Durante dois dias de reuniões a portas fechadas, os membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) revisaram as suas projeções económicas para os Estados Unidos. De acordo com a mediana das estimativas, prevê-se que a inflação anualizada em 2026 atinja 3,7%, um valor superior aos 3,6% projetados na reunião de junho.
Os membros também consideram que as taxas diretoras deverão situar-se entre 4% e 4,25% no final do ano. Este patamar representa um grau acima do que foi anunciado no dia, após a deliberação de um aumento de 25 pontos base. A mediana estabelecida para o final deste ano e para 2027 foi de 4,1%, informou o líder da Fed.
Kevin Warsh observou que a inflação permanece acima do mandato há cinco anos, salientando que ela «está muito alta já há muito tempo». Ele acrescentou que a Fed não possui capacidade para influenciar preços específicos, mas pode trabalhar para impedir que os aumentos «se alarguem à economia».
O presidente da Fed declarou que a decisão de elevar as taxas foi inteiramente interna, desvinculando-a de qualquer influência do mercado. Em comunicado, a Fed anunciou que aumentou as taxas de juro em 25 pontos base, elevando o intervalo para entre 3,75% e 4%, após a reunião de dois dias.
A nota oficial indicou que o FOMC determinou que a inflação continua «elevada» e ultrapassa a meta de 2% definida pela Fed, sendo esta decisão tomada por unanimidade. É relevante notar que a Fed não alterava as taxas diretoras, que guiam os custos de empréstimo, desde o verão de 2023.
A inflação tem sido um fator determinante na política de taxas de juros do banco central ao longo do ano, sendo impulsionada pelo conflito entre os EUA e o Irão e o consequente impacto no abastecimento global de petróleo.
