
Aqui surge uma oportunidade interessante para quem está começando a entender League of Legends. Da mesma forma que foi feito com Guga Fighter e Genos na selva, deve-se acompanhar Rosayuzzy e Sant, que exercem a mesma função em equipes diferentes. Quem consegue encontrar espaço durante as lutas? Como cada equipe protege seu ADC? Em que momento eles se tornam uma ameaça maior para os adversários?
Não é necessário dominar todos os campeões ou entender imediatamente cada item adquirido para começar a notar essas diferenças. Além disso, Sant compartilha equipe com outro nome desta lista: Genos. Observar os dois durante os jogos da emBRAZA! também auxilia a visualizar como funções distintas precisam colaborar para que uma equipe consiga converter pequenas vantagens em vitórias.
Após conhecer esses cinco nomes, há uma dica particularmente importante para quem começou a assistir ao League of Legends competitivo recentemente. Embora o placar de eliminações ajude a narrar uma partida, ele não conta a história completa. Um jogador pode ter grande impacto sem finalizar o jogo com o maior número de abates.
Participações em eliminações, controle de objetivos, recursos conquistados, visão de mapa e posicionamento, entre outras informações, são essenciais para entender o desempenho individual. A relevância de cada métrica varia conforme a posição do jogador.
Por isso, à medida que o conhecimento do jogo cresce, assistir a uma partida deixa de ser apenas verificar qual equipe está ganhando. Gradualmente, o foco se volta para quem está efetivamente causando essa vitória. É nesse ponto que os nomes mencionados no início do texto voltam a ganhar destaque.
A Liga GG está preparando o lançamento do Fantasy GG, uma nova modalidade para acompanhar as competições. Para quem já conhece os jogos de fantasia tradicionais de esportes, o conceito será familiar: em vez de apenas assistir às equipes competirem, o público poderá montar uma escalação virtual usando jogadores reais do torneio. Para quem nunca teve contato com esse tipo de jogo, pode-se imaginar como assumir o papel de gerente: escolhe-se os jogadores para formar o próprio time, e seu desempenho nos jogos reais é convertido em pontuação dentro do Fantasy.
Isso altera ligeiramente a forma de assistir ao campeonato. É possível torcer pela LOS Academy, mas ter um jogador da Marere em sua escalação. Pode-se iniciar uma rodada esperando uma boa performance de Genos e terminar prestando atenção em Sant, ou descobrir um jogador desconhecido simplesmente por precisar selecioná-lo para completar o time. O Fantasy GG ainda será lançado, e os detalhes de seu funcionamento serão divulgados em breve. Contudo, já existe algo que se pode fazer antes disso: começar a conhecer os jogadores. Guga Fighter, Genos, Rosayuzzy, Dark Harvest e Sant são os cinco nomes sugeridos para começar. O CELOL possui muitos outros talentos a serem descobertos, e vale a pena conhecer todos!
