Na equipe Sharks, uma era em que toda a responsabilidade pela gestão do clube de rugby profissional recaía sobre um único capitão está chegando ao fim. Em preparação para a nova temporada da United Rugby Championship (URC), o treinador JP Pietersen apresentou uma estrutura de liderança renovada, que distribui as responsabilidades entre os jogadores em campo e aqueles responsáveis por manter os padrões fora de campo.
Andre Esterhuizen, o meio-campista da seleção sul-africana, permanece como capitão dos Sharks, o que era esperado após receber o título de Jogador do Ano dos jogadores na cerimônia de premiação da temporada passada. No entanto, agora ele será apoiado por três vice-capitães: Emil van Heerden, Nick Hatton e Vincent Tsikuta. Na ausência de Esterhuizen por assuntos da seleção ou sua indisponibilidade, Van Heerden, Hatton ou Tsikuta assumirão a função de capitão.
Além disso, houve outra mudança importante: o veterano da seleção sul-africana, o prop Vincent Koch, e Fepsy Buthelezi foram nomeados Capitães do clube. Suas funções vão além do dia de jogo e se estendem ao campo de treinamento, academia e vestiário.
Estrutura de Liderança nos Sharks
Pietersen acredita que essa estrutura garante que a liderança não fique concentrada nas mãos de um único jogador, mas se torne uma responsabilidade coletiva. Ele observou: «Andre foi um líder excepcional, e estou absolutamente certo de que ele continuará a definir esse padrão em campo». Ele acrescentou que a característica deste grupo é a profundidade do elenco: «Emil, Nick e Vincent Tsikuta compartilharão essa responsabilidade como vice-capitães, enquanto Vincent Koch e Fepsy Buthelezi trabalharão com Andre e nossa comissão técnica para elevar os padrões».
O treinador dos Sharks estabeleceu a disciplina, a responsabilidade e o respeito como base de sua cultura de alta performance e deseja que haja um líder ao lado de cada jogador para garantir o cumprimento dessas normas. Pietersen enfatizou: «Cada jogador neste elenco tem um líder ao seu lado. Isso significa que todos nós — jogadores e treinadores — somos responsáveis uns pelos outros. Ninguém está acima do padrão; todos estão sujeitos a ele em igual medida. Esta é a cultura que vamos promover».
O papel de Esterhuizen corresponde essencialmente ao trabalho tradicional de capitão: gerenciar o jogo, tomar decisões sob pressão, exigir disciplina e estabelecer o nível físico para os companheiros de equipe. Os capitães do clube têm um mandato muito mais amplo. Koch e Buthelezi serão guardiões do ambiente em que os Sharks se preparam para jogar, ajudando a estabelecer padrões no vestiário, ginásio e campo de treinamento, atuando como elo de ligação entre o time de jogo e os grupos técnicos e de gestão. Este é um esforço intencional para garantir que a identidade dos Sharks não dependa de uma única voz.
O novo sistema também confere aos dois jogadores mais experientes a responsabilidade de preservar as tradições do time, ao mesmo tempo em que ajuda a definir o que a próxima geração dos Sharks deve herdar. Para Pietersen, a mensagem é clara: a liderança não é mais trabalho de uma única pessoa que usa a braçadeira de capitão. Os Sharks começarão sua temporada da URC com um jogo em casa contra os Ospreys no sábado, 26 de setembro.
