Mudanças no Código de Trânsito Brasileiro permitem CNH B para elétricos de até 4.250 kg e expansão de testes de radar
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Mudanças no Código de Trânsito Brasileiro permitem CNH B para elétricos de até 4.250 kg e expansão de testes de radar

O Código de Trânsito Brasileiro foi alterado desde a última segunda-feira (14), permitindo que condutores com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B dirijam veículos elétricos e híbridos com tração majoritariamente elétrica, desde que seu Peso Bruto Total (PBT) não ultrapasse 4.250 kg. Anteriormente, o limite para a categoria B era de 3.500 kg, e este limite permanece inalterado para veículos movidos exclusivamente a combustão.

A justificativa para o aumento do limite reside no fato de que as baterias tornam os carros elétricos mais pesados, e o ajuste visa evitar que um modelo elétrico equivalente a um carro comum precise de uma habilitação de categoria superior unicamente por causa do peso do seu sistema de propulsão. No entanto, o texto aponta que o limite de peso na CNH não visa punir motores a combustão, mas sim refletir que, a partir de certo PBT, a legislação considera que o veículo requer um tipo diferente de habilitação por razões de segurança.

Um exemplo dado é a Ram 2500, que exige CNH C pois seu PBT excede 4.000 kg devido à capacidade de carga e é classificada como caminhão. Em contraste, picapes como Ford F-150 e Ram 1500 são homologadas abaixo de 3.500 kg e podem ser conduzidas com CNH B, mesmo tendo porte similar. A mudança permite que um veículo de 4.000 kg movido a eletricidade possa ser dirigido por um motorista com CNH B, algo que não seria permitido se fosse movido apenas a combustão.

A inspiração para o limite de 4.250 kg veio da União Europeia, embora a regra europeia seja mais restritiva, exigindo que o peso acima de 3.500 kg seja proveniente exclusivamente do sistema de propulsão alternativa. A legislação brasileira, contudo, não impôs essa limitação, deixando ao Contran a prerrogativa de definir critérios adicionais.

Essa alteração beneficia veículos como o BYD Yangwang U8, com PBT de 3.985 kg, que antes necessitava de CNH C, dificultando sua comercialização no Brasil. Questiona-se se há uma diferença prática, para o motorista e para outros usuários da via, entre um chassi de 4.000 kg e um monobloco com baterias de 4.000 kg, visto que o limite de PBT existe por motivos de segurança.

Em relação à velocidade, a nova lei não modificou as regras do CTB; em rodovias sem sinalização específica, automóveis, camionetas e caminhonetes podem atingir 110 km/h em pista dupla e 100 km/h em pista simples, enquanto outros veículos têm limite de 90 km/h. Assim, um elétrico de quase quatro toneladas pode, teoricamente, ser conduzido por alguém com CNH B e seguir os limites de velocidade de automóveis.

Expansão dos Testes de Radar de Velocidade Média

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a realização de testes do sistema de radar de velocidade média em rodovias concedidas em oito estados brasileiros, marcando o maior experimento dessa natureza. Os testes ocorrerão em trechos localizados no Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com uma duração inicial de 180 dias, e o sistema aplicará multas baseadas na velocidade média.

O funcionamento do sistema consiste em calcular a velocidade média comparando o tempo que um veículo leva para percorrer uma distância conhecida entre dois pontos. A ideia não é inédita no país; Curitiba iniciou testes em 2014, e São Paulo adotou um projeto similar em 2017, ambos inicialmente sem aplicação de multas, servindo apenas para fins educativos.

Até o momento, a fiscalização por velocidade média não está regulamentada para aplicação de penalidades, sendo utilizada apenas para estudos e conscientização. Contudo, existem projetos em tramitação no Congresso para modificar o CTB e permitir que a infração por excesso de velocidade seja comprovada pelo cálculo da média entre dois pontos.

Durante uma audiência na Câmara dos Deputados em abril deste ano, o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias mencionou que a velocidade média já era testada em caráter meramente estatístico, solicitando a regulamentação legal e defendendo uma implementação gradual. Representantes a favor da medida apresentaram resultados de projetos-piloto para apoiar a alteração do Código de Trânsito.

Embora oficialmente esses radares não apliquem multas, eles geram estatísticas que servirão de base para sua futura legalização. O sistema de velocidade média aprimora a fiscalização da velocidade excessiva, forçando o motorista a manter uma média compatível com o limite ao longo de quilômetros, em vez de apenas respeitar o limite em poucos metros diante do radar.

Contudo, o sistema não distingue entre situações de risco; um motorista pode realizar uma manobra perigosa a alta velocidade e depois reduzir drasticamente, mantendo a média permitida. A segurança viária não pode mais ignorar que o excesso de velocidade contribui para a gravidade dos acidentes, e é crucial acompanhar os indicadores de acidentes nos trechos monitorados, e não apenas a produção de estatísticas de infrações médias.

Em paralelo, um novo BMW M3 de seis cilindros foi avistado camuflado nas ruas da Alemanha. Embora a BMW tenha anunciado uma variante a bateria para a nova geração do M3, o modelo tradicional com motor de seis cilindros em linha já está sendo visto. O sedã esportivo ainda está coberto, mas revelou um radiador sob o para-choque e o formato dos faróis, mostrando semelhanças com o visual Neue Klasse do M3 elétrico.

Observa-se também que a traseira do novo M3 terá lanternas horizontais que quase se tocam no centro da tampa do porta-malas. Por ser uma versão esportiva, ele apresenta para-choques mais agressivos, para-lamas mais volumosos, bitolas mais largas e rodas maiores. Um detalhe notável é o capô visivelmente mais longo que o do M3 elétrico, pois as versões a bateria e a combustão utilizam arquiteturas distintas: o elétrico usa a plataforma NK, enquanto o M3 tradicional evoluirá a arquitetura CLAR já existente.

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Despedida da VW Amarok Unlimited e destaque para o Genesis Magma GT em evento de hillclimb
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Despedida da VW Amarok Unlimited e destaque para o Genesis Magma GT em evento de hillclimb

A Volkswagen está lançando a série especial Amarok Unlimited, que marca o fim da geração atual da picape. Este modelo foi apresentado recentemente na Argentina e agora está disponível no Brasil, sendo uma edição limitada com apenas 200 unidades disponíveis, embora o preço ainda não tenha sido divulgado.

A Volks utilizou o design característico da Amarok, que manteve sua aparência após 16 anos de atualizações, para decorar a carroceria. A pintura exclusiva é na tonalidade Cinza Moonstone, complementada por faixas nas soleiras com a inscrição “V6 Unlimited”, molduras das caixas de roda em preto brilhante e rodas de liga leve com acabamento diamantado. O santo-antônio na caçamba também possui acabamento preto brilhante, resultando em um visual esteticamente agradável.

O interior conta com diversos recursos, incluindo bancos e volante revestidos em couro, ar-condicionado digital de duas zonas, central multimídia Composition Touch de 9 polegadas, seis airbags, freios ABS com função off-road, frenagem automática pós-colisão e diferencial traseiro com bloqueio mecânico. Uma plaqueta numerada no painel confirma que se trata de uma edição especial.

A Amarok Unlimited será equipada exclusivamente com o motor V6 turbodiesel de três litros, que entrega 258 cv (atingindo picos de 272 cv com o sistema overboost) e 59,1 kgfm de torque, acoplado à caixa automática ZF de oito marchas, mantendo a tração integral 4Motion. A picape deve chegar às concessionárias em outubro, mas antes disso será exibida no evento Circuito Sertanejo, em Jaguariúna (SP), no próximo final de semana.

Genesis Magma GT ronca alto em evento de hillclimb

O Genesis Magma GT, um superesportivo da marca Genesis — que surgiu como divisão de luxo da fabricante sul-coreana — demonstrou ser um competidor sério no segmento de supercarros, rivalizando com modelos como Chevrolet Corvette, McLaren Artura e Ferrari 296 GTB. Seu desempenho foi notado durante o Tutto Bene Hillclimb, realizado perto do Lago Maggiore, na Itália.

Além de possuir um design sofisticado que reflete a linguagem visual da Genesis, o que mais chamou a atenção foi o som potente do motor V8. Mesmo em acelerações moderadas, o Magma GT emite um ronco profundo, alto e borbulhante. Este motor V8 de 3,2 litros deriva do motor de quatro cilindros de 1,6 litro utilizado no Hyundai i20 N de rali. A Hyundai já utiliza uma versão híbrida deste motor em seu protótipo GMR-001 LMDh, que participa da categoria Hypercars em Le Mans; contudo, no Magma GT, o sistema é puramente a combustão.

Embora o Genesis Magma GT ainda seja um conceito oficial, a fabricante mantém outras especificações técnicas em sigilo. Espera-se que este projeto dê origem a uma família de veículos, incluindo versões roadster, de pista e compatível com o regulamento GT3 da FIA. A data de lançamento da versão final de produção ainda não foi definida, mas as estimativas mais otimistas apontam para 2027, sendo 2028 considerado mais provável.

Câmeras com IA: uma multa a cada 19 minutos

Duas câmeras equipadas com inteligência artificial, instaladas nos quilômetros 17 e 18 da Rodovia Raposo Tavares, na entrada da cidade de São Paulo, registraram 2.316 multas em apenas um mês, o que equivale a uma autuação a cada 19 minutos, operando 24 horas por dia. Destas infrações, nenhuma foi por excesso de velocidade; entre 3 de agosto e 3 de setembro, foram registradas 1.386 infrações relativas ao uso do cinto de segurança e 930 por utilização de celular ou fones de ouvido.

O sistema funciona analisando imagens internas dos veículos para identificar possíveis infrações, as quais são posteriormente checadas pela Polícia Militar Rodoviária antes da emissão da multa. A tecnologia também possui capacidade de leitura de placas via OCR, embora não haja confirmação de que esses equipamentos sejam usados para localizar automaticamente veículos roubados ou furtados.

Um ponto de debate levantado é a prioridade dada à automação da fiscalização. Nesta fase inicial, as câmeras ainda não conseguem detectar automaticamente veículos parados, pedestres ou objetos na pista — situações onde a detecção por IA seguida de intervenção imediata poderia prevenir acidentes. Isso levanta a questão da desumanização da fiscalização, pois o motorista recebe a multa semanas depois, sem que a conduta perigosa seja interrompida no momento em que ocorre, diferentemente de uma abordagem policial.

Questiona-se se esses dispositivos estão efetivamente prevenindo acidentes. Após 2.316 autuações mensais, seria relevante saber quantos acidentes foram evitados, quantas situações de risco foram interrompidas e quantos veículos furtados foram recuperados com o auxílio dessas câmeras, visto que a eficiência da fiscalização deve ser medida pela segurança proporcionada, e não apenas pelo volume de multas emitidas.

Fabricantes dos EUA querem proibir marcas chinesas, mas Trump aceita produção local

Enquanto montadoras tradicionais nos Estados Unidos buscam convencer o Congresso americano a restringir permanentemente a entrada de carros chineses, o presidente Donald Trump demonstra abertura para as marcas chinesas, desde que estas estabeleçam fábricas locais e contratem mão de obra americana.

Em entrevista concedida à Fox News, Trump mencionou que o problema seria a produção dos veículos no México para posterior exportação aos EUA. Ele fez uma analogia com as fabricantes japonesas, que enfrentaram resistência similar décadas atrás, mas acabaram investindo no país, empregando milhares de americanos e alcançando liderança em certos setores.

Essa postura diverge da Alliance for Automotive Innovation, associação que reúne grandes fabricantes americanas como Ford, GM, Stellantis, Toyota, Volkswagen, Hyundai e Honda. No início do mês, o grupo solicitou ao Congresso uma proibição definitiva da venda, importação e fabricação de veículos conectados chineses, hardware e software, alegando que os subsídios governamentais chineses e a conectividade representam riscos de segurança nacional e econômicos.

Atualmente, os carros chineses já enfrentam barreiras nos Estados Unidos. Além de tarifas superiores a 100% sobre veículos elétricos chineses, uma regulamentação aprovada durante o mandato de Joe Biden limita o hardware e software automotivo ligado à China, dificultando a comercialização e produção de carros chineses conectados.

É notável que, apesar de Trump aceitar fábricas chinesas com emprego americano, membros de seu governo e parlamentares de seu partido têm pressionado a Ford em relação às suas parcerias com empresas chinesas como CATL e Geely. Parece que a conclusão americana converge com a de outros países: se a proibição total não é viável, a alternativa é forçar a produção local para fomentar empregos, investimentos e desenvolvimento tecnológico.

A Rota 66, uma das estradas mais icônicas, pode agora ser percorrida virtualmente em seu comprimento total de 3.539 quilômetros através de aplicativos móveis e computadores. A ideia partiu de Jake Boyles, desenvolvedor do aplicativo Pit Stop, que mapeia pontos de apoio próximos às saídas das rodovias americanas.

Para celebrar o centenário da estrada, ele criou uma versão específica que cobre toda a extensão, incluindo todos os restaurantes, postos e comércios existentes. Embora possa não ser prático para o público brasileiro, o recurso ajuda a dimensionar a vastidão da Rota 66, que cruza os Estados Unidos de costa a costa, passando por sete estados.

O aplicativo cataloga não apenas estabelecimentos comerciais, mas também pontos turísticos notáveis, como o píer de Santa Mônica, ponto final da travessia no Pacífico, a famosa esquina em Winslow, Arizona, citada pelos Eagles, e a cratera de meteoro utilizada pela NASA no treinamento da missão Apollo. Em total, Boyles mapeou cerca de 2.400 locais para alimentação, 1.300 motéis e 280 cidades ao longo do trajeto. Inaugurada em 1926 e consagrada como a “Mother Road” por John Steinbeck em As Vinhas da Ira, a Rota 66 simboliza a cultura de viagens automobilísticas. Apesar de ter perdido relevância para as interstates nas décadas de 1950 e 1960, culminando em sua desativação federal em 1985, a estrada permanece viva no imaginário popular.

Barrichello retorna a Monza com Ferrari F2002; Gran Turismo 7 recebe atualização com novas pistas e conteúdo
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Barrichello retorna a Monza com Ferrari F2002; Gran Turismo 7 recebe atualização com novas pistas e conteúdo

A Ferrari homenageou Michael Schumacher no Grande Prêmio da Itália, trazendo de volta a Ferrari F2002 para a pista. Este carro histórico será conduzido por Rubens Barrichello e Sebastian Vettel, como parte das celebrações dos 30 anos da chegada de Schumacher à equipe em 1996.

A F2002 retornará ao circuito no sábado (5), pilotada por Barrichello, que havia vencido o GP da Itália em 2002, liderando uma dupla da Ferrari com Schumacher em segundo lugar. No domingo (6), antes da largada, Sebastian Vettel fará outra volta de demonstração com o F2002. Vettel, que correu pela Ferrari entre 2015 e 2020, sempre considerou Schumacher uma grande inspiração e posteriormente se tornou amigo dele.

O F2002, lançado na temporada de 2002, demonstrou grande domínio, vencendo 14 das 15 corridas disputadas naquele ano. Schumacher conquistou o título já no GP da França, em julho, igualando os cinco campeonatos de Juan Manuel Fangio, enquanto a Ferrari assegurou o Mundial de Construtores antecipadamente na Hungria. Ao término da temporada, a equipe somou 15 vitórias em 17 corridas.

Este veículo também representa uma das últimas grandes Ferraris da era dos motores V10, utilizando o 3.0 aspirado Tipo 051. Ele foi desenvolvido no período em que Rory Byrne, Ross Brawn e Jean Todt compunham o núcleo técnico e administrativo responsável por transformar a equipe na força dominante da Fórmula 1 no início da década.

A homenagem se estende aos carros SF-26 de Hamilton e Leclerc, que receberão uma pintura especial inspirada no vermelho da Ferrari de 1996. Os macacões dos pilotos também exibirão o logotipo de Schumacher e as sete estrelas, em referência aos sete títulos mundiais do piloto alemão.

O retorno do Jensen Interceptor

O Jensen Interceptor original era um esportivo europeu com motor americano popularizado na década de 1970. Sua engenharia de chassi era britânica, mas o motor era sempre um V8 Chrysler, disponível em versões de 360, 383 ou 440 polegadas cúbicas, caracterizando-o como um verdadeiro muscle car fabricado no Reino Unido.

Atualmente, ele está de volta, mas não como um restomod. O novo modelo, denominado Interceptor GTX, é um esportivo totalmente novo, sem intenção retrô, equipado com um V8 produzido no Texas, dotado de supercharger e capaz de gerar quase 1.000 cavalos de potência. A Jensen International vinha fornecendo informações gradualmente, e agora o pacote completo foi revelado.

O design do Interceptor GTX agrada, apresentando as proporções esperadas de um cupê com o V8 posicionado atrás do eixo dianteiro: capô alongado e traseira curta no estilo fastback. Embora a referência à silhueta original seja sutil, os detalhes como as janelas laterais traseiras, a coluna C e o vidro traseiro envolvente são claras alusões elegantes ao clássico.

Esta versão específica é projetada para pista (track car) e possui diversos componentes aerodinâmicos, incluindo um grande divisor frontal, um difusor traseiro robusto, uma asa traseira proeminente e saias laterais. O interior reforça seu propósito de pista com elementos em fibra de carbono, assentos de competição, tiras de couro substituindo as maçanetas e uma gaiola de proteção completa. A arquitetura do painel também evoca o Jensen Interceptor original.

Em termos mecânicos, o Jensen Interceptor GTX utiliza um motor V8 Chevrolet de 6,2 litros, preparado e montado pela Late Model Engines, uma empresa texana. O supercharger de 2,65 litros auxilia o motor a atingir 973 cv, embora a Jensen garanta que ele suporta mais de 1.100 cv. A transmissão é um transeixo sequencial de seis marchas, controlável tanto pelo console quanto por alavancas atrás do volante. Dados de aceleração e velocidade máxima ainda não foram divulgados.

Estruturalmente, o GTX opta pelo alumínio, tanto no monobloco quanto na carroceria moldada artesanalmente, em vez da fibra de carbono. Essa escolha, embora tecnicamente menos sofisticada, visa reduzir custos e alinhar-se à proposta clássica do veículo. A suspensão conta com braços triangulares sobrepostos nas quatro rodas e amortecedores Nitron com três ajustes distintos, e a direção é hidráulica, visando uma condução mais envolvente.

A Jensen Interceptor, historicamente, era mais um grand tourer do que um esportivo puro. O GTX representa uma maneira mais econômica de introduzir um modelo novo no catálogo e gerar receita, sem a necessidade de investimentos pesados em testes de homologação. Os próximos passos incluem os modelos de rua, que estão em desenvolvimento avançado, com a promessa de que pelo menos 80% dos elementos estéticos do GTX estarão presentes na versão legalizada. Esta versão de rua poderá contar com câmbio automático de conversor de torque ou manual de seis marchas. A Jensen planeja lançar o Interceptor GTR, a versão mais próxima do GTX para uso em vias públicas, e futuramente uma variante de quatro portas, mirando em concorrentes como Aston Martin.

Atualização de Gran Turismo 7 traz novos carros e o retorno do Autumn Ring

O circuito Autumn Ring sempre foi um dos traçados originais mais notáveis de Gran Turismo, conhecido por suas curvas altamente técnicas, diversas variações de terreno e um layout que demanda ultrapassagens calculadas. Lançado no primeiro Gran Turismo, há quase trinta anos, ele esteve presente em todos os títulos subsequentes até Gran Turismo 6, sendo apreciado por entusiastas da velha guarda.

Após sua ausência em Gran Turismo Sport, o Autumn Ring retornará ao Gran Turismo 7 através da atualização gratuita mais recente, denominada Spec IV. Contudo, essa atualização é extensa e será liberada em duas fases: a primeira em outubro e a segunda em dezembro. É importante notar que o Autumn Ring só estará disponível na segunda parte.

A primeira fase da atualização também trará um novo circuito real: o Sportsland SUGO, localizado no Japão, que já sediou etapas da Super GT e da Super Formula. Este traçado mede 3,7 km e é reconhecido por suas mudanças de altitude e trechos que exigem grande perícia do piloto.

Os jogadores terão sua espera recompensada com a chegada do Autumn Ring em dezembro. Além do traçado original, que favorece carros com menor potência e boa dinâmica, a Polyphony Digital desenvolverá uma versão expandida que será adequada para veículos mais potentes e rápidos.

A atualização também incluirá 12 novos automóveis, distribuídos em dois grupos de seis. Embora a lista oficial ainda não tenha sido divulgada, o material promocional mostra uma variedade de modelos, como o BMW M5 E60, o Honda Civic de competição Mugen Motul, o Citroën 2CV Charleston, a minivan Honda Stepwgn Spada, o Mazda RX-Vision GT3 e o Xiaomi Vision Gran Turismo.

Outras funcionalidades serão adicionadas ao jogo. Um recurso interessante é o serviço Concierge de Carros, que facilitará a aquisição de veículos desejados, permitindo encomendar carros usados e modelos Lendários. Será implementado também um Modo Família, oferecendo desafios de direção simplificados para iniciantes. Adicionalmente, haverá um Modo Corrida Aleatória, com pista e adversários escolhidos aleatoriamente, uma nova loja chamada Retrô, dedicada a carros indisponíveis para compra nova, e um aumento tanto no limite do Nível de Colecionador quanto no seletor de dificuldade.

A Sony informou que mais detalhes sobre a atualização serão compartilhados posteriormente, inclusive durante um evento da “Gran Turismo World Series” em Singapura, marcado para 3 de outubro.

Plano de reestruturação da Volkswagen e o futuro da SEAT

O Grupo Volkswagen está planejando seriamente encerrar uma de suas marcas mais antigas, a SEAT, sua divisão espanhola, como parte de um plano de reestruturação focado em redução de custos e retorno ao lucro. Embora não haja confirmação oficial, documentos internos e comentários de executivos ligados ao grupo sugerem que a marca será extinta até o final desta década.

Relatos da imprensa alemã indicam que o grupo já retirou a SEAT de seu planejamento estratégico de longo prazo, prevendo o descontinuação gradual de seu portfólio ao longo dos próximos três anos, culminando em sua extinção total em 2029. O portal alemão WirtschaftsWoche obteve um documento que detalha que o encerramento da SEAT ocorrerá de maneira organizada e eficiente, assegurando o suporte aos clientes atuais e o cumprimento de todas as obrigações pendentes.

Entretanto, a marca Cupra, que surgiu como a divisão esportiva da SEAT, será preservada. Diferentemente da SEAT, a Cupra tem demonstrado ser lucrativa: enquanto as vendas da primeira caíram 17% em 2025, a segunda registrou um crescimento de 33% no mesmo ano.

Quando contatada, a Volkswagen se recusou a comentar oficialmente as informações. Contudo, a empresa reconheceu que, assim como o setor automobilístico em geral, o Grupo VW e a SEAT estão passando por uma transformação profunda, mas afirmou que nenhuma decisão foi tomada neste momento e que quaisquer decisões estratégicas relativas à SEAT serão comunicadas oportunamente.

Ford ressuscitou seu Mustang V10 secreto

No início dos anos 2000, engenheiros da Ford decidiram que um motor de oito cilindros era insuficiente para o Mustang. Eles adaptaram a arquitetura do V8 Modular 4.6, adicionando dois cilindros para construir um V10 aspirado de 5,8 litros. Este veículo nunca chegou a ser amplamente comercializado nas concessionárias.

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