O governo nacional tomou a decisão de retirar a República da Colômbia da Coligação, conforme anunciado numa carta emitida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros colombiano dirigida à organização, com efeitos imediatos.
A organização Caribe Afirmativo noticiou que o país, que servia como copresidente junto com a Espanha, deixou a coligação antes de finalizar o mandato assumido em dezembro de 2024. Em função disso, a organização solicitou explicações públicas tanto ao Governo quanto ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Colômbia.
Esta coligação é composta por governos e entidades da sociedade civil de diversos países, atuando em áreas como diplomacia internacional, legislação, políticas públicas, coordenação de doadores, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e proteção humanitária.
Segundo fontes oficiais consultadas pela Caribe Afirmativo, o motivo apresentado pelo executivo para justificar a retirada estaria ligado à percepção de que a presença da Colômbia na estrutura representava um legado do governo anterior. No entanto, a organização defendeu que os direitos das pessoas LGBT deveriam ser parte dos compromissos estatais e não estarem sujeitos a alterações governamentais.
A associação também requereu esclarecimentos sobre a manutenção da pauta de igualdade na política externa colombiana e sobre os fundos alocados para a implementação da Política Externa Feminista em 2027.
Pedro Agustín Roa, vice-ministro colombiano responsável pelos Assuntos Migratórios, Consulares e de Proteção Internacional, assegurou que a decisão de afastar o país da ERC não sinaliza um recuo na salvaguarda da população LGBT. O ministério justificou a saída como resultado de um processo de redefinição de prioridades da política externa, onde se concluiu que a participação na coligação não era mais considerada prioritária.
Adicionalmente, durante a campanha eleitoral, o atual Presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, expressou oposição à adoção de crianças por casais do mesmo sexo, uma postura que faz parte da sua defesa da família tradicional e que tem sido citada por grupos como fator de apreensão quanto à direção das políticas de igualdade do Governo.
