Os investimentos tornaram-se um dos fatores mais importantes para impulsionar o crescimento econômico nos países da Ásia Central. O Uzbequistão ocupa uma posição de liderança entre os estados regionais em termos de taxas de aumento de capital: entre 2023 e 2025, este país registrou um crescimento médio anual de 22,6%.
No geral, no primeiro semestre de 2026, o volume de investimentos em quatro países da região aumentou em 17%, conforme dados apresentados pelo Banco de Desenvolvimento da Eurásia. A economia da Ásia Central demonstrou um crescimento médio anual de cerca de 6% entre 2023 e 2025, mas as projeções dos analistas do BID sugerem que as taxas de crescimento do PIB podem ultrapassar o limiar de seis por cento até o final de 2026, o que é atribuído à alta atividade de investimento.
Diferenças nas Taxas de Crescimento dos Investimentos
O crescimento médio anual do investimento em capital fixo entre 2023 e 2025 variou entre os países: no Cazaquistão, foi de 10,7%; no Tajiquistão, de 18%; no Uzbequistão, de 22,6%; e no Quirguistão, de 28%.
A principal fonte de financiamento de todos esses investimentos continua sendo os recursos próprios da população e empresas locais, que fornecem mais de 42% do volume total de capitalização na região. Adicionalmente, 36% do financiamento provém de investimentos estrangeiros diretos. O financiamento bancário de empréstimos é usado em volumes significativamente menores; na maioria dos países da Ásia Central, a participação dos fundos de crédito varia de 0 a 5%, exceto no Cazaquistão, onde excede 11%.
Para o Uzbequistão, Tajiquistão e Quirguistão, obter financiamento subsidiado de instituições financeiras internacionais é crucial, permitindo-lhes implementar grandes projetos nos setores de transporte e energia.
Atração do Capital Asiático
A Ásia Central também demonstra um alto interesse do capital asiático. De acordo com o BID, o volume de investimentos de países asiáticos nas economias da região cresceu 2,3 vezes: de 29,9 bilhões de dólares em 2016 para 68 bilhões de dólares em meados de 2025.
O Uzbequistão atraiu o maior volume de capitais asiáticos, com 22,6 bilhões de dólares. Seguem-se Turcomenistão com 20,6 bilhões de dólares e Cazaquistão com 19,3 bilhões de dólares. O volume de fundos atraídos para o Quirguistão foi de 3,2 bilhões de dólares, e para o Tajiquistão, de 2,4 bilhões de dólares.
Direções e Prioridades Promissoras
Apesar do aumento nos volumes de financiamento, os especialistas do BID observam que o potencial de investimento da região ainda não foi totalmente realizado. A agricultura é destacada como uma das áreas mais promissoras, mas insuficientemente financiadas, representando atualmente apenas de 0 a 7% de todos os investimentos em capital fixo. Para os países da região, é estrategicamente importante desenvolver a agricultura irrigada e implementar tecnologias de conservação de água, considerando que a idade média da infraestrutura de irrigação local excede 50 anos e necessita de uma modernização séria.
Outra área prioritária é a indústria de transformação. No Uzbequistão, cerca de um terço de todos os investimentos em capital fixo é direcionado especificamente para os setores de processamento. No Cazaquistão, a participação dos investimentos em processamento aumentou de 4,4% em 2023 para 14,5% no primeiro trimestre de 2026. No Quirguistão e no Tajiquistão, essas participações ainda são menores — 5% e 2,8%, respectivamente. O BID enfatiza que o aumento dos investimentos em processamento ajudará os países a fortalecer sua base industrial, aumentar a produção de alto valor agregado e tornar o crescimento econômico mais estável.
Transporte e energia mantêm importância fundamental: a participação do setor de transportes nos investimentos dos países da região excede 7%, e a energia representa em média mais de 10%. O fornecimento contínuo desses setores é necessário devido à rápida expansão das economias, à crescente demanda por recursos, ao desenvolvimento de novas rotas comerciais e à transição para fontes de energia alternativas.
Assim, para sustentar altas taxas de desenvolvimento em toda a Ásia Central, continua sendo necessário estimular tanto os fluxos de investimento internos quanto os externos.