Destinos preferidos de brasileiros que viajam para correr maratonas no Brasil e no exterior
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Destinos preferidos de brasileiros que viajam para correr maratonas no Brasil e no exterior

A corrida ganhou popularidade no Brasil, levando muitos entusiastas a viajar para outros locais para treinar. O portal Melhores Destinos realizou um levantamento para identificar os destinos mais procurados por esses corredores, tanto dentro quanto fora do país, analisando buscas feitas no Google entre agosto de 2025 e julho de 2026 por termos como «maratona» e «corrida em».

Das cinco cidades internacionais mais pesquisadas, quatro fazem parte do circuito Abbott World Marathon Majors, que engloba oito das maiores maratonas globais. A exceção nesse grupo é Buenos Aires, que alcançou destaque sem pertencer a esse circuito.

Ranking Internacional

Londres liderou o ranking com 36,8 mil pesquisas, sendo sede de uma das maratonas mais competitivas do planeta. Em 2026, houve mais de 1,1 milhão de inscrições para o sorteio de vagas, embora apenas cerca de 60 mil corredores tenham chegado à linha de largada.

Buenos Aires ocupou a segunda posição com 35,8 mil buscas, ficando apenas mil pesquisas atrás da capital inglesa. Sua proximidade com o Brasil é citada como um fator que pode justificar sua colocação.

Boston entrou em terceiro lugar com 31 mil buscas e sedia a maratona mais antiga do mundo, realizada desde 1897. Esta prova é notória por sua alta exigência; quando o limite de 30 mil inscritos é ultrapassado, a prioridade é dada a participantes que completaram maratonas anteriores com bom desempenho, seguindo critérios de tempo estabelecidos pela organização.

Berlim ficou em quarto com 22 mil pesquisas, e seu trajeto rápido já gerou 13 recordes mundiais. Finalizando o top 5, Nova York registrou 19 mil buscas, oferecendo uma maratona dimensionada à cidade, com mais de 59 mil corredores percorrendo os cinco distritos e mais de um milhão de espectadores assistindo.

Análise dos Destinos

Leonardo Marques, diretor do Melhores Destinos, comentou que «uma grande maratona transforma a viagem em torno de uma data específica. O corredor precisa conciliar inscrição, passagem e hospedagem, e muitas vezes aproveita a prova para conhecer o destino.» Ele acrescentou que Buenos Aires atrai atenção por proporcionar essa vivência internacional mais acessível e próxima ao Brasil, diferentemente de Londres, Boston, Berlim e Nova York, que possuem o prestígio das grandes maratonas mundiais, mas implicam em viagens mais longas e custosas.

Ranking Nacional

No Brasil, o Rio de Janeiro obteve o primeiro lugar com 281 mil buscas. Em 2026, a Maratona do Rio contou com 70 mil inscritos, sendo que aproximadamente 75% deles vieram de fora da capital.

Porto Alegre conquistou a prata com 131 mil buscas. Em sua 41ª edição, a maratona gaúcha recebeu cerca de 30 mil atletas, provenientes de diversos estados brasileiros e de mais de 25 países.

São Paulo aparece em terceiro lugar, com 126 mil buscas. Seguem Brasília, com 76 mil pesquisas, e Belo Horizonte, com 71 mil.

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O Brasil implementou uma política nacional dedicada a impulsionar a investigação, a extração, o beneficiamento e a transformação de minerais considerados críticos e estratégicos. Esta iniciativa foi oficializada nesta quarta-feira, dia 16, e contempla um montante de até R$ 7 bilhões em incentivos para empreendimentos ligados a este setor.

A nova legislação visa criar estruturas que permitam expandir a capacidade do país de identificar suas reservas e processar esses materiais internamente, além de instituir ferramentas de financiamento, inovação e pesquisa.

Aumento de recursos para o Serviço Geológico do Brasil

Um impacto imediato desta medida será o incremento dos fundos alocados ao Serviço Geológico do Brasil (SGB). Conforme declarado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o orçamento dedicado à pesquisa sobre o solo será elevado de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões. O objetivo é intensificar o levantamento das riquezas minerais presentes no território brasileiro.

Esta ação se torna relevante visto que uma porção considerável do território nacional ainda carece de mapeamento. Dados da Agência Brasil indicam que apenas cerca de 25% do território brasileiro foi mapeado para este tipo de levantamento. O país detém aproximadamente 21 milhões de toneladas de reservas de terras raras, representando a segunda maior quantidade mapeada globalmente, ficando atrás da China, que possui cerca de 44 milhões de toneladas.

Criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM)

A política estabelece a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM). A União contribuirá inicialmente com R$ 2 bilhões, podendo o patrimônio total do fundo atingir R$ 5 bilhões. Esses recursos servirão para prover garantias a projetos prioritários focados na produção de minerais estratégicos e críticos.

Adicionalmente, há previsão de um programa federal para o beneficiamento e transformação desses minerais, oferecendo R$ 5 bilhões em créditos fiscais no período compreendido entre 2030 e 2034. Este benefício pode cobrir até 20% dos custos dos projetos selecionados.

Dessa forma, os R$ 7 bilhões totais associados à nova política são compostos pelos R$ 5 bilhões em créditos fiscais e pelos até R$ 2 bilhões de contribuição da União para o fundo garantidor, embora cada valor tenha propósitos distintos dentro da política.

A legislação também determina que as empresas envolvidas em pesquisa, mineração, beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos devem destinar parte de sua receita tanto ao fundo quanto às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Nos primeiros seis anos, 0,2% da receita operacional bruta deve ser destinada ao fundo garantidor, e 0,3% a projetos de P&D&I. Após esse prazo inicial, o percentual destinado a projetos de pesquisa pode subir para 0,5%.

A pesquisa e prospecção mineral também foram incluídas entre os projetos elegíveis para emissão de debêntures incentivadas, o que amplia as oportunidades de captação de capital privado para as atividades do setor.

Estrutura de Governança e Mecanismos de Apoio

A nova lei também institui o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, órgão encarregado de coordenar, planejar e monitorar a política nacional. Entre suas responsabilidades está a sugestão de políticas e ações governamentais para desenvolver as cadeias produtivas ligadas aos minerais críticos e estratégicos. A primeira reunião deste colegiado deve ocorrer aproximadamente dez dias após sua constituição, segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.

Outro instrumento previsto é a criação de um cadastro nacional de projetos. Conforme o texto aprovado pelo Congresso, os benefícios da política só poderão ser acessados por projetos devidamente cadastrados e autorizados pelo conselho. Este sistema deverá consolidar dados de esferas federais, estaduais, municipais e distritais envolvidas na atividade mineral.

A legislação também introduz o Certificado Mineral de Baixo Carbono, que é opcional, e determina que áreas com potencial para minerais críticos e estratégicos devem receber prioridade nos leilões conduzidos pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Além de auxiliar na descoberta de novas reservas, o levantamento geológico é crucial para determinar quais recursos estão disponíveis e onde eles podem ser explorados. Silveira ressaltou que o aumento do financiamento ao SGB possibilitará um conhecimento mais profundo sobre o subsolo brasileiro, visto que a área ainda não mapeada sugere a possibilidade de descobertas de recursos desconhecidos.

A política também visa fazer com que o Brasil evolua para além da mera extração. A legislação oferece incentivos para que o beneficiamento e a transformação dos minerais ocorram no próprio território nacional, etapas que permitem incorporar tecnologia e agregar maior valor à cadeia produtiva.

Com esta nova política, o governo adquire meios específicos para financiar a pesquisa mineral, dar suporte a projetos de produção e processamento, e estimular investimentos em tecnologia relacionados a minerais vitais para setores como eletrônicos, automóveis, energia e defesa.

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