Pesquisadores usaram inteligência artificial para encontrar vulnerabilidades no TikTok que permitiam acesso à câmera e fotos
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Pesquisadores usaram inteligência artificial para encontrar vulnerabilidades no TikTok que permitiam acesso à câmera e fotos

Pesquisadores aplicaram uma ferramenta gratuita de inteligência artificial para analisar o código do TikTok com o objetivo de identificar vulnerabilidades. A equipe conseguiu combinar as falhas encontradas para demonstrar a possibilidade de acesso remoto à câmera e às fotos do celular.

Este incidente mostra claramente como os modelos de IA podem acelerar o processo de busca por brechas, ao mesmo tempo que expandem as capacidades dos criminosos para automatizar ataques. Enquanto laboratórios americanos, como Anthropic e OpenAI, restringem recursos avançados de segurança em seus chatbots, modelos chineses, como os da DeepSeek e Z.ai, estão disponíveis para download e modificação gratuitos.

A startup DepthFirst aproveitou essa abertura, modificando o modelo GLM da Z.ai e usando-o para procurar erros no software. A ferramenta detectou vulnerabilidades em um componente de código aberto utilizado pelo TikTok.

Em um vídeo analisado pelo The Washington Post, um funcionário da DepthFirst demonstrou que a combinação dessas vulnerabilidades permitia acessar remotamente a câmera e a galeria do smartphone enquanto o usuário visualizava o aplicativo.

A empresa notificou o problema ao TikTok, que confirmou a existência da vulnerabilidade e a corrigiu. Especialistas em segurança estão observando como a IA está sendo aplicada para acelerar operações de invasão, mas as mesmas ferramentas podem ajudar as empresas a encontrar pontos fracos antes que sejam explorados por cibercriminosos.

John Hultqvist, analista do Google Threat Intelligence Group, observou que essa tecnologia tem o potencial de aumentar a qualificação de hackers experientes e diminuir a barreira de entrada para pessoas com menos conhecimento técnico. A empresa Unit 42 também registrou o uso de IA por grupos invasores para procurar vulnerabilidades, selecionar alvos potenciais e tentar explorá-los.

Segundo a Unit 42, os modelos gratuitos ainda ficam atrás dos sistemas de cibersegurança mais avançados, mas estão evoluindo rapidamente. Kasim Mitani, CEO da DepthFirst, declarou ao The Washington Post que os usuários não devem confiar em nenhum aplicativo.

Mitani aconselhou a atualizar aplicativos regularmente e limitar as permissões concedidas a eles, especialmente em relação à câmera, geolocalização e fotos. Esta recomendação torna-se particularmente relevante diante da crescente capacidade das ferramentas de IA de encontrar erros e acelerar ataques. Ao mesmo tempo, a mesma tecnologia é ativamente usada por equipes de segurança para localizar e corrigir problemas antes que possam ser usados por criminosos.

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