O Ministério da Saúde anunciou a necessidade de maior vigilância pública após o registro de 18 casos confirmados e um caso provável de Mpox na África do Sul.
O Ministério da Saúde confirmou que 18 casos confirmados de Mpox foram identificados na África do Sul, sendo que a maioria deles — 15 casos — foi registrada no Western Cape, especialmente na cidade de Cidade do Cabo. Foram também notificados três casos em Gauteng e um em KwaZulu-Natal.
O Departamento pediu à população que mantenha a vigilância diante do rápido aumento dos casos laboratoriais confirmados de Mpox no país nas últimas semanas. O representante do Departamento, Foster Mohale, informou que, até 17 de setembro de 2026, foram registrados 18 casos confirmados e um provável no país, o que exige cooperação imediata e contínua da comunidade para conter a propagação.
Mohale observou que é preocupante o fato de 13 dos casos totais terem sido registrados entre 13 de agosto e 17 de setembro, indicando uma rápida disseminação local desta infecção viral prevenível.
Casos predominantemente entre homens
Segundo Mohale, todos os doentes estão na faixa etária de 23 a 50 anos, com uma idade mediana de 36,5 anos. Desses, 18 são homens e apenas um é mulher. Um dos casos recentes está ligado a uma pessoa que visitou a Espanha no início deste mês e retornou à África do Sul em 14 de setembro.
Esta pessoa foi testada na Espanha após receber informações sobre um possível status de doença. As autoridades de saúde sul-africanas estão entrando em contato com seus colegas espanhóis sobre os resultados dos testes laboratoriais desta pessoa para confirmar seu status de Mpox. Mohale esclareceu que os casos de Mpox podem aparecer em qualquer pessoa que tenha tido contato próximo com alguém testado positivamente para o vírus nos últimos dias, até 21 dias, e serão acompanhados por sintomas semelhantes.
Ele enfatizou que não se deve subestimar a importância da vigilância contínua, detecção precoce e cooperação da comunidade para prevenir maior transmissão.
Sintomas do Mpox
Mpox é uma doença viral que pode afetar qualquer pessoa, independentemente de raça, sexo, orientação sexual ou condição socioeconômica. Foi lembrado à população sobre os sintomas do Mpox, que incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, fadiga, bem como erupções cutâneas ou lesões que podem aparecer no rosto, braços, pernas, genitais ou outras partes do corpo.
Geralmente, as lesões cutâneas começam como manchas vermelhas planas, depois evoluem para pápulas, seguidas por bolhas cheias de líquido, depois pústulas e se transformam em crostas. Os sintomas geralmente aparecem dentro de seis a treze dias após a infecção, mas podem variar de cinco a 21 dias. Portanto, todos que apresentarem esses sintomas, especialmente se tiveram contato próximo com um caso confirmado ou suspeito, devem procurar atendimento médico imediatamente e evitar contato próximo com outras pessoas.
Como o Mpox é transmitido
O Mpox é transmitido principalmente através de contato físico próximo com uma pessoa infectada, incluindo contato pele a pele com erupções ou lesões, bem como contato com materiais contaminados, como roupas de cama, vestuário ou toalhas usadas pela pessoa infectada. Pessoas com Mpox também podem transmitir o vírus através de gotículas respiratórias durante contato pessoal prolongado sem cobrir tosse ou espirros.
Mohale afirmou que a vigilância continua sendo vital, especialmente em famílias, instituições médicas e em círculos sociais próximos. Ele acrescentou que a higiene das mãos através de lavagem frequente ou uso de desinfetantes é uma das formas eficazes de prevenir a propagação do vírus.
Resposta do governo
Foi relatado que o governo, com o apoio da Organização Mundial da Saúde, obteve doses limitadas de vacinas contra o Mpox (Tecovirimat) no âmbito da estratégia de resposta ao surto para interromper a disseminação local. As autoridades de saúde determinarão onde e como usar essas vacinas para conter os surtos. A vacinação deve ser acompanhada pelo cumprimento contínuo de medidas preventivas.
Além disso, foi fortemente recomendado aos cidadãos apoiar as pessoas diagnosticadas com Mpox ou suspeitas de infecção pelo vírus, pois o estigma e a discriminação podem minar a resposta ao surto, afastando as pessoas de procurar atendimento médico.
