Três meses após sua introdução nos navegadores, o Euro-Office, um conjunto de aplicativos de código aberto que serve como alternativa ao Microsoft Office, receberá um aplicativo dedicado para desktop. Este anúncio foi feito pela Nextcloud, uma das organizações participantes do projeto, nesta quarta-feira, dia 16 de setembro.
O novo programa será integrado às funcionalidades de colaboração da Nextcloud, possibilitando que os usuários trabalhem nos mesmos documentos tanto através do aplicativo instalado no computador quanto pela interface web. A expectativa é que esta nova versão seja disponibilizada nas próximas semanas.
O aplicativo mantém todas as capacidades essenciais do Euro-Office já disponíveis para navegadores, garantindo que a abertura e a edição de arquivos ocorram sem interromper a sincronização com outros colaboradores. Isso permite que indivíduos que trabalham no mesmo material utilizem diferentes plataformas, similar ao que ocorre nas soluções da Microsoft.
A Nextcloud também aproveitou esta atualização para implementar melhorias no software. De acordo com a empresa, o Euro-Office tornou-se mais ágil no processamento de comandos e recebeu novos sistemas de filtragem de pastas. Além disso, as pré-visualizações dos documentos foram aprimoradas para facilitar a identificação dos arquivos.
No entanto, a fundação do Euro-Office está sob controvérsia. Os mantenedores do OnlyOffice alegam que o fork criado pela coalizão europeia viola termos da licença AGPLv3 e normas de propriedade intelectual, incluindo a remoção de avisos legais do código original. A Nextcloud refuta essas acusações.
O lançamento oficial do Euro-Office ocorreu em 9 de junho de 2026, fruto de uma coalizão composta por Nextcloud, Proton, IONOS, XWiki e Office.EU. Esta suíte oferece ferramentas para a criação e edição de textos, planilhas e apresentações.
Os formatos suportados incluem DOCX, XLSX, PPTX e PDF, além de ODT, ODS e ODP, que seguem o padrão aberto OpenDocument. Essa iniciativa se alinha aos esforços de entidades governamentais europeias visando expandir o uso de tecnologias abertas. Por exemplo, na Alemanha, o formato ODF está sendo implementado em projetos de digitalização do setor público, enquanto a França tem promovido a migração de parte de seus equipamentos governamentais para o sistema Linux.
