N. Noel Tata, presidente dos Tata Trusts, se opôs abertamente aos planos de Oferta Pública Inicial (IPO) da Tata Sons. No entanto, outro grande grupo acionário, Shapoorji Pallonji Group (SP Group), saudou essa decisão.
Na quinta-feira, uma reunião do conselho de administração da Tata Sons tomou duas decisões importantes. Em primeiro lugar, o presidente N. Chandrashekararan foi encarregado de liderar a empresa por mais cinco anos. Em segundo lugar, houve um acordo para levar a Tata Sons ao mercado de ações, apesar das rigorosas regras do Reserve Bank of India (RBI).
Anteriormente, o RBI havia rejeitado o pedido da Tata Sons para revogar seu registro como Empresa de Investimento Corporativo (CIC) neste mês. Como resultado, o RBI ordenou que a Tata Sons realizasse uma oferta pública de acordo com sua estrutura regulamentada baseada em escala. Shapoorji Pallonji Mistry, chefe do SP Group, que é o segundo maior acionista da Tata Sons, reagiu a esta decisão expressando seu total apoio.
Ele enfatizou que a decisão de realizar o IPO não deve ser vista como uma vitória de um lado ou uma derrota do outro. Na sua opinião, este é um momento histórico que fortalece os princípios de transparência, responsabilidade e construção institucional responsável.
Na Tata Sons, a participação dos Tata Trusts (Sir Dorabji & Sir Ratan Tata Trusts) é de cerca de 66%. A participação do Shapoorji Pallonji Group na Tata Sons é de 18,37%, e eles apoiam abertamente o listagem para poder vender parte de suas ações e reduzir o endividamento. Além disso, empresas do Grupo Tata, como TCS, Tata Motors e Tata Steel, possuem cerca de 13%.
Segundo Shapoorji Pallonji Mistry, o listagem público da Tata Sons não é apenas uma questão financeira ou regulatória, mas um dever social e moral. Isso fortalecerá a responsabilidade pública em um dos maiores e mais importantes grupos empresariais da Índia, além de elevar a tradição de caridade do grupo Tata a um novo nível.
Os laços históricos entre Tata e SP Group datam de mais de cem anos. Mistry expressou esperança de que esta decisão sirva de base para um novo diálogo, profundo entendimento e parceria sólida entre os dois grupos. Ele observou que o listagem público da Tata Sons levará a maior clareza na gestão da Tata Sons, protegerá os interesses dos investidores e acionistas, e aumentará as capacidades financeiras dos Tata Trusts.
Em conclusão, Shapoorji Mistry pediu a todos os interessados no Grupo Tata — guardiões, membros do conselho, acionistas e funcionários — que vejam esta decisão não como uma disputa, mas como uma ponte. Ele afirmou que os interesses do país vêm em primeiro lugar e que as gerações futuras devem deixar um legado de cooperação, respeito mútuo e construção da nação, e não um legado de desentendimentos.
Vale notar que o conflito entre N. Chandrashekararan e Noel Tata é amplamente conhecido. Noel Tata é presidente do Tata Trust e cunhado de Ratan Tata. A maioria dos membros do conselho de administração, exceto Noel Tata, votou a favor da nomeação de N. Chandrashekararan como presidente da Tata Sons. No entanto, a aprovação da extensão do mandato de N. Chandrashekararan ainda requer aprovação na assembleia geral anual, onde o Tata Trust participa com seus 66% de participação.
