Empreendedores defendem a visita à Ilha Vila Franca fora da temporada de banhos
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Empreendedores defendem a visita à Ilha Vila Franca fora da temporada de banhos

A associação empresarial das ilhas São Miguel e Santa Maria afirma que expandir o acesso à Ilha Vila Franca do Campo pode ajudar a diversificar a oferta turística e combater a sazonalidade.

A associação considera que a Ilha Vila Franca do Campo, um dos locais emblemáticos da ilha de São Miguel devido ao seu elevado valor natural, ecológico e turístico, pode ser utilizada de forma mais ampla durante todo o ano, desde que cumpridas as normas meteorológicas e de segurança.

Em declaração, a associação empresarial sublinhou que a possibilidade de prolongar o uso deste recurso notável ajudará a aumentar o seu valor e a combater a sazonalidade, reforçando a oferta disponível nos meses com menor procura turística.

Fora da época de banhos, a CCIPD prevê duas opções complementares. A primeira manterá uma lógica semelhante ao modelo atual, mas com menor frequência, garantindo dois voos diários, se o tempo e a segurança permitirem.

A segunda opção prevê a criação de um novo produto turístico baseado no formato de experiências. Segundo este modelo, a viagem à ilha pode ser integrada numa atividade que inclui viagem, visita e estudo do território, bem como a interpretação das suas características naturais, históricas e ecológicas, seguida do regresso a Vila Franca do Campo. Este passeio pode ser acompanhado por um guia.

A CCIPD também observa que as empresas privadas de turismo marítimo operam durante todo o ano, e não apenas na alta temporada, o que demonstra a existência de procura e capacidade operacional para produtos marítimos fora dos meses de verão.

A associação insiste na necessidade de avaliar soluções que permitam incluir a Ilha Vila Franca do Campo na oferta turística acessível por um período mais longo. O objetivo, segundo a CCIPD, não é reativar exclusivamente o uso balnear fora do verão, mas sim adaptar o produto às especificidades de cada estação, combinando visita, fruição, interpretação e conservação do território.

Cumpridos os requisitos, a experiência pode também incluir a possibilidade de banho. Ressalta-se que qualquer modelo deve ter em conta a carga admissível na ilha, as condições meteorológicas, os requisitos de segurança e as normas de conservação da natureza.

A associação afirma ainda que um uso mais alargado e devidamente estruturado deste local emblemático pode elevar a qualidade da experiência turística na ilha de São Miguel e servir como mais uma ferramenta no combate à sazonalidade do destino.

A Ilha Vila Franca do Campo, classificada como reserva natural e integrante da rede Natura 2000, foi proibida para banhos em 2025 devido aos resultados da análise da qualidade da água nos últimos cinco anos; naquela altura, só era permitido o acesso, mas reabriu na época balnear de 2026.

Na atual época de banhos, a ligação marítima entre o cais de Vila Franca do Campo e a ilha ocorre no regime anterior sob gestão do Clube Marítimo local, com uma capacidade diária de 400 pessoas e 200 pessoas simultaneamente no centro do cratere.

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