Barragem da HCB em Moçambique será reaberta em domingo para manutenção programada
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Barragem da HCB em Moçambique será reaberta em domingo para manutenção programada

A HCB comunicou que o descarregador de meio-fundo da barragem moçambicana será reaberto em 20 deste mês, operando a 80%. Esta ação é descrita como uma manobra pontual, controlada e tecnicamente aprovada, que não altera a política de gestão prudente de água adotada pela hidroelétrica, mesmo considerando as projeções para a próxima estação chuvosa.

Este procedimento foi implementado após a paralisação total da subestação de Songo e está alinhado com os requisitos ambientais vigentes, fazendo parte do programa anual de manutenção do complexo de produção de energia. O objetivo principal é assegurar a compensação do fluxo ecológico do rio Zambeze.

A reabertura do descarregador garantirá a manutenção do escoamento contínuo ao longo do rio Zambeze, o que auxilia na preservação do caudal ecológico e nas condições essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas e para as atividades das comunidades ribeirinhas.

A HCB esclarece que esta operação segue os protocolos de manejo cuidadoso dos recursos hídricos da albufeira de Cahora Bassa, levando em conta as condições operacionais atuais, bem como as previsões hidrológicas e climáticas futuras, incluindo os cenários relacionados ao fenômeno El Niño.

Em um contexto mais amplo, a Lusa reportou que a geração de eletricidade em Moçambique teve um aumento de 8,8% no primeiro semestre, alcançando 8,06 milhões de megawatt-hora (MWh). Este crescimento foi impulsionado pela recuperação da geração hídrica, após períodos de condições hidrológicas desfavoráveis em 2025.

De acordo com dados governamentais sobre o primeiro semestre, a produção total de energia elétrica no país atingiu 8.061.261 MWh, o que corresponde a 49,9% da meta anual estabelecida de 16,17 milhões de MWh. Comparativamente, no mesmo período de 2025, a produção havia sido de 7,41 milhões de MWh.

Essa recuperação foi predominantemente sustentada pelo setor hídrico, que registrou um crescimento de 12,2%, totalizando 6.554.547 MWh, beneficiando de melhores condições de afluência e maior disponibilidade operacional das estruturas de geração. O relatório aponta que a melhora nas entradas permitiu recuperar parcialmente os níveis de produção vistos em anos anteriores.

As usinas hidrelétricas foram responsáveis por 81,3% de toda a eletricidade gerada no país durante o semestre, evidenciando a forte dependência do sistema nacional em relação aos recursos hídricos.

A HCB, situada na província de Tete, no centro do país, manteve um papel crucial nesse setor, gerando 6,37 milhões de MWh entre janeiro e junho, o que representa aproximadamente 80% de toda a eletricidade produzida em Moçambique.

A empresa administra, sob regime de concessão, o aproveitamento hidroelétrico de Cahora Bassa, considerada uma das maiores instalações energéticas da África. O empreendimento inclui a Central Sul, já em operação com capacidade instalada de 2.075 megawatts (MW), e uma Central Norte planejada, com potencial para adicionar até 1.200 MW, além da subestação conversora de Songo e suas infraestruturas de transporte. Há também planos para uma central solar na área de aproveitamento hidroelétrico.

A HCB possui participação majoritária de 85% da Companhia Elétrica do Zambeze (CEZA), com 7,5% pertencentes à REN (portuguesa), 4% a investidores moçambicanos e 3,5% correspondentes a ações próprias.

A albufeira de Cahora Bassa é a quarta maior da África, apresentando um comprimento máximo de 270 quilômetros, uma largura de 30 quilômetros entre margens, cobrindo uma área de 2.700 quilômetros quadrados e possuindo uma profundidade média de 26 metros.

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