Telescópio Roman inicia preparação de instrumentos para observação de exoplanetas, estrelas e galáxias
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Telescópio Roman inicia preparação de instrumentos para observação de exoplanetas, estrelas e galáxias

A NASA deu um passo importante na missão do telescópio espacial Nancy Grace Roman ao ativar com sucesso seu principal instrumento científico. Esta iniciativa marca o início de uma fase de investigação que abrange desde planetas fora do Sistema Solar até os enigmas da matéria e da energia escuras.

O Wide Field Instrument (WFI), que funciona como uma câmera infravermelha de 300 megapixels, tem a capacidade de capturar em uma única fotografia uma área celeste maior que o diâmetro aparente da Lua cheia, mantendo uma nitidez comparável à alcançada por telescópios espaciais como o Hubble.

Junto com a ativação do WFI, a equipe da missão conduziu os primeiros testes do Coronagraph Instrument, um equipamento concebido especificamente para possibilitar a visualização direta de planetas que orbitam outras estrelas.

Essas duas atividades fazem parte de um extenso cronograma de calibrações e testes que se estenderão por vários meses, enquanto o Roman continua sua jornada rumo ao seu ponto de destino, o segundo ponto de Lagrange do sistema Sol-Terra, conhecido como L2.

Declarações sobre o progresso da missão

Josh Schlieder, cientista responsável pelo Wide Field Instrument no Goddard Space Flight Center da NASA, expressou satisfação com o avanço, afirmando: «Após anos de esforço para construir e testar o instrumento em terra, agora temos a confirmação de que ele está operacional no espaço. Este é um grande marco para a equipe do Goddard, nossas equipes industriais da BAE Systems e da Teledyne e nossos centros científicos». Ele complementou que, embora haja muito trabalho pela frente, a missão caminha para uma ciência revolucionária.

No mesmo dia, a equipe ativou o sistema de calibração, e no dia seguinte, os engenheiros começaram a receber os primeiros dados de teste transmitidos pelo instrumento.

Os testes de sábado à noite focaram na roda de elementos, um mecanismo que agrupa filtros, prismas e outros componentes ópticos. Este sistema é responsável por selecionar os comprimentos de onda da luz que chegam aos detectores e separar a luz dos corpos celestes em distintas cores. Foi a primeira vez que este sistema foi avaliado em ambiente sem gravidade.

Na manhã de domingo, os engenheiros também inspecionaram o mecanismo de foco do WFI, que será usado para refinar o foco das centenas de milhares de imagens que o instrumento deve gerar.

Paralelamente a esses procedimentos, os detectores foram mantidos em processo de resfriamento até atingirem a temperatura operacional final, estimada em cerca de -183 °C.

Primeiros registros de luz estelar

O WFI já conseguiu registrar seus primeiros fótons de luz estelar. Essa imagem foi gerada durante uma avaliação inicial de desempenho, momento em que a matriz de detectores ainda estava posicionada conforme o lançamento e distante do foco ideal. Por essa razão, o primeiro registro apresenta um campo repleto de estrelas desfocadas, cada uma dispersa por milhares de pixels.

Embora não constitua uma imagem científica definitiva, este registro comprova que a luz das estrelas já está sendo recebida pelo principal instrumento científico do Roman.

O Coronagraph Instrument, voltado para a observação direta de exoplanetas, também completou uma fase inicial de testes. Este instrumento emprega um conjunto de componentes ópticos, máscaras, espelhos ajustáveis e sensores para bloquear o brilho intenso das estrelas, permitindo assim a detecção da luz muito mais tênue refletida pelos planetas que circulam ao redor delas.

O coronógrafo foi ligado no início de setembro e passou por uma nova verificação, onde sua equipe testou os componentes digitais, eletrônicos e mecânicos, confirmando a comunicação remota entre as diversas partes do equipamento. Seu projeto visa demonstrar tecnologias avançadas de observação direta de planetas, auxiliando cientistas no estudo de mundos e discos de poeira próximos a estrelas.

Resta claro que o Roman ainda enfrentará uma longa sequência de verificações e calibrações antes que as operações científicas possam começar.

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