Um estudo revelou que a maior parte dos pacientes internados devido à dengue são crianças e adolescentes. O período de maior concentração de internações ocorreu entre julho e outubro de 2024, marcando um pico de hospitalizações.
A maioria dos indivíduos afetados, representando 78,4% dos doentes, reside na cidade da Praia, com uma concentração mais acentuada nas áreas de Achadinha, Safende e Ponta d'Água.
Os sintomas mais comuns registrados foram a febre, presente em 84,5% dos casos, seguidos por náuseas ou vômitos, dores musculares e nas articulações, dor abdominal e sangramento das mucosas.
Apesar do quadro, quase todos os pacientes (99,2%) receberam alta após atingirem a estabilização, embora tenham ocorrido quatro óbitos.
O estudo sugere intensificar o monitoramento da doença tanto antes quanto durante a estação chuvosa, que abrange de julho a novembro, especialmente nas regiões onde há maior incidência de casos.
Entre as ações propostas, destacam-se a melhoria dos registros clínicos, a detecção precoce de pessoas com maior risco, focando particularmente em crianças com febre, e o fortalecimento da capacidade dos serviços de saúde nos momentos de maior demanda.
Adicionalmente, a análise recomenda a realização de campanhas informativas junto às comunidades e a condução de novas pesquisas que considerem também os casos de dengue que não chegam aos hospitais.
A epidemia mais recente de dengue em Cabo Verde teve início em novembro de 2023 e se estendeu até março de 2025, impactando principalmente a ilha de Santiago, onde se localiza a capital Praia, e a ilha do Fogo. No total, foram contabilizadas aproximadamente 19.000 infecções e oito mortes.

