Em nove casos em dois meses, corpos de mulheres são encontrados em Ekurhuleni, África do Sul
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Em nove casos em dois meses, corpos de mulheres são encontrados em Ekurhuleni, África do Sul

Foram descobertos nove corpos de mulheres ao longo de dois meses no município de Ekurhuleni, na África do Sul, o que gerou preocupações de que todos os incidentes possam estar ligados à mesma pessoa ou grupo criminoso.

A porta-voz dos Serviços Policiais Sul-Africanos (SAPS), coronel Dimakatso Nevhuhulwi, confirmou que um novo corpo foi localizado em Dawn Park. Ela informou que este achado será incorporado às investigações relativas aos assassinatos de mulheres em Ekurhuleni.

Nevhuhulwi detalhou que o corpo, cuja identidade ainda não foi determinada, foi encontrado naquela manhã, 17 de setembro de 2026, elevando o total de corpos encontrados nos últimos dois meses para nove.

O comissário interino da polícia da província de Gauteng, Fred Kekana, relatou aos jornalistas que as autoridades receberam uma denúncia de um cidadão sobre a descoberta de um corpo próximo a um canteiro de obras. Kekana descreveu a vítima como uma mulher de aproximadamente 30 anos, que estava vestindo apenas sutiã e calcinha, mas não possuía calças ou vestido. O corpo apresentava ferimentos de arma branca no flanco e na garganta, parecendo ter sido estrangulada.

Kekana ressaltou que a polícia ainda não determinou se este assassinato está conectado aos demais casos e fez um apelo à população para que forneça informações. O major-general solicitou a colaboração da comunidade, pedindo que qualquer pessoa que tenha presenciado ou saiba de algo relate à polícia, alertando contra a divulgação de fotos ou relatos não confirmados nas redes sociais, pois isso pode fomentar o medo e crimes imitativos.

Anteriormente, a polícia havia emitido um alerta público devido a semelhanças consideradas «suficientemente preocupantes» entre os homicídios das oito primeiras vítimas. Os achados provocaram grande comoção nacional, impulsionando uma investigação de alto nível e expondo o problema do feminicídio e os altos índices de violência criminal.

A SAPS montou uma «equipe multidisciplinar de especialistas» para conduzir as investigações e assegurar que os responsáveis sejam levados à justiça. Na quarta-feira, a SAPS anunciou a detenção de um suspeito ligado a um dos homicídios ocorridos em julho, enquanto busca outro indivíduo envolvido, oferecendo uma recompensa de 400.000 rands (equivalente a cerca de 21.300 euros) por qualquer informação útil.

A maioria dos corpos foi encontrada nua ou seminua em diversas comunidades de Ekurhuleni, incluindo Kempton Park, Pomona, Clayville, Olifantsfontein, Rhodesfield, KwaThema e, mais recentemente, Dawn Park.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, solicitou à polícia na terça-feira que priorizasse a investigação desses crimes de violência de gênero. Além disso, Panyaza Lesufi, chefe do governo local de Gauteng, afirmou que a polícia está seguindo pistas e obtendo progresso em dois ou três casos, pedindo paciência à população para que os investigadores consigam reunir provas suficientes.

A organização «Missing In Southern Africa» (Desaparecidos na África do Sul), que oferece apoio a familiares de pessoas desaparecidas, incentivou as comunidades e famílias a reportarem imediatamente quaisquer suspeitas.

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Mulheres se reuniram no local do incidente na Lama Street, em Down Park, Boxburg, onde o corpo de uma mulher foi descoberto na quinta-feira — a nona vítima em Ekurhuleni em nove semanas. Moradoras locais, vestidas com roupas domésticas, abandonaram seus afazeres e correram para fora de casa após o aviso sobre a descoberta da mulher, parcialmente nua e com a artéria jugular cortada.

No espaço aberto da Lama Street, na área de Villa Lisa, reunidas ao redor do corpo, algumas choravam ao olhar para a mulher brutalmente assassinada. Ela estava vestida apenas com uma camiseta azul e roupa íntima rosa.

Este terrível incidente aumenta o número de mulheres mortas em Ekurhuleni para nove nas últimas nove semanas. Um representante da polícia de Gauteng, o coronel Dimakatso Nevhuluvi, informou que a identidade da mulher, supostamente com cerca de 30 anos, ainda não foi estabelecida.

Nevhuluvi declarou que 'uma equipe multidisciplinar de especialistas já foi mobilizada para trabalhar nesses casos e garantir que os culpados por esses crimes sejam levados a julgamento'.

O chefe interino da polícia de Gauteng, general-major Fred Kekana, forneceu informações preliminares de que a mulher pode ter sido morta em outro local e seu corpo simplesmente descartado em Down Park.

Quando a equipe do IOL chegou, a polícia já estava no local, e muitas mulheres estavam se reunindo ao redor. Carros policiais e veículos discretos estavam alinhados, e um furgão de patologia forense com as portas traseiras abertas estava perto do corpo. Homens em macacões escuros retiravam um lençol branco e o estendiam ao lado do corpo, enquanto fita policial amarela estava presa entre as ervas daninhas e acumulada nas poças de lama deixadas pela chuva.

Atrás da fita, as mulheres que saíram correndo de suas casas observavam os acontecimentos, algumas delas ainda usando pantufas, roupões e cobertores.

A vice-comissária nacional de polícia, general-leutente Tebello Mosikili, presente no local, garantiu que as equipes que trabalham nos assassinatos são capazes de resolvê-los. Ela declarou: 'Houve incidentes antes que conseguimos resolver e solucionar'. Mosikili acrescentou: 'Estou muito confiante, e digo isso colocando minha cabeça em jogo, que nossas equipes são muito capazes de fazer isso'.

Mosikili enfatizou que a polícia está rastreando todas as pistas e que, por enquanto, essas pistas provavelmente mostrarão se os assassinatos estão relacionados. Ela observou: 'Não podemos passar um caso dessa magnitude apenas para a província; pelo menos aqui há um escritório central em nível nacional'.

A mulher encontrada na Lama Street foi a terceira pessoa a morrer em Ekurhuleni em apenas quatro dias. Entre as três mulheres cujas identidades foram confirmadas nos casos de assassinato em Ekurhuleni desde julho, estavam: uma encontrada em Olifantsfontein na segunda-feira, parcialmente nua e com hematomas; outra cujo corpo foi encontrado perto da estrada em Kwathembe Springs na terça-feira, e cuja asfixia foi determinada pelos patologistas; e a terceira, Dineo Evelyn Motapane, de 38 anos, que sua família identificou nos necrotérios de Springs na quarta-feira.

No fim de semana, Kekana alertou mulheres e jovens para terem especial cuidado ao caminhar, correr ou praticar esportes, esclarecendo que este aviso não visa impedir as mulheres de levar suas vidas.

A primeira das nove mulheres, de 37 anos, foi encontrada nua com os braços amarrados com abraçadeiras de cabo em um campo em Camptown Park em 15 de julho, e o suspeito foi preso dois dias depois. Itumeleng Kekana desapareceu em Camptown Park em 17 de julho. Sua família a procurou em hospitais, delegacias e necrotérios por mais de duas semanas até que um homem a caminho do trabalho encontrasse seu corpo na Great North Road em Pomona em 3 de agosto. Ela deixou pais e uma filha de 14 anos.

Uma mulher de 32 anos foi encontrada parcialmente vestida perto da rodovia R21 em 24 de agosto. Em 7 de setembro, o corpo de uma mulher de pouco mais de 20 anos foi encontrado em um rio em Clayville, perto do Mall of Thembisa, de roupa íntima. Três dias depois, perto da rodovia R21 em Camptown Park, foi encontrado o corpo nu e muito decomposto de uma mulher.

Elizabeth 'Zontso' Moselakgomo, de 38 anos, mãe que saiu para sua corrida habitual na última quarta-feira, foi encontrada morta atrás de um hotel em Rhodesfield no último sábado. Apenas três das nove mulheres — Itumeleng Kekana, Moselakgomo e Motapane — foram publicamente identificadas.

O vice-ministro de polícia, Phiroz Kachalia, declarou na terça-feira que é prematuro falar sobre um padrão nas mortes e anunciou um quarentena policial em Camptown Park e áreas adjacentes. O vice-comissário nacional de polícia, general-leutente Puleng Dimpane, informou que a polícia está rastreando uma pessoa de interesse. A polícia ofereceu uma recompensa de 400.000 rand pela informação que leve a prisões, e a DA ofereceu 500.000 rand.

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